VERSOS DE UM SORRISO BRILHANTE

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Aquela menina de dois, três anos atrás tinha um brilho no sorriso sem igual.

Amaldiçoo a vida que me priva hoje de tal brilho

Amaldiçoo tanto o acaso quanto a necessidade

O acaso que nos impõe o contingente incontrolável

A necessidade que nos rouba e justifica como racional

Dia e noite seu sorriso brilhava

A sua cor enfatizava este brilho, afinal o seu tom… Ora, você entendeu.

Pula isso…

Eu não falo deste brilho de cor… Emanava do sorriso dela.

O seu sorriso transmitia um sentimento e uma

Um sentimento da totalidade

Uma vontade de sorrir com ela.

E não havia vez que eu a via

Que, naturalmente, eu não sorria.

E era apetecível saber o que tinha naquele sorriso tão brilhante.

Tinha uma naturalidade com que ele se desenhava

A perfeição tomava forma em um instante

Ele se formava de uma maneira tão proporcional,

Tão simétrica que faria inveja a Da Vinci.

Tão inteligível a ponto de intrigar o coração de Pascal

Certa vez eu quis saber da boca dela, em palavra

O que tinha naquela alma, naquela aura

Que expressava com tanta calma

Tanta beleza, uma obra prima da natureza

Mais que brilho, vi nobreza

Um sorriso brilhante é pintado com lágrimas

Cada dor passada, cada tombo na estrada

Tudo sofrido

Tudo vivido nos fornece um tom de cor

A tristeza, o desespero, o rancor, todo tipo de dor

Pega todas as cores vividas e mistura dentro de ti

Por mais escuras que possam ser

O tom do brilho perfeito vai surgir

O brilho é vem da força

De tudo o que foi necessário para eu estar aqui…

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(Anderson Yankee)

CONHECIMENTOS CIENTÍFICO, TÉCNICO E PRÁTICO: CARACTERÍSTICAS

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Para o humano viver é necessário a ciência, no que diz respeito ao conhecimento sobre o que o rodeia. Ciência é um tipo de conhecimento essencial não só para o homem viver, mas melhorar a sua própria existência e a dos outros, tornara vida a melhor possível. Observe ao seu redor e tente encontrar algo que não dependeu da ciência para ser produzido. Quantas coisas que você faz no seu dia a dia também não utiliza algo que é produto de um conhecimento científico. O seu celular funcionando, a sua comida bem preparada, as suas roupas estilosas, a água mineral que você bebe, que pode ter passado por um processo industrial, tudo isso são coisas comuns que estão presentes no nosso dia a dia e tem um dedo ou uma mão inteira da ciência para que pudesse ser como é. A ciência é realmente maravilhosa e nos dá frutos ainda mais maravilhosos.

                O desenvolvimento científico pode melhorar a vida do homem, possibilitando a produção de coisas simples, essenciais ou até mesmo supérfluas para a nossa vida. Por outro lado, nas mãos e mentes erradas a ciência pode ser uma arma extremamente perigosa. É como quase tudo na natureza: está lá posto, imparcialmente, seguindo as leis da natureza, então vem o homem e usa segundo a sua vontade, para o bem ou para o mal. Imagine uma pedra, ela pode servir para construir um abrigo, ou como arma para golpear alguém, pode ainda ser uma ferramenta ou até um objeto de apreciação artística. Esse mesmo exemplo vale para o conhecimento científico, ele pode ser usado para melhorar a vida do homem, pode ser usado para piorar a vida do homem, pode ser usado ainda como arma, dependendo de quem o usa.

                O conhecimento científico é um conhecimento do funcionamento do mundo, das leis naturais, da lógica e estrutura do universo. Através deste tipo de conhecimento o homem pode interagir de uma maneira mais efetiva com a natureza, se comparado à condição de não conhecedor do funcionamento do mundo. Faça uma neste sentido entre o homem atual, que possui um conhecimento científico avançado com os homens do período neolítico, obviamente os homens atuais conseguem interagir mais efetivamente com a natureza, modificando-a e utilizando os seus recursos para diversas finalidades. A comparação foi injusta por conta do anacronismo? Compare então um profissional da engenharia com alguém que não possui conhecimentos suficientes sobre matemática: Quem tem mais possibilidades de elaborar um projeto de construção de um prédio? Obviamente que é o engenheiro, que possui um conhecimento técnico-científico.

                Sobre este último exemplo, você pode ter ficado inculcado. Pode ter pensado, por exemplo, que apesar de o engenheiro ter um conhecimento específico para elaborar um projeto de um prédio, ele pode não ter conhecimento para pôr a mão na massa e construir o prédio. Sim, isto é possível! Porém, é importante fazer uma diferenciação entre o conhecimento do engenheiro (científico) e o conhecimento de quem vamos chamar de pedreiro, que é um conhecimento prático. A diferença entre este dois tipos de conhecimento começa na forma de obtenção, passa pela sua estruturação/organização e inclui também a finalidade.

  1. Quanto à obtenção do conhecimento, o conhecimento prático, como o próprio nome já remete, é obtido na prática, na relação entre tentativa e acerto, é repassado de uma geração para outra pela oralidade ou ainda pode ser repassado na relação entre mestre e aprendiz, como ofício. São estes alguns exemplos de como o conhecimento prático é obtido e repassado. Ora, mas há instituições de ensino que também repassam o conhecimento prático. Pois bem, o conhecimento que visa uma prática repassado por uma instituição de ensino é chamado de conhecimento técnico, isto quer dizer que ele não é um simples “fazer algo”, mas um fazer organizado, uma técnica de “fazer algo”, um passo a passo seguro, obtido através de observação e testes, por vezes fundamentado em uma teoria.

Por falar em teoria, ela é parte fundamental do conhecimento científico. Podemos dizer que, depois de corretamente obtido, o conhecimento científico se expressa em uma teoria. A teoria é composta de um conjunto de proposições logicamente organizadas e é finalizada com uma conclusão. Cada proposição deve estar ligada a fatos da realidade, então podemos tirar disso que o cientista – o cara que faz a ciência – precisa observar a realidade para elaborar as suas proposições. Há um porém, estamos falando de uma observação metódica, ou seja, feita com base em métodos, como o indutivo e o dedutivo, por exemplo, para que possa ser confiável, segura. Além da observação, a ciência trabalha com testes controlados, experimentos para que as suas proposições sejam validadas. O passo a passo da observação e as conclusões dos testes serão sistematizados em uma teoria.

Podemos, então, destacar as principais características da ciência citadas: Metódica, Sistematizada, Crítica, Experimentada, Justificada, Organizada, Comprovada.

  1. Quanto à estruturação do conhecimento obtido, o conhecimento prático não obedece a uma estruturação padrão, não há uma determinação para estabelecer como ele se estrutura. Pode-se dizer que se há uma estruturação deste tipo de conhecimento, ela é feita simplesmente na mente do indivíduo que pratica algo. Para ficar melhor de entender esta questão é mais viável fazermos uma comparação da prática com a técnica e a ciência. A técnica apresenta uma organização que pode ser a mesma da ciência, que é uma organização baseada na lógica. Ora, para realizar um procedimento é necessário que haja uma estruturação lógica do passo a passo a ser seguido para o produto ser efetivamente obtido. Da mesma maneira, uma teoria científica, para que seja compreendida, deve seguir uma lógica rigorosa. A necessidade da lógica é tornar a coisa inteligível. Fazendo a comparação com o conhecimento prático, seria ele então desprovido de lógica? Não se trata disso, mas sim o caso de ele não exigir rigorosamente uma lógica.

Algo baseado na prática pode ser feito – em alguns casos – por acaso, com riscos, de maneira inviável ou até mesmo equivocada. Isto acontece por que falta o rigor presente na técnica e na ciência. Além disso, falta ainda mais o comprometimento em buscar um conhecimento total do funcionamento da coisa, que é típico da ciência. Ora, se o processo fosse completamente compreendido, evitar-se-ia riscos, inviabilidade e equívocos. Isso eliminaria também o acaso, algo que não combina nada com a ciência.

Podemos, então, destacar as principais características da ciência citadas: Lógico, Organizado, Sistematizado, Útil.

  1. Por fim, quanto à finalidade, o conhecimento prático visa atender a atividades simples, fins práticos, como construir algo, resolver problemas simples do dia a dia. Citamos acima o caso do pedreiro, ele consegue construir uma casa com o seu conhecimento, porém, sem ter uma técnica fundamentada em conhecimentos científicos, somente práticos, empíricos. Parecido com o conhecimento prático, neste sentido, é o conhecimento técnico, que visa também realizar atividades, tanto atividades simples, como tarefas do dia a dia, quanto complexas, como tarefas ligadas à profissões específicas. Por exemplo, uma enfermeira tem um conhecimento técnico para fazer um curativo, por exemplo (Ela sabe a maneira mais viável, que não ofereça riscos para ela e para o paciente). Pra, uma dona de casa pode fazer um curativo também, na sua casa, com os materiais que ela dispõe, porém, sem conhecimento técnico, ela o fará de uma maneira que ela entende que é certa, baseada em práticas dela ou de terceiros.

