CRÍTICA AO COMPORTAMENTO DE “ASSUMIR UMA POSTURA DE VÍTIMA”

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Por ser uma pessoa que costuma expressar de maneira direta o que pensa, a vida me possibilitou vivenciar uma quantidade significativa de debates, discussões. Alguns bons, outros ruins, outros trágicos. Não me arrependo de nenhum dos debates que tive, pois me ensinaram diversas coisas significativas: a me defender com mais eficácia, a argumentar melhor (somado à leitura), a observar como as pessoas se comportam, enfim… A única coisa que eu não aprendi com estas discussões e também nunca procurei adotar como hábito foi a “vitimização”, atitude/postura que eu presenciei diversas vezes, inúmeras pessoas, adotando.
Os debates mais frustrantes que eu tive foram justamente os que as pessoas que debatiam comigo se vitimizavam no final. Dificilmente algum argumento ou até mesmo provocação me tiravam do sério em meio ao debater. No entanto, quando o meu interlocutor assumia uma postura de vítima isso me irritava profundamente. Na minha concepção, assumir uma postura de vítima é uma das atitudes mais baixas que um indivