MAS A VIDA NÃO VOLTA: SOBRE O TEMPO E ENERGIA DESPERDIÇADOS COM RELAÇÕES INVIÁVEIS

…MAS VIDA NÃO VOLTA! PASSOU!

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Este texto é um complemento do último texto que eu postei neste blog, ou seja, do texto anterior a este que você está lendo. A questão “Mas vida não volta” se relaciona com a última parte do textinho que eu tratei no post anterior:

Relacionamento é toda uma empresa, é todo um negócio.

Quem abre uma empresa visa crescer com base no lucro.

Para lucrar é necessário investimento.

Todo investimento traz riscos.

Eis o porém: Quando se investe em uma empresa ou negócio, se não dá certo, o capital se perde. Mas capital se recupera com esforço e jogo de cintura.

Quando se investe em um relacionamento, emprega-se tempo, disposição, ânimo… emprega-se a vida. E vida não volta, não se recupera o tempo perdido… mesmo que sejamos “tão jovens”.

No texto anterior eu me dispus a analisar este textinho, parte por parte, e mostrar o que há por trás de cada oração separadamente. No entanto, após finalizá-lo percebi que faltava uma ideia a ser tratada, justamente esta que venho tratar neste texto: A IDEIA DE QUE NOSSA VIDA NÃO VOLTA E EXISTE SIM TEMPO PERDIDO. Come on kids! Again!

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No texto anterior, como já foi dito, tratei de questões presentes dentro do textinho colocado no início do texto. PARA NÃO PERDERMOS TEMPO, vou adiantar a ideia com a qual este texto se relaciona:

Trata-se da questão sobre investimento em um relacionamento comparado ao investimento em uma empresa:

a) Quando se investe no ramo empresarial, emprega-se capital visando mais capital. Mas todo investimento traz riscos e pode ter como consequência o lucro ou prejuízo. Deixando de lado os fatores psicológicos decorrentes de um prejuízo por mal investimento no ramo empresarial, o fator econômico é preponderante, ou seja, a perda de dinheiro é “o que conta”. Ademais, é sabido que quando se perde capital, com inteligência e jogo de cintura de um bom investidor, pode-se recuperá-lo. Capital é algo material, quantificável, por isso é possível reavê-lo.

b) Quando se investe em um relacionamento, o indivíduo emprega nada mais, nada menos que a si próprio: seu tempo, seu ânimo, sua dedicação, sua paciência, sua energia emocional, etc. Mas todo investimento traz riscos e pode ter como consequência o “lucro” ou “prejuízo”. Neste caso, o lucro de que se fala é simplesmente a prosperidade do relacionamento, o bem estar dos cônjuges dentro da relação, realizações em detrimento do relacionamento – só para dar alguns exemplos. Já no caso do prejuízo de que se fala neste tipo de investimento, trata-se justamente do contrário do lucro: o relacionamento não prospera e chega ao fim.

É importante ressaltar que este prejuízo vem principalmente quando há discrepância entre a atitude dos cônjuges, ou seja, por um lado alguém está investindo efetivamente (dedicando-se, planejando, doando-se) e, por outro lado alguém não retribui a dedicação do outro. Coloquei no outro texto que o relacionamento é como uma empresa e há duas maneiras de se lidar com esta “empresa”: em sociedade ou patronado. Em uma sociedade os dois se identificam como responsáveis pela prosperidade do relacionamento e buscam investir juntos para que ele seja agradável para ambos. Já no patronado, um dos cônjuges age – como o próprio termo “patronado” já remete – como patrão do outro, no sentido de que ele deposita no outro a responsabilidade pela prosperidade da “empresa”. É o típico caso onde alguém só espera do outro as atitudes necessárias para fazer o relacionamento dar certo. O indivíduo se mantém numa posição de passividade, ele não se envolve por inteiro, não se dedica, sente-se “superior” ao outro e indiferente ao relacionamento. Já adiantando também um pouco da ideia do próximo texto, que também se relaciona com este tipo de pessoa que não se envolve efetivamente com o relacionamento, digo que este “patrão” é uma pessoa que “está por estar” em um relacionamento, sem saber o que quer, só esperando algo do outro que nem ele mesmo sabe o que é. E QUEM NÃO SABE O QUE QUER, NUNCA ESTARÁ SATISFEITO COM O QUE RECEBE.