Já no caso da ciência, ela visa primeiramente compreender o funcionamento do mundo, tanto no que diz respeito a fenômenos ou objetos simples, quanto fenômenos e objetos complexos. A técnica deriva da ciência, ou seja, através do conhecimento científico, isto é, do conhecimento a respeito do funcionamento da realidade, produz-se técnicas para produzir coisas, resolver problemas, inclusive atuando em profissões. Por exemplo, a técnica da enfermeira se baseia em conhecimentos sobre o funcionamento do corpo humano, através deste conhecimento ela pode usar materiais específicos para fazer um curativo, maximizando o processo de cura e eliminando os riscos para o paciente.

Pelo que foi visto, a prática, técnica e ciência s diferenciam em determinados aspectos, aproximam-se em outros, mas cada um tem sua especificidade. Ambos são de extrema utilidade para a vida por possibilitar ao homem interagir com a natureza, modificá-la segundo as suas necessidades e tornar a sua vida melhor.

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(Anderson Yankee)

A DIFICULDADE DE ACEITAR O OUTRO COMO O OUTRO: PESSOAS CONTROLADORAS EM UM RELACIONAMENTO

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Quem acompanha o blog deve ter percebido que nos últimos posts vem sendo feito um retorno a algumas questões que já foram tratadas aqui, atualizando-as, retratando-as ou complementando-as. Pois bem, este post seguirá nessa linha. O assunto que eu quero tratar aqui, retratando-o e complementando-o é o de uma máxima que eu gosto muito de usar, a qual aprendi com uma mulher que eu admiro bastante. A máxima é “Devemos aceitar o outro como o outro”. Vamos lá…

O que significa esta máxima de que “devemos aceitar o outro como o outro”? Muito simples! Apenas devemos ter em mente que cada pessoa possui sua subjetividade, suas particularidades, o que inclui gostos próprios, costumes próprios, hábitos próprios, manias próprias, etc. Ou seja, cada pessoa é única e possui uma série de elementos que a compõe, sendo que estes elementos não são necessariamente iguais aos de todo mundo. Ora, isso é óbvio. Porém, há quem não perceba esta questão tão óbvia e queira moldar o outro segundo seus gostos, costumes, valores, visão de mundo, etc.

Cada pessoa é única e tem todo direito de ser única. Todas as pessoas tem direito de ser como são, sem determinações alheias. Esse direito é validado pelas próprias vivências da pessoa. Isto é, cada um passou por determinadas situações em sua vida, e estas foram responsáveis pela formação desta pessoa. Cada pessoa aguentou a sua barra, cada um teve que saber lidar com as suas experiências de vida, sejam elas boas ou ruins. Então, todos tem o direito de serem o que são hoje, já que foram capazes de aguentar todas as situações da sua vida.

Entretanto, há um porém nessa questão: Ninguém tem o direito de fazer mal a outras pessoas por conta das suas experiências passadas. Todos possuem racionalidade para distinguir o que é certo do que é errado. Então, apesar de uma pessoa ter passado por situações ruins na sua vida, apesar de outras pessoas a terem feito mal, escolher fazer mal aos outros é uma escolha – e uma escolha imoral, neste caso.

Dando continuidade a questão, vamos analisar o problema do desejo de moldar os outros de alguns indivíduos que não respeitam a subjetividade do outro.

  • Primeiro ponto: Estes indivíduos não entendem o conceito de liberdade. A liberdade pressupõe que todos tenham o direito de escolher o seu caminho, independentemente de determinações alheias que o constranja.

O que isto implica? Cada um pode e deve seguir o seu caminho, escolher ser o que é e da maneira que quiser. Ademais ninguém deve o impedir de mudar, forçando-o a algo contra a sua vontade, constrangendo-o ou limitando a sua escolha. Isto é liberdade.

  • Mas as pessoas não podem entrar em um acordo com relação à mudança de comportamento? Obviamente que sim. Perceba que eu coloco o termo “forçando”, assim como “constrangendo” a mudança, isto é que não é correto. Se a pessoa decide mudar por conta própria, por julgar apropriado ou então por acordo com o outro, isso é válido.

  • Outro ponto: A pessoa que força a mudança do outro, limita a sua liberdade. Isto é um ato de egoísmo, egocentrismo. Esta pessoa se baseia em interesses próprios, por medo ou insegurança, para tentar mudar o comportamento do outro. Ou seja, ela tem a necessidade de controlar as ações e comportamento do outro para se sentir seguro ou atender às suas necessidades. Pois bem, é de se concluir que os interesses da pessoa que age assim são interesses egoístas. Se assim não fosse, ainda poderia ser válida a tentativa de mudança. De certo, esta pessoa interfere na liberdade do outro.
  • Se houver mudança, que ela seja espontânea e que vise como fim interesses que não sejam egoístas, como a manutenção de um relacionamento, por exemplo.

  • Mais um ponto: A pessoa que força a mudança do outro em nome dos seus interesses egoístas, o faz com a justificativa de que seus interesses não são egoístas. É comum que o indivíduo que exige a mudança do outro tente justificar a necessidade da mudança com a ideia de que é para o bem da relação, por exemplo. Ora, esse é um interesse importante para um casal, vale a pena um sacrifício no sentido de abrir mão de um comportamento ou ação em nome desse bem maior. Porém, nem sempre o que se quer é o bem da relação, mas o bem pessoal do outro que tem a necessidade de controlar a outra pessoa para se sentir bem. Lembre-se, quando alguém age totalmente em detrimento do outro ela acaba se anulando na relação.
  • Este ponto serve como um alerta. É bom ficar atento para o caso de pessoas que queiram te controlar e te anular na relação com a justificativa de que as mudanças são necessárias para o bem do relacionamento. O bem do relacionamento é o bem das duas pessoas consigo próprias e com o relacionamento.

  • Para finalizar: O ato de mudar o outro vicia. Isso mesmo! Quando alguém tenta mudar o outro e a pessoa aceita de bom grado isto gera um sentimento de bem estar em quem conseguiu a mudança do outro. A pessoa passará a se sentir no direto de mudar o outro em qualquer coisa que não lhe agrade, não atenda aos seus interesses ou lhe cause insegurança. O indivíduo coisifica o outro, ele não o vê mais com uma pessoa, mas sim como um objeto que só serve para satisfazer as suas necessidades. Isso é o que eu falo de viciar! Na verdade a pessoa se torna um ditador, torna-se autoritário, acha-se no comando, acha-se superior, julga-se como proprietário do outro.
  • Obviamente este não é um comportamento adequado para um relacionamento. Ninguém é dono de ninguém, nenhuma pessoa tem direito sobre a outra, principalmente no que diz respeito a interferir na liberdade, na autonomia, na subjetividade.

Chegamos então a questão final deste texto: O que fazer quando não se gosta de um comportamento, hábito, costume ou ação do outro, mas o sentimento que há por ele lhe impede de deixá-lo? Ou seja, você não gosta de algo na pessoa, mas não quer acabar o relacionamento. Vamos lá… Há algumas opções.

  1. Utilize a via democrática: Você tem plena consciência de que você não está paranoico, sendo infantil, sendo mimado ou autoritário? Então converse, exponha o que você pensa. Se você utilizou a sua sensatez e percebeu que há algo que o outro faz que não te agrada (mas que não é um mero interesse egoísta) e isto está afetando a relação, mostre ao outro com bons argumentos a situação, o que ele faz que a torna negativa e tente entrar em um acordo. Lembre-se que do outro lado há alguém que também tem um cérebro e é esperado que ele também saiba usá-lo adequadamente.

* Em um relacionamento deve haver discussão democrática, isto garante isonomia. Deve ser respeitada a vontade de ambas as partes, não como um cabo de força como é na política, mas como um trabalho onde ambos complementam ao outro.

  1. Mude a si próprio. Digamos que não haja acordo na discussão democrática, então você tem outra opção à MUDAR A SI PRÓPRIO. O que quer dizer isso? Que você vai tentar mudar a sua maneira de enxergar e lidar com o comportamento do outro. Isto é, você vai tentar acomodar-se à situação, tentar ser maior que ela, não deixar se afetar por ela ou até ignorar. Sei bem que você deve estar pensando que isso seria o equivalente a se anular com relação ao outro, mas não é bem esse o sentido. Adotando o princípio de mudar a si próprio você assumirá uma postura de banalizar aquele ato ou comportamento para que ele não te incomode mais. É um ato de amadurecimento, de crescimento próprio, de aprendizado para lidar com situações desagradáveis. Com certeza isto acrescentará na sua vida, não só para este relacionamento, mas para outros que poderão vir.

* É importante deixar claro que você não irá tentar aceitar todos os comportamentos desagradáveis da outra pessoa ou que fará vista grossa para tudo o que te deixa mal. Mas sim que você tentará lidar com o que é aceitável, aprendendo a conviver com ele sem que ele te afete, colocando-se acima da questão. De certo, há certos atos ou comportamento que não dão para passar por cima, pois vão de encontro aos princípios do indivíduo, ou seja, há coisas que vem da parte do outro que são inaceitáveis.

  1. Siga o seu caminho. Se você não conseguiu resolver a questão democraticamente, dialogicamente, e é algo que você não consegue passar por cima, banalizar ou ignorar, então a opção é à SEGUIR O SEU CAMINHO. Este é o ato de lavar as mãos com relação ao relacionamento, já que a pessoa com quem você se relaciona não demonstra intenção em resolver uma determinada situação inaceitável dentro do relacionamento. Neste caso, o que resta é você entender que o relacionamento não tem condições de prosseguir da maneira que se encontra e abrir mão do mesmo. Da mesma maneira que a pessoa tem o direito de não abrir mão dos seus comportamento ou ações que causam mal estar ao relacionamento, você tem o direito de não permanecer em um relacionamento que lhe faz mal, pois este não é o sentido de um relacionamento.

Ok, eu entendo, há o relacionamento que você tem pela outra pessoa, o qual não permite que você a deixe. Brinquei, não entendo mesmo. Quem não permite deixar a outra pessoa e seguir o seu caminho na busca de alguém que te faça bem é você mesmo. Na certa, você criou uma necessidade da outra pessoa, tem medo de ficar só, tem medo de não encontrar outra pessoa que se adeque a você e te faça bem. Se você está com uma pessoa por estes motivos, tenho uma péssima notícia: Você não vai encontrar felicidade com estes sentimentos. Seja autônomo, é o primeiro passo.

  • Não tenha medo de deixar algo que te faz mal para arriscar outra relação que te faça mais realizado, que te cause bem estar; Ficar em uma relação que gasta muita energia emocional é pior, pois você está investindo em um negócio sem futuro. Isso é até burrice, desculpe a franqueza.

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(Anderson Yankee)

ENTREGAR-SE OU SER INDIFERENTE A UM RELACIONAMENTO? REFLEXÃO GERAL.

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Quanto maior a pessoa, maior a queda… Já escutei muito este ditado de pessoas mais velhas, se referindo a pessoas bravas e confiantes por causa do seu tamanho. Segundo os mais velhos, o fato de a pessoa ser grande enfatiza a sua queda, causando um dano maior. Pois bem, isso também se aplica a um relacionamento conjugal. Vamos a mais uma análise de uma questão do tema mais analisado aqui no FiloCa!

                Vamos usar outra figura para simbolizar esta questão: Imagine que você solta o seu celular de 5cm de altura do chão, quando ele tocar o chão não será causado ao celular nenhum dano grave/significativo, pois a altura é pequena, o impacto com o chão não recebe tanta força, então nada demais acontecerá com o celular. Imagine agora que a altura seja a quantidade de investimento de energia emocional a um relacionamento ou, em outras palavras, a entrega feita por um indivíduo a uma relação conjugal. O ato de soltar o celular compare a uma briga, discussão ou situação trágica dentro do relacionamento conjugal. Ora, dependendo da entrega do indivíduo (energia emocional depositada) ao relacionamento, o dano que ele sofrerá será proporcional. Quanto mais entrega, mais dor na tragédia.

                Se o indivíduo pouco se entrega a uma relação, pouco reflete a respeito de como melhorá-la, como torná-la uma experiência agradável, como maximizar os fatores positivos da relação, ele se encontra em um estado quase que de indiferença com relação ao que acontece de bom ou de ruim dentro do relacionamento. Por isso, este indivíduo pouco sofre danos em uma situação trágica, por exemplo. Quem permanece indiferente ou com pouca entrega a um relacionamento sente pouco os danos da queda.

                Dá para comparar o comportamento deste tipo de pessoa que pouco se entrega a um relacionamento com o comportamento estoicista. Quem conhece a história da Filosofia sabe que entre o período clássico e a idade média há um grupo de pensadores greco-romanos que desenvolvem uma Filosofia voltada para a vida prática, tendo como princípio a busca da paz interior, tranquilidade, felicidade. Pois bem, entre as correntes filosóficas deste período denominado Helenístico temos o Estoicismo, corrente filosófica que tem como representante s Zenão de Cicio, Sêneca, Crisipo, Marco Aurélio e outros. De maneira geral, os estoicistas defendem a ideia de que o homem não deve se abalar com os acontecimentos da vida, mas deve manter a tranquilidade da sua alma, entendendo que os acontecimentos fazem parte do fluxo da vida e que eles acontecem por que a natureza os impele a acontecer. Ou seja, as coisas acontecem por que acontecem, sejam elas boas ou ruins, cabendo a nós não nos abalar com estes acontecimentos. O princípio defendido como o que deve reger a vida do homem é a apatheia, a imperturbabilidade da alma.

                Como relacionar o estoicista com o indivíduo que não se entrega a um relacionamento? Ambos tem algo em comum, o fato de não se abater com um acontecimento trágico. Obviamente o estoicista leva isso ao extremo, ele é radical com relação a não se abater e se manter imperturbável. Mas o indivíduo que não se entrega tem um pouco disso, ou seja, a indiferença com relação ao acontecimento trágico, o que podemos estender para o acontecimento positivo também. Ele está dentro de um relacionamento quase que de fora dele, como um expectador, por isso não se abala com os acontecimentos trágicos. Para ele a queda é menor e com poucos danos.

>>> [OBS: Preste bastante atenção nos termos que se referem a imprecisão ou aproximação, como “quase”, “como se”, pois como o texto aqui se trata de uma breve reflexão sobre um tema que não é exato, o que é colocado aqui tem a função de incitar outras reflexões e servir de referência para pensar o assunto. O texto não é científico, somente uma reflexão de blog.]

                Por outro lado, o indivíduo que se entrega demasiadamente a uma relação conjugal acaba sentindo de maneira mais intensa os danos de um acontecimento trágico dentro do relacionamento. Como foi supracitado, a relação entre dano e entrega é proporcional. Quanto mais energia emocional o indivíduo deposita em uma relação, mais danos emocionais ele sofrerá. Como perceber a entrega de uma pessoa a uma relação? Ele reflete a respeito de como melhorá-la, como torná-la uma experiência agradável, como maximizar os fatores positivos da relação e põe em prática o que é necessário para concretizar estes objetivos. Ou seja, o indivíduo se envolve de fato com o relacionamento, ele entende que o bem da vida a dois depende das suas ações, e não só entende, mas procura concretizar este bem da vida a dois.

                Podemos comparar a entrega em um relacionamento conjugal com o investimento em negócios ou uma aposta. Nestes dois casos alguém põe em jogo um valor que pode render bons frutos ou não, e os frutos (rendimentos) são recebidos de acordo com o que foi posto em jogo, ou seja, investimento grande, rendimento grande, da mesma maneira que uma aposta alta traz um retorno alto. Este é um caso hipotético, que está sendo usado somente para representar a situação da pessoa que investe muito em um relacionamento e pode receber bons frutos deste investimento, assim como danos graves em uma situação trágica. Quem aposta alto, pode perder muito.

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– Fico por aqui com esse texto. Pretendo no próximo defender a necessidade de se entregar a um relacionamento, descartando a ideia de que ser indiferente é a melhor opção para não sofrer no fim. Até lá.

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(Anderson Yankee)

A ANULAÇÃO DE SI E DO OUTRO EM UM RELACIONAMENTO: SUBMISSÃO E CONDICIONAMENTO

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Já tratei aqui neste blog sobre a ideia de “relacionamento como trindade” e agora retomarei esta questão para tratar de outro ponto importante ligado a esta concepção, a anulação do outro partindo da vontade do outro.

Para tanto, vamos relembrar o que é um relacionamento entendido como uma trindade. Ora, trindade implica três elementos e, neste caso, estamos falando justamente do que eu chamei em outro texto de [CÔNJUGE 1], [CÔNJUGE 2] e [O RELACIONAMENTO]. É importante salientar que a palavra relacionamento no que se refere a esta trindade significa basicamente as situações construídas com a participação dos dois cônjuges. Deste modo, devemos entender que há também situações que não são vividas pelos dois indivíduos >>> conjuntamente <<<, mas sim vividas isoladamente, particularmente. Estas situações, por sua vez, chamamos de “vida dos cônjuges”, são o que eles fazem separados. Em suma, temos dentro desta trindade chamada relacionamento a “vida dos cônjuges (1 e 2)” e a “vida do relacionamento”.