            Agora voltemos a questão de que VIDA NÃO VOLTA. Já dá pra ter mais ou menos uma noção de como este texto se desenvolverá levando em conta o que foi colocado na descrição do texto anterior. Vamos lá!

            Quando falo que “vida não volta”, certamente estou fazendo referência a questão do investimento que uma pessoa faz em um relacionamento. Afinal, como coloquei acima: “Quando se investe em um relacionamento, o indivíduo emprega nada mais, nada menos que a si próprio”, ou seja, ele emprega a sua VIDA no relacionamento. E sabemos que todo investimento é acompanhado de riscos. Então, o indivíduo coloca a sua vida sobre risco. Não falo de um risco de morte, mas de um risco de perda de algo que não pode mais voltar, que não se recupera e que – além disso – pode modificar totalmente a estrutura mental, as crenças, os valores, desejos, anseios de uma pessoa. Este é o real prejuízo do investimento em um relacionamento com alguém inviável.

            Uma pessoa inviável é aquela que causa o prejuízo à pessoa que, como uma envolta de moria (Erasmo de Rotterdam), no sentido da ingenuidade, entrega-se por inteiro a um relacionamento. A pessoa inviável é quem consome o tempo, a dedicação, o ânimo, a tranquilidade, A VIDA da pessoa que resolve investir efetivamente em um relacionamento. Diversos são os motivos para uma pessoa inviável entrar ou permanecer em um relacionamento com alguém que se dedica a ela e não se envolver com este relacionamento: interesse pessoal, status social ou somente para mostrar alguma mudança na sua vida podem ser motivos para entrar no relacionamento; insegurança, dúvida, imaturidade ou até falha de caráter podem ser motivos para continuar em um relacionamento com uma pessoa que se dedica a ela, mas ela não tem inclinação para se envolver na mesma medida, somente “consumir” o outro. Mas não vem ao caso os motivos da pessoa inviável para entrar ou permanecer consumindo a vida de quem se dedica. O que importa é justamente o impacto que ela causa na vida de quem se dedica a ela, quem investe em um relacionamento com ela. Vejamos:

Primeiramente, como já foi colocado mesmo no parágrafo anterior, a pessoa inviável consome o “investimento” do outro, isto é, consome tudo o que o outro emprega para fazer o relacionamento prosperar. E tudo o que alguém emprega para fazer um relacionamento prosperar com outra pessoa é importante e irreparável, ou seja, não se restitui, pois não se trata de coisas materiais e quantificáveis. A dedicação de alguém a outra pessoa, quando desperdiçada, não se restitui.

Dedicação inclui pensar no outro e planejar ações para ver o outro feliz – e consequentemente o relacionamento se manter. Quando alguém investe no relacionamento o outro se torna a prioridade para a pessoa. Isto é, o pensamento da pessoa gira em torno da outra e o desejo de fazê-la se sentir bem é evidente. Muitas vezes a pessoa “queima seus neurônios” pensando no outro e em como lhe fazer bem, tendo em vista também o bem do relacionamento e esses “neurônios” não voltam. Ou seja, a pessoa prioriza o outro em seu pensamento, às vezes se estressa, perde a concentração em outras atividades, deixa de pensar em outras coisas para estar com o pensamento ligado ao outro, mas tudo acaba sendo em vão, pois a pessoa era inviável. Tudo isso que a pessoa fez não volta, tudo o que foi gasto em detrimento do outro não tem retorno, não tem como recuperar. Foi-se!