Dando prosseguimento ao assunto, é importante deixar claro que esta separação do relacionamento em uma trindade tem um sentido básico, isto é, definir qual a forma ideal >>> viável <<< de se viver para que se conserve o relacionamento em si. Sobre esta questão foi definido que ambos os cônjuges podem e devem viver suas vidas particulares, desde que esta vivência particular não prejudique a vida do relacionamento. O relacionamento é uma vida de duas pessoas e ambas tem que contribuir para o bem desta vida conjunta. O relacionamento e um bem a zelar e o zelo parte de ambos os cônjuges.

Feita esta revisão básica do que foi colocado no texto anterior, onde eu tratei mais a fundo deste tema, podemos prosseguir para a questão fundamental deste texto: Como a vontade de um pode anular o outro?

Antes de começar, é necessário esclarecer o que é a anulação do outro. Podemos fazer um paralelo com outro texto meu já publicado neste blog sobre a anulação de si. Não me recordo muito bem em qual texto tratei desta questão, só lembro que a questão da anulação de si foi tratada em meio a outras discussões dentro de um texto que não tinha a anulação de si como questão principal. Pois bem, resumindo, a anulação de si diz respeito ao indivíduo perder a sua identidade dentro do relacionamento em detrimento do outro. Isso acontece de maneira voluntária quando o indivíduo não tem maturidade suficiente para lidar com um relacionamento. É uma questão também ligada ao não entendimento de que o relacionamento é uma trindade. Na anulação de si o indivíduo exclui a sua vida e vive em detrimento do outro, na intenção de contribuir com a vida do relacionamento. Ou seja, uma pessoa deixa de frequentar os lugares que gostava antes de entrar no relacionamento, deixa de lado as suas amizades, seus gostos, e pior, seu anseios e objetivos de vida e passa a viver para agradar ao outro. Esta pessoa pressupõe que o bem maior – o bem estar do relacionamento – requer submissão ao outro, pois se ela exercer a sua individualidade poderá “chatear” o outro e, assim, fará mal ao relacionamento.

Aconselho a qualquer pessoa dessa – que anula a si próprio em um relacionamento – a se tratar, literalmente. Isso não é saudável, eu coloquei isto anteriormente também em outros textos: quando você anula a si próprio e deixa de lado tudo que te constituía, que fazia você ser o que era, você cava uma fossa em que você mesmo irá cair mais na frente. Ora, é claro que se deve abrir mão de certos hábitos, gostos, atitudes em nome de um relacionamento se ele valer a pena, mas anular a si próprio é um ato extremo, você deixa de ser você e vira um objeto do outro, um escravo, um acessório ou algo do tipo. E por que você está cavando uma fossa para si próprio cair? Simples! Quando o relacionamento acabar – é provável que acabe com um indivíduo com comportamento patológico de anular a si próprio participando – o indivíduo se verá extremamente desestruturado, principalmente por ter deixado de lado suas amizades, hábitos saudáveis, distrações, gostos, etc. Ele terá que correr atrás de muita coisa para se reestruturar.

Portanto, não anule a si próprio, você pode viver a sua vida tranquilamente, fazendo coisas que você gosta com pessoas que gosta, sem prejudicar a vida do relacionamento. É óbvio, deve haver bom senso no que se fazer, pois há outra pessoa participando da vida do relacionamento também, e se as suas atitudes fazem mal ao outro, fará mal ao relacionamento. O oposto, neste caso, também é válido. No entanto, deve haver bom senso do outro lado também! Se o outro não aceita que o outro faça as coisas que ele gosta, fazendo julgamentos arbitrários para o outro deixar de fazer o que gosta ou socializar com as pessoas que gosta, então é ele quem está fazendo mal a você. Neste caso, sou bem radical nos conselhos: Há pessoas melhores no mundo, procure que você acha.

Pois bem, é justamente sobre este caso que vou tratar agora, das pessoas que fazem julgamentos arbitrários e até sem sentido para forçar o outro a se anular. Na verdade, esta pessoa busca, através da sua vontade, causar a anulação do outro. A diferença básica entre o caso da anulação de si e da anulação baseada na vontade do outro é que a primeira é voluntária e a segunda é imposta e condicionada.

Vamos fazer uma análise:

(1) Ela é imposta por que é o outro que causa a anulação do indivíduo com seus julgamentos arbitrários sobre as atitudes, gostos e amigos do indivíduo. Estes, julgamentos, motivados geralmente por ciúmes, muitas vezes são sem sentido algum por serem direcionados a uma situação que não representarem uma à vida do relacionamento. Por exemplo, quando um indivíduo é inseguro e impõe que seu companheiro ou companheira não tenha mais amizade com alguém, pois ele “não vai com a cara da pessoa” ou por que desconfia da pessoa por ela ser uma possível ameaça ao relacionamento. Esta imposição pode ser arbitrária, sem fundamento. Um pessoa pode impor algo deste tipo pelo simples ciúme causado pela sua insegurança ou por um erro de interpretação de uma situação, ou seja, ela está vendo coisas aonde não existe ou criando imagens na sua cabeça >>> Gestalt <<<. Este mal julgamento, se for o caso, leva o indivíduo a se afastar de sua amizade, tendo em vista o bem estar do outro e, consequentemente, do relacionamento. Um julgamento deste isolado não gera uma anulação de imediato, mas quando isto acontece de maneira repetitiva pode levar a uma anulação do outro.

(2) Ela é condicionada por que o indivíduo cria dentro de si uma lógica >>> patológica <<< para garantir o bem estar do relacionamento. Esta lógica pode ser criada quando a imposição do outro é esporádica ou constante. Esta lógica se manifesta como uma paranoia, como uma disciplina mental patológica. Por que patológica? Por que não é saudável, por que não faz bem. E como funciona esta lógica doentia? O indivíduo recebe a imposição do outro, assimila a ideia de que ele não gosta de algo que este indivíduo faça ou goste e então exclui toda uma categoria de gostos ou pessoas da sua vida. Por exemplo, o outro diz que não gosta de um determinado amigo do indivíduo e ele, automaticamente, se afasta de todos os seus amigos, ou grande parte deles. Neste caso, ele já está condicionado a tomar atitudes >>> radicais <<< exclusivamente em detrimento do outro, em virtude das imposições iniciais.

O indivíduo que impõe a sua vontade sobre o outro para condicioná-lo ou, em outras palavras, constrangê-lo a tomar atitudes de anulação de si é extremamente egoísta, egocêntrico. Na medida em que ele busca anular o outro, ele busca se afirmar. Este tipo de pessoa tem essa necessidade de se afirmar, geralmente por insegurança. Ele não se vê capaz de manter um relacionamento se mantendo em igualdade com a outra pessoa, por isso busca torna-la inferior, para se sentir superior.

Certamente, este não é um tipo de pessoa agradável para se manter um relacionamento. Porém, existe a possibilidade de estas pessoas terem um relacionamento duradouro, e isto acontece justamente quando elas encontram alguém que tenha vocação para a submissão. Se este não for o seu caso, como eu já disse, HÁ PESSOAS MELHORES NO MUNDO. Com paciência você encontra alguém mais agradável, que respeite a sua individualidade.

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(Anderson Yankee)

COMO ESQUECER A PESSOA QUE AINDA AMO (TEXTO REVISADO E COMPLEMENTADO)

Autor: Anderson Yankee

Email: profyankee@gmail.com

Página Facebook: https://www.facebook.com/anderson.yankee

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COMO ESQUECER A PESSOA QUE AINDA AMO (Releitura e Complemento)

                No dia 22 de Maio de 2012 eu publiquei aqui no FiloCa um texto com o título de “COMO ESQUECER A PESSOA QUE AINDA AMO”. Este texto até hoje é um sucesso. Raras são as vezes que eu abro a página de comentários do FiloCa e não encontro comentários de pessoas que estão em busca do que o título do texto sugere, isto é, esquecer alguém que ainda cultiva sentimentos fortes em detrimento do fim de um relacionamento.

                Na época em que eu publiquei o texto eu tinha findado recentemente um relacionamento e estava na maior “bad”, estava mal mesmo e me via na necessidade de encontrar um caminho para superar aquela situação. Foi um relacionamento de 4 anos que acabou de maneira trágica. Foi um relacionamento intenso e, como eu era inexperiente com fins de relacionamentos, eu senti bastante, fiquei perdido, fiquei sem chão. Então, na necessidade de encontrar um caminho para sair daquela situação [como já disse], pesquisei bastante sobre o assunto, consultei pessoas que entendiam do assunto, fiz acompanhamento com psicólogo e me dediquei a colocar em prática tudo o que aprendi. Tudo isso foi efetivo para o meu objetivo, que era esquecer a pessoa que eu ainda amava após o fim do relacionamento. O texto “COMO ESQUECER A PESSOA QUE AINDA AMO”, publicado em 2012, reúne diversos elementos que podem ser usados para a tarefa de aliviar a dor do fim do relacionamento e seguir em frente sem a (o) ex, seja namorado, cônjuge.

                Neste texto trarei algumas passagens do publicado em 2012, atualizando-as de acordo com meus novos conhecimentos e, principalmente acrescentar algo que possa ajudar ainda mais. Espero que este texto [considerando o conhecimento que há nele] seja tão útil quanto o primeiro, que ele possa ajudar as pessoas que o lerem tanto quanto o conhecimento que há nele me ajudou e ajudou também a ajudar pessoas próximas a mim. Boa leitura.

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                O texto de 2012 foi iniciado com a seguinte passagem:

“Todas as pessoas que por um tempo cultivaram sentimentos verdadeiros por alguém, ao ter que se afastar de pessoa pela qual cultivou tais sentimentos acaba sofrendo demasiadamente”.

                Boa notícia pessoal: Isso não é necessariamente verdade. De certo, isso é extremamente comum, mas é opcional. Existe uma frase, da qual eu não conheço o autor, que diz “A dor (do fim) é inevitável, mas sofrer é opcional”. Esta frase é crucial! No texto “Como esquecer a pessoa que ainda amo”, certamente, eu disse que a pessoa que amou alguém no contexto de um relacionamento e este relacionamento chegou ao fim acaba sofrendo, por que eu estava sofrendo e não conseguia enxergar outra opção a não ser sofrer, ficar para baixo, sem rumo, sem chão. Mas você não precisa necessariamente ficar desta maneira. Então, é possível você passar pelo fim de um relacionamento sem sofrer de maneira nenhuma. Obviamente, isso requer de você um esforço grandioso, mas é possível. Como? Basicamente, você deve ser racional [e não agir por impulso] desde o primeiro momento. Por ser racional você deve entender que você deve fazer de tudo o que for saudável para ficar bem, para garantir o seu bem estar. E é justamente sobre isso que o texto trata, do que é necessário para você garantir o seu bem estar de maneira saudável, que possa acrescentar de maneira positiva na sua vida. Vamos adiante…

                Como você está se sentido agora? Vamos contextualizar > O seu relacionamento chegou ao fim faz pouco tempo (ou muito, não importa) e você está se sentindo angustiado com o fim do relacionamento. Você provavelmente quer a pessoa que você se relacionava de volta ou então você está tentando se convencer de que não a quer mais por diversos motivos. É mais ou menos isso como eu imagino a situação e como diversas pessoas relataram e ainda relatam nos comentários do texto de 2012. Bom, você está mal, você sente falta, você está se sentindo sem força, você sente que precisa da outra pessoa para a sua felicidade voltar ou então você não a quer mais, mas não consegue dizer não para ela, pois a vontade de voltar é mais forte. NÃO SE PREOCUPE, ISSO É NORMAL. Como eu disse no texto de 2012, Freud Explica! Você está em um estado de abstinência, você sente falta. Isto acontece porque a pessoa com quem você se relacionou era quem te fazia bem diariamente (mesmo que te fizesse mal em alguns momentos), você estava habituado a ela, ela era como uma droga que você usava diariamente e estava viciado. Pois é, os viciados se sentem como você agora! E como resolver isso? Largando o vício, simples! Você irá se habituar a outras coisas que vão lhe fazer bem.

                Você já percebeu que, para você melhorar, você tem que mudar. Isso é óbvio: se você não está bem na situação atual, mude a situação! COMECE LARGANDO O VÍCIO, principalmente se você está em um relacionamento desgastado por brigas, discussões, agressões e outras coisas que não fazem bem a ninguém. O famoso relacionamento “vai e vem” não faz bem a ninguém. O sentido de um relacionamento é fazer bem aos envolvidos e não deixá-los mal. Se o seu relacionamento chegou em um estágio aonde já se perdeu o respeito e a consideração pelo outro, siga em frente sem isso, você não merece. Basicamente, deixe a pessoa, vai ser melhor para você e para ela, mas principalmente para você (você é a prioridade).

                Você pode estar pensando que ainda ama a outra pessoa e que vale a pena lutar para reatar o que se tinha. Bem, se seu relacionamento está desgastado, não acho que isso seja viável. No texto de 2012 eu afirmei que em um relacionamento desgastado que chegou ao fim “há a vontade, o desejo de ficar bem, mas ninguém mais se sente bem, mesmo existindo o amor”; Bem, não há amor nestes casos, só há posse, egoísmo, vontade de submeter o outro, no máximo vontade de ficar com a outra pessoa para não se sentir mal, mas não necessariamente para fazer bem ao outro.

                Voltando à questão anterior: Como deixar a pessoa? COMO LARGAR O VÍCIO? Ponha um fim no relacionamento de maneira bem clara. Pense que você tem que ficar bem, que você precisa ser feliz e permaneça com esse pensamento. Mantenha o foco e permaneça longe da outra pessoa. Evite ao máximo o contato, seja pessoalmente, por redes sociais, telefone. Se você está muito mal, exclua a pessoa das redes sociais, bloqueie o contato, evite estar perto ou qualquer coisas do tipo que envolva contato com a outra pessoa. Isso é necessário para você se fortalecer. Se você mantém contato com a outra pessoa estará à mercê de ter uma recaída. Se você é viciado, mantenha distância da droga. É difícil manter o controle das suas atitudes e palavras perto da pessoa, em contato com ela, então, para o seu bem fique longe.

                Nesse primeiro momento você está muito vulnerável, pronto para ceder a qualquer momento à tentação de encontrar a pessoa, de conversar, de discutir sobre o antigo relacionamento ou até mesmo de tentar deixar ela mal na esperança de ela ceder a você. Daí surge a necessidade da distância e de deixar bem claro para você mesmo que o que você quer é seguir em frente. Se você não ter em mente que seguindo em frente você irá se sentir melhor, se você não tiver força para seguir e foco para se manter seguindo, este texto e nem nada nesse mundo irá te ajudar. Para seguir em frente é necessário ser racional, focado.

                Ademais, se você ceder e procurar a pessoa só irá se sentir pior. Por outro lado, a outra pessoa se sentirá ótima, principalmente se foi ela quem terminou com você. Quando você procura a outra pessoa, passa para ela a noção de que você é fraco, que você depende dela, que a felicidade sua depende dela, que você não é equilibrado, que não consegue seguir, que você está na pior sem ela. Se por acaso a pessoa reatar com você depois de você ceder, será por pena. Pena não é um sentimento bom, pena é péssimo, pena não traz felicidade. Além disso, você continua em um relacionamento frágil, você continua sem estrutura, você não aprendeu nada com a dor.

                A intenção deste texto, com tudo que ele traz, não é somente ajudar a esquecer a pessoa que você ama, mas sim te fornecer elemento para você se estruturar, ficar mais forte para outros relacionamentos. Não adiantaria você esquecer a pessoa e continuar sendo o mesmo em outros relacionamentos, pois haveria o risco de a história se repetir. Pois bem, como se estruturar?

COMO ESQUECER A PESSOA QUE VOCÊ AMA E SE ESTRUTURAR?

“E em cada tentativa frustrada a dor aumenta e se torna cada vez mais difícil se manter boas relações com o outro, assim como manter a nossa vida com qualidade”.

Você vai cessar este ciclo de tentativas frustradas, isto já foi colocado. Você vai se afastar da pessoa e se manter longe, focado no seu bem estar. Isto é o que importa, o seu bem estar. Se você consegue fazer isso, você já deu o maior passo – ou os dois maiores passos.

[1] Reconheceu que o seu bem estar é mais importante do que um relacionamento frustrado, que só te faz mal.

[2] Se mantém longe da pessoa por que você está decidido a mudar a situação, está decidido a melhorar, está decidido de que você merece ficar bem.

– E você merece mesmo, todo mundo merece.