Dedicação inclui também gastar o seu tempo com o outro; tempo que não está sendo empregado em outra atividade ou com outra pessoa, mas sim com aquela com que se tem o relacionamento, com aquela pessoa que se ESCOLHEU investir. A dedicação de tempo a alguém, assim como qualquer coisa que se dedique a alguém, é espontânea, deliberada, isto implica que o outro abre mão de fazer outras atividades e outras pessoas para empregar seu tempo a uma pessoa. ESCOLHER TAMBÉM É ABRIR MÃO. Inferimos assim que é injusto o tempo de alguém ser empregado a uma pessoa inviável, pois esta, como vimos, não dá um retorno positivo à pessoa que investe nela, ela só consome o que o outro emprega para fazê-la se sentir bem, feliz.

Estamos falando de um gasto de tempo e também de energia desnecessários. E tempo e energia de uma pessoa são coisas preciosas. Estamos falando de alguém dedicar tempo de VIDA a alguém e tempo de vida também não se recupera. Todo mundo tem o direito de ser feliz e todo tempo que se gasta com alguém que não faz o outro feliz é um tempo desperdiçado de uma das piores maneiras possível. Falo que é desperdício pelo simples fato de que este tempo e energia do indivíduo poderia estar sendo empregado em um relacionamento com alguém que soubesse dar valor e retribuir a dedicação do outro, não com alguém que somente consome o que o outro tem a oferecer, de maneira egoísta, pensando somente em si e indiferente ao que o outro faz. Isto equivale a usar a outra pessoa para atingir seus fins, sejam eles quais forem. O outro é usado, objetificado e como tal, pode ser descartado a qualquer momento; quando não cumpre mais a sua funcionalidade, quando “não serve mais”.

VIDA não volta mais. O tempo gasto com alguém inviável não volta, não se recupera. Passou! A energia empregada em tentativas de fazer um relacionamento prosperar não volta. Gastou! O que restou para o indivíduo? Decepção, raiva, ódio do outro (talvez) e dessa coisa chamada RELACIONAMENTO. Afinal, tanto que se dedicou, tanto que ofereceu de si para esta coisa não funcionar. Talvez aquela história de que se colhe o que se planta só vale para agricultores mesmo, não é isso? Gente é imprevisível. Cadê a lógica? O que restou para o indivíduo? Um indivíduo perdido! Um indivíduo sem chão, amargurado, quem sabe irado. Existem várias possibilidades. É relativo.

De qualquer forma, sobra um indivíduo com danos emocionais. Além de um indivíduo que perdeu tempo e energia, desperdiçando-os com uma pessoa que só se interessava em consumir o que o outro tinha a oferecer ou até mesmo não imaginava nada, estava somente pairando ali naquela relação, indiferente ao outro, como que num estado de “carpe diem”, resta um indivíduo abalado emocionalmente. Resta um indivíduo que pode mudar todas as suas ideias a respeito de relacionamentos, todos os seus desejos e anseios de vida também relacionados a vida conjugal. Ou seja, o indivíduo pode deixar de acreditar na possibilidade de uma vida próspera com base em um relacionamento e deixar de querer entrar em relacionamentos futuros pelo trauma deixado pela pessoa inviável com a qual se envolveu. Ademais, pode também tomar o comportamento da pessoa inviável como referência e reproduzi-lo com outras pessoas, ou seja, a pessoa pode se tornar a própria pessoa inviável com outra pessoa, em outro relacionamento. Veja, o prejuízo pode se estender para outras pessoas.

Talvez, se as pessoas fossem menos egoístas esses casos não aconteceriam. Se as pessoas parassem para pensar a respeito do que elas querem, buscando um autoconhecimento, e também pensassem nos outros sendo mais altruístas, muita gente seria poupada de desperdiçar tempo e energia com relações inviáveis… MUITA GENTE NÃO SE ARREPENDERIA PELA SUA VIDA DESPERDIÇADA, A QUAL NÃO VOLTA MAIS.

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(Anderson Yankee)

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