                Você já percebeu que a sua felicidade não depende de uma pessoa específica, só depende de você. Parafraseando Jean-Paul Sartre, não importa aquilo que fazem com você, o que importa é como você reage ao que te fizeram. Então, o seu bem estar não dependia da pessoa, mas você criou a noção de que dependia. A partir de agora, tenha isso em mente: O seu bem estar não pode depender de alguém você deve estar bem com você primeiramente. Com esta noção você poderá se relacionar com qualquer pessoa sem ficar dependente dela. Decidido assim que o seu bem estar depende de você, vamos ver o que você pode fazer para melhorar o seu estado agora, o que você pode fazer para ficar bem e ao mesmo tempo se desligar da pessoa com quem você tinha um relacionamento.

a) Entenda uma coisa, você não tem necessidade de chamar a atenção dela. Seja o que você fizer, se você fizer pensando na pessoa, você não irá se desligar dela. Você já fez muito por ela dentro do relacionamento e deu no que deu, não continue agora fazendo coisas sozinha pensando na pessoa, como se o motivo de você estar fazendo fosse para ela ver.

b) Fazendo um gancho com este tópico acima, faça com que seus momentos agradáveis que você vivenciar a partir de agora sejam genuinamente agradáveis. Para isto, permaneça centrado no que você está fazendo. Como eu já disse, não faça as coisas pensando no outro, você tem que se concentrar em você. Se estiver em um parque, mantenha seu pensamento no parque. Isto vale para qualquer atividade que você fizer.

c) Fazendo outra vez um gancho com os tópicos acima, exclua sempre a outra pessoa dos seus pensamentos. A cabeça é sua, só permanece nela o que você quiser. Vigie os seus pensamentos e toda vez que o indivíduo aparecer neles, mude de pensamento. É essencial que você pense em uma coisa boa que não tenha nada a ver com a outra pessoa. Com o tempo a sua mente fará isso automaticamente, sem você precisar se esforçar, até o indivíduo ser excluído da sua rede de pensamentos. É normal que no início tudo o que você ver remeter à imagem da outra pessoa, como forma de fazer relação com algo dela, com alguma lembrança. Isso pode ser mudado com uma espécie de reprogramação cerebral. Então, sempre que a imagem da pessoa vier na mente, troque por outro pensamento de algo bom, uma paisagem, você sorrindo, divertindo-se, rico, um objetivo… Mas nada relacionado à outra pessoa que você quer esquecer. Lembre-se: VOCÊ QUER ESQUECÊ-LA!

d) Evite, pelo menos no início, lugares, objetos, cheiros que lembram a outra pessoa. Você não vai precisar fazer isso para sempre, somente em quanto se estrutura, em quanto ganha força para se manter de pé, seguir seu caminho com bem estar. E mesmo assim, se não tiver como evitar lugares, objetos que lembre o outro, você pode anular as lembranças. Sempre que se deparar com algo que lembre o outro, anula a lembrança do pensamento. Quem manda na sua mente é você, quem decide o que você pensa é você. Esforce-se para isso.

e) Converse com você. Isso mesmo. E você não precisar parecer que está louco. Simplesmente você vai dizer para você mesmo, mentalmente, que não precisa lembrar do outro quando a imagem dele vier no pensamento, dirá que já superou certos momentos com a outra pessoa quando eles vierem a mente. Repita estas coisas mentalmente e anula o pensamento do indivíduo ou do momento que teve com ele ou ela.

                >>> Esta foi a primeira fase. Você deve praticar isso diariamente e a todo instante. Esta primeira fase a gente pode chamar de “controlando a mente”. Controle a sua mente e tire o indivíduo de lá, não deixe ele perturbar o seu pensamento.

RESPIRAÇÃO PARA BAIXAR A ANSIEDADE E CONTROLAR O PENSAMENTO

Somado a esta primeira fase, use o modo de respirar correto para baixar a ansiedade:

                – Relaxe o corpo, se quiser pode deitar. Cruze as mãos e coloque em cima do estômago (barriga). Respire fundo pelo nariz, inflando a barriga. Certifique-se de que o ar está inflando a sua barriga, sem se movimentar, sem erguer os ombros. Solte o ar devagar, bem relaxado.

Você pode fazer este exercício de respiração com os olhos fechados. Ao fazer imagine uma cena feliz, uma paisagem bonita e calma, pode também fixar na mente cores alegres (vermelho, amarelo, laranja) ou calmas (verde, azul). A questão é essa, pratique imaginando coisas boas.

Este exercício serve para baixar a ansiedade, que estará presente com você o dia todo. Ele serve também para te ajudar a controlar melhor o seu pensamento. Então, se você se sentir aflito, respire; se você pensar em ceder, respire; se você estiver sendo atormentado por lembranças, respire; se você ver a pessoa, RESPIRE. Você pode respirar desta maneira a qualquer momento e em qualquer lugar: Sempre puxando o ar pelo nariz, inflando a barriga e soltando devagar, com calma. Se seus ombros estiverem levantando, está errado. Só a barriga se meche. Lembre-se de manter a mente em paz (CONTROLE SEU PENSAMENTO).

Ao respirar corretamente, converse consigo mesmo [MAS SEM PARECER UM LOUCO]. Estou falando de você repetir frases em sua mente que te ajudarão a superar a situação. São frases para te fortalecer, manter o seu foco, aumentar sua autoestima. Exemplos:

I. Eu estou bem, eu estou tranquilo, eu estou melhor a cada dia.

II. Eu escolhi ficar bem, eu estou ficando bem, eu estou melhorando.

III. Eu estou evoluindo, eu estou crescendo, eu aprendi coisas boas.

IV. Eu sou forte, eu estou conseguindo superar.

V. Eu quero mais coisas boas, eu quero ficar maia feliz.

VI. Eu adoro sorrir, eu adoro esse estado bom.

                Perceba que todas as frases são positivas e só diz respeito a você, como você está melhorando, como você está crescendo, como está se estruturando. Mesmo que você esteja mal, repita mentalmente estas frases, convença-se da mensagem que elas passam, mesmo que você não acredite que estas coisas estão acontecendo, passe a acreditar repetindo-as.

  • E sorria! Sorrir faz bem, mesmo! Pense em uma coisa boa e sorria sempre que puder. Você não precisa e nem deve ficar angustiado durante este processo.

No início você pode sentir dificuldades para fazer estas coisas (controlar a mente e respirar de maneira correta), mas com o tempo se torna habitual. E quanto mais você pratica, melhor você se sente. Sabe a história lá do início de que você não precisa sofrer, pois bem, com isso você não sofrerá. Você até vai conviver com a dor, mas vai sentir ela diminuindo dia após dia e, consequentemente, você estará se tornando mais forte, mais estruturado.

ATIVIDADES PARA ESQUECER A PESSOA QUE AMA E ESTRUTURAR-SE

                Ademais, não pense que você deve por tudo isso em prática em casa, deitado, isolado. Não! Antes de tudo, saiba que se você ficar isolado em casa, no quarto, sem fazer nada, você irá ter grandes dificuldades para passar por esta fase. Nessa fase você precisa se distrair e sair de casa para fazer coisas agradáveis é essencial. Isso não quer dizer que você deve evitar ficar em casa. Você pode sim ficar em casa, desde que se distraia, desde que faça coisas agradáveis. Listarei algumas atividades que considero essenciais para se distrair neste período.

  1. ATIVIDADES FÍSICAS – Atividades físicas são essenciais neste período. Se você já frequenta academia, continue, senão, seria uma ótima ideia começar. Se você não gosta de academia, não tem tempo ou tem vergonha, procure uma atividade física regular que você goste. É importante que seja praticada de maneira regular. Qual o sentido da atividade física? Em primeiro lugar, gastar energia. Nessa fase (após o fim do relacionamento) é comum que os indivíduos se sintam mais ansiosos, e a ansiedade te deixa “ligadão”, com muita adrenalina circulando, então é importante gastar bastante energia para você não ter dificuldades para dormir, por exemplo.

                Além disso, a atividade física te proporcionará bem estar instantâneo, vai te distrair e ainda vai contribuir para a sua autoestima. Por exemplo, indo para a academia você pode focar em um objetivo e perceber as mudanças no seu corpo; Com isso, você se sentirá bem, mais bonita (o) e isso é maravilhoso, você precisa disso. Se você já frequenta academia, pode mudar de programa de exercícios, focar mais no treino e também perceber estas mudanças. Tudo para você se sentir melhor com você mesma (o).

                Então, gaste energia e dê um UP na sua autoestima.

  1. VIAJE – Saia um pouco da rotina, do lugar que você mora, respire novos ares. Viaje principalmente para lugares que você não conhece, pois só por ser algo diferente vai contribuir para sua mente começar a se habituar com o novo. O que você quer é se desligar o velho, então conhecer novos lugares é uma ótima opção para isso.
  2. CONHEÇA PESSOAS NOVAS – O novo é essencial para a pessoa nesta fase. Agora vamos esclarecer o que significa conhecer pessoas novas: Não estou falando de se relacionar com alguém novo nesta fase, pelo contrário, evite isso, pois você não está com uma estrutura sólida para se envolver com outra pessoa nesse momento. O que estou falando é de socializar, interagir com pessoas novas, ouvir o que elas tem a dizer, divertir-se com elas. Perceba que a sua vida não deve se limitar àquela pessoa com quem você vivia, perceba que você pode se divertir e ficar bem com outras pessoas, não necessariamente em um relacionamento Veja que existe diversas pessoas especiais por aí, até melhores do que aquela pessoa com quem você estava, pessoa esta que estava te fazendo mal.

                Uma observação: Se você se afastou dos seus amigos durante o seu relacionamento, perceba o erro que você cometeu e dê um jeito de reatar as suas amizades. Você precisará de apoio agora e nada melhor que as boas e velhas amizades para estar ao seu lado. Não seja orgulhoso, amizades fazem um bem danado.

  1. FAÇA PROGRAMAS ATRATIVOS – Já que você está conhecendo gente nova, já que tem seus amigos te apoiando, chame eles para sair. Para onde? Cabe a você decidir de acordo com o seu gosto. Saia para lugares animados, legais, que te distraia, que gaste energia, que te divirta. Isto é, lugares atrativos, agradáveis, saudáveis. Vou dar umas dicas:

–> Cinema ou teatro com os amigos, seguido de bate papo na praça de alimentação

–> Para uma balada, show, festa. Vá para dançar, interagir, conhecer gente nova. Evite beber, pois há o risco de ocorrer um exagero na bebida e você acabar cedendo à vontade de ter contato com o outro. Isso pode te deixar muito mal no final.

–> Praia; Olhar o mar é maravilhoso, tomar banho de mar dá a impressão de que tudo de ruim que há dentro de nós está indo embora. Pense nisso enquanto se banha no mar, pense que ele está levando tudo de ruim.

–> Campo; O contato com a natureza é purificador

–> Compras também é uma boa opção, comprar uma roupa nova, um livro interessante, um jogo novo, um acessório. Só tome cuidado para não condicionar o seu bem estar à compras, pois você pode virar um consumista e a felicidade que um objeto novo proporciona passa rápido, não é genuína. Sair às compras com amigos é melhor ainda.

–> Praticar caridade, participar de um projeto social, filantropia; Essa é uma das melhores dicas! Ajudar as pessoas faz um bem sem tamanho para si, você se sente extremamente bem quando ajuda as pessoas. Além disso, você poderá perceber que há pessoas com problemas bem piores que os seus às vezes. Isso, de certa maneira, também ameniza a dor, pois você se sente um pouco egoísta de estar mal por uma questão sentimental, enquanto que há pessoas em uma situação que mal sabem o que é amor, em uma situação permanente de dor, que raramente receberam um pouco de afeto.

             COMO ESQUECER A PESSOA QUE AINDA AMO: RESUMO E CONCLUSÃO

                Esquecer alguém após o fim de um relacionamento não é fácil, mas é necessário. Esse processo de esquecimento não precisa ser penoso. Pode haver e certamente haverá dor, mas não é necessário que haja sofrimento. Sendo racional e focado qualquer pessoa pode superar o fim de um relacionamento com qualidade de vida, bem estar e no menor espaço de tempo possível. Não é de um dia para o outro que se esquece alguém com quem se teve um relacionamento amoroso, mas também não precisa durar uma eternidade.

                O processo para esquecer alguém com quem se teve um relacionamento se dá, basicamente, em três partes indissociáveis: (1) Controlar a mente, vigiar os pensamentos para evitar ser atormentado por lembranças; (2) Respirar para eliminar a ansiedade e facilitar o primeiro passo; (3) Não se isolar, mas sim praticar atividades atrativas, que possibilite o gasto de energia, que eleve a autoestima. Fazendo estas três coisas em conjunto o indivíduo pode facilitar e adiantar o processo de esquecimento da pessoa com quem tinha um relacionamento e, ao mesmo tempo, estruturar-se, fortalecer-se.

                Para este processo ser efetivo, tudo depende do próprio indivíduo que quer esquecer a pessoa com a qual ele teve um relacionamento que chegou ao fim. Só o próprio indivíduo pode fazer isto dar certo, por isso ele deve se manter focado. Ele deve entender que o processo é necessário para ele ficar bem, para ele crescer/evoluir.

                Fecho com uma frase de um pensador que eu admiro:

“Ninguém pode ser chamado para estabelecer o que é necessário para que alguém seja feliz”.

– Ludwig von Mises

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(Anderson Yankee)

COMO CONQUISTAR PESSOAS MUITO SEGURAS OU CONVICTAS DAS SUAS QUALIDADES (“SE ACHA”)

1ego

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Tenho duas notícias para você, uma boa e uma ruim. Quer qual primeiro?

Vamos para a ruim: Não existe fórmula mágica para conquistar nenhum tipo de pessoa.

Agora a boa: Existem maneiras de lidar com este tipo de pessoa (as muito convictas das suas qualidades, que geralmente as pessoas dizem que elas “se acham”) que podem ciar aberturas para você conquista-la.

                Primeiramente, vamos definir de que tipo de pessoa estamos falando. Como o título do texto sugere, trataremos de dois tipos de pessoas que não bem diferentes, são, por um lado, as pessoas que apresentam segurança emocional e as que possuem segurança justamente por terem muita convicção nas suas qualidades. No fim, quero chamar atenção especificamente para o caso daquelas que têm muita segurança por serem convictas da sua beleza (esse é um caso especial).

[1] Resumindo, uma pessoa é segura quando é bem resolvida emocionalmente, ou seja, é uma pessoa que não apresenta traumas emocionais. Esta pessoa se conhece bem, sabe do que é capaz e do que não é, sabe o que quer e o que não quer, se contenta com o que tem e com o que não tem, é equilibrada, geralmente não é ansiosa e nem impulsiva. Estas são características geralmente presentes nas pessoas seguras. Estas são seguras basicamente por serem bem resolvidas e, em detrimento disso, se mostram equilibradas.

No caso citado, o fator emocional é determinante para a pessoa ser segura. [2] Porém, há outro tipo de pessoas que possuem “segurança” e não são bem resolvidas emocionalmente, são as pessoas convictas das suas qualidades. Então, neste outro tipo de pessoas, a segurança provém justamente desta convicção em qualidades como beleza, bens, inteligência, prestígio, etc.

Como era de se esperar, como é de se imaginar, se são dois tipos diferentes de pessoas, são duas maneiras diferentes de proceder.

[1] Para as pessoas seguras, aquela questão da notícia ruim se aplica perfeitamente: Não há fórmula definida para conquistar uma pessoa segura (bem resolvida).

# Uma pessoa bem resolvida geralmente tem em mente de maneira bem definida o que ela quer, então um meio de conquista-la é correspondendo ao que a pessoa quer.

# Uma pessoa bem resolvida geralmente usa bastante a razão, a lógica. Então, usar a lógica com este tipo de pessoa também pode ser um meio efetivo de chamar a atenção dela.

# Uma pessoa bem resolvida geralmente valoriza o caráter, então ser [não parecer] uma pessoa verdadeira, de bom caráter também pode ser efetivo para chamar a atenção deste tipo de pessoa. Porém, isso é relativo, pois ser uma pessoa segura não implica ser uma pessoa de caráter, então uma pessoa segura pode muito bem se interessar somente por bens materiais, ostentação, farras, etc. Mas este tipo de pessoa não pode ser conquistada, ela é comprada, então não convém tratar dela neste texto que trata de conquista.

# Uma pessoa bem resolvida geralmente dá valor a momentos agradáveis, então proporcionar a ela momentos agradáveis é um bom começo.

# Uma pessoa segura também, geralmente, admira a segurança dos outros. Isto acontece porque para ela se tornar segura ela provavelmente superou a insegurança e uma série de comportamentos de pessoas inseguras. Isso pressupõe que ela não aprecie os comportamentos de pessoas inseguras. Então, seja seguro(a) também.

# Converse bastante com uma pessoa segura, isso permite mostrar que você é uma pessoa de caráter, que você usa a lógica, que tem um bom discurso, que você é seguro. Conversar é sempre bom.

# Por fim, faça a pessoa sorrir. Todo mundo gosta de sorrir. Só não seja babaca J

                Estes são alguns elementos que eu notei em pessoas seguras que eu já conheci. Como eu já disse, não existe a fórmula perfeita para conquistar uma pessoa ou qualquer pessoa que seja, pois o que conquista uma pessoa é algo relativo. Até a falta de caráter pode conquistar alguém. Pois é, tem gente pra gostar de qualquer coisa. Creio que a dica mais valiosa das que foram citadas é “converse bastante”, pois isto permite a você conhecer a pessoa, perceber o que ela gosta. Neste caso, você precisa ser inteligente também para poder notar o que a pessoa gosta, o que pode conquista-la, o que pode fazer ela notar em você. Então, ressaltando, converse com quem você quer conquistar.

[2] Passando ao segundo caso, o das pessoas convictas de suas qualidades, tais como beleza, posses, prestígio e inteligência, vamos observar algumas atitudes e modos de proceder mais objetivos. Vamos analisar caso por caso, ou melhor, analisar dois casos que são essenciais para entender no geral como as pessoas convictas de suas “qualidades” são e como agir com relação a elas.

  1. BENS/POSSES MATERIAIS – Bom, as posses de uma pessoa passam confiança para ela, isto é fato. Uma pessoa com um bom montante de dinheiro ou carrão, ou coisas mais simples como roupas de marca, um celular top, voltas e pulseiras tende a se sentir mais segura com relação, principalmente, às pessoas que não possuem coisas do tipo ou possuem coisas inferiores do ponto de vista monetário. Um fator marcante nesse tipo de pessoa é que a confiança dela se funda nas suas posses e a posse em si proporciona a sensação de superioridade na pessoa.

                Há pessoas que vão a uma balada e se sentem superiores às outras pessoas pelo que elas estão vestindo, é um exemplo que pode ser percebido facilmente. E há pessoas que vivem baseadas nisso, e acabam acreditando que o que elas possuem as torna melhores. Consequentemente, estas pessoas esperam que as outras as trate com privilégios, que as pessoas se submetam a elas, que as pessoas assumam uma posição de inferioridade com relação a elas.

                Com isso, não quero dizer que as pessoas convictas de serem especiais por conta das suas posses materiais sejam arrogantes, pois elas podem ser pessoas ótimas, pessoas agradáveis. Mas, acontece que esta pessoa espera no âmbito que as pessoas se coloquem em posição inferior a elas, que as pessoas se submetam, e elas podem exigir ou determinar isso da maneira mais amorosa possível. A arrogância não é uma característica inerente a estas pessoas [isto é relativo], mas sim o fato de elas se sentirem superiores por conta do que possuem (de material).

  1. BELEZA – Bom, algumas pessoas que são atraentes tendem a ser mais seguras por conta da sua beleza. Em alguns casos, estas pessoas sofrem um assédio acima do normal, se comparado a pessoas consideradas de beleza normal ou sem nenhuma característica que chame muita atenção da maioria das pessoas, então estas pessoas podem acabar criando uma segurança exacerbada, o sentimento de superioridade, bem como foi colocado no caso das pessoas confiantes por conta de suas posses materiais. É desse caso específico que tratarei: das pessoas que criaram essa segurança e sensação de superioridade por conta do assédio que recebem por conta da sua beleza.

Da mesma maneira que foi colocado no caso das pessoas que criam segurança por conta de suas posses materiais, as pessoas que criam segurança por conta do assédio que sofrem também têm certas expectativas com relação aos outros. E as expectativas deste tipo de pessoa são bem como as citadas no primeiro caso: Elas demandam submissão, uma posição de inferioridade por parte das outras pessoas. Estas se apoiam na ideia de que a sua beleza gera um valor para elas e que esse valor as coloca em um patamar mais elevado com relação às outras pessoas. Ademais, também não se deve pressupor que estas pessoas sejam puramente arrogantes, que a arrogância seja uma característica intrínseca a elas, pois, neste caso, esta questão é relativa. Uma pessoa que é confiante por conta da sua beleza pode muito bem exigir de maneira amorosa que os outros se submetam a ela.

Assim, percebemos que são casos bem parecidos. De um caso para o outro o que muda é somente o objeto que gera a segurança nos indivíduos, enquanto que no primeiro caso que foi analisado os indivíduos julgam seu valor e criam sua segurança apoiado no que possui materialmente, no outro caso é pelas características físicas. Agora, eis a questão: Como lidar com pessoas desse tipo visando criar uma abertura para chamar a atenção delas?

Eis a resposta: Acabe com as convicções da pessoa. Assim, na lata! Observe a lógica: Qual a fonte de segurança destas pessoas? As suas convicções. Sendo estas convicções a fonte da blindagem destas pessoas, vá direto na fonte, destrua a fonte e acabe com a blindagem delas. Deixe estas pessoas vulneráveis.

Alguém pode estar se perguntando: Mas como fazer isso? Pois bem, explicarei.

Estes dois tipos de pessoas não criaram estas convicções atoa, do nada ou por acaso. Estas convicções são criadas devido a fatos que acontecem com estas pessoas, o mais comum é o assédio constante ou até mesmo um assédio razoável, nada de exacerbado, mas por uma pessoa não ter maturidade para lidar com o assédio ela cai neste vício de achar que é superior pelo que tem ou pelas suas características físicas. Então, esta convicção formada a posteriori se manifesta como um hábito (vício) > A pessoa se habituou a se achar superior devido ao assédio; e o que é o assédio senão a afirmação de que a pessoa é especial ou possui algo especial!

Exemplo prático [1]: Uma pessoa é muito bem de vida e as pessoas a tratam de maneira especial, submetem-se a esta pessoa por conta de sua condição financeira > Esta pessoa pode se habituar à ideia de que é especial e que os outros devem se submeter a ela por conta da sua condição financeira privilegiada.

Exemplo prático [2]: Uma pessoa é bastante atraente e sofre um assédio constante, as pessoas trata ela de maneira especial, submetem-se a ela > Esta pessoa pode se habituar à ideia de que merece privilégios, ter as pessoas aos seus pés por conta da sua beleza.

Estando estas pessoas habituadas à ideia de que são – por conta de suas posses ou beleza – especiais ou superiores aos outros, elas possuem uma defesa bastante difícil de se penetrar, é uma defesa chamada “eu não preciso me importar com certas situações, pois as pessoas vivem nos meus pés”. Esta ideia que paira na cabeça destas pessoas poupa elas de estresses, permite que elas façam pouco caso de situações ou de pessoas, pois há diversas outras situações para viver e diversas outras pessoas nos pés delas. Isso é um consolo para estas pessoas. Isto é uma dificuldade/barreira que uma pessoa que tenta conquistar alguém deste tipo tem que passar.

Surge então a questão: Estas pessoas se acham especiais e que os outros devem se submeter a elas, mas também elas fazem pouco caso de quem se opõe a elas, pois há diversas outras pessoas nos pés delas e este assédio é o consolo delas. Como passar por isso? Simples, não sendo uma das pessoas que está no pé dela, não sendo igual a todos que assediam a pessoa. É isso que irá quebrar o escudo da pessoa. Explicarei.

  1. a) A pessoa é convicta de que é especial e superior
  2. b) A convicção reside no assédio

* COMECE NÃO ASSEDIANDO E VÁ INVESTINDO EM OUTRAS ATITUDES SIMPLES, MAS QUE SÃO MARCANTES:

  • NÃO ASSEDIE, MOSTRE QUE PARA VOCÊ O QUE A PESSOA TEM DE ESPECIAL PARA OS OUTROS NÃO É NADA DEMAIS PARA VOCÊ
  • NÃO ASSEDIE, MOSTRE QUE UMA COISA QUE NÃO É EVIDENTE NELA É MAIS ESPECIAL PARA VOCÊ DO QUE O QUE TODO MUNDO ACHA
  • NÃO ASSEDIE, MOSTRE QUE VOCÊ NÃO TEM INTERESSE, MESMO QUE TENHA (MAS, SEM SER ARROGANTE).
  • NÃO ASSEDIE, MAS SEJA GENTIL E PERMANEÇA POR PERTO
  • NÃO ASSEDIE, MAS PROCURE CRIAR LAÇOS, VÍNCULOS
  • NÃO ASSEDIE, CONVERSE BASTANTE SOBRE ASSUNTOS QUE NÃO TEM NADA A VER COM AQUILO QUE TODO MUNDO ASSEDIA NA PESSOA

O resultado esperado é que a pessoa se sinta confusa por encontrar alguém que não corresponda ao que ela espera, ou seja, que não se submeta, que não assedie, que não tenha interesse naquilo que é a fonte da blindagem dela. Este tipo de pessoa, como já foi dito, espera que as pessoas ajam de determinada forma com elas, elas já esperam ser assediadas, bajuladas, exaltadas, etc., e quando isto não acontece elas tendem a ficar confusas, contrariadas e até interessadas na pessoa para tentar provar que elas são iguais a todas que assediam elas. Ou seja, estas pessoas já pressupõem de imediato que todas as pessoas que se relacionam com elas são iguais, que têm interesse nelas por conta daquilo que é a fonte da blindagem delas e, para provar que as pessoas são de fato todas assim elas podem se ceder mais tempo à pessoa que a contrariou. Estas pessoas praticamente não suportam a ideia de que alguém não dá valor àquilo que ela tem de especial, por isso elas vão tentar fazer a pessoa começar a assediá-la. BEM, ESSA É A ABERTURA! Neste estágio você conseguiu chamar a atenção da pessoa, agora pode investir em conquistar a pessoa. Para tanto, as dicas que foram dadas para se aproximar/chamar atenção de uma pessoa segura são válidas.

Porém, um elemento que se manifesta comumente entre as pessoas que possuem segurança por conta da convicção de que são superiores por conta de sua beleza ou posses quando alguém começa a chamar a atenção delas é o fator INSEGURANÇA. Geralmente estas pessoas possuem dificuldade para acreditar nas pessoas, justamente por elas não estarem acostumadas com alguém que não se encaixe dentro daquele padrão que elas estão acostumadas, ou seja, pessoas que as assediem. Então, elas geralmente se encontram inseguras, confusas, com dificuldade para acreditar que alguém possa ser diferente. Isso requer paciência.

Diante de tudo que foi colocado, é perceptível que lidar com este tipo de pessoas não é fácil, requer esforço, estratégia e paciência. É mister pensar duas vezes se você quer mesmo se envolver com alguém desse tipo.

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(Anderson Yankee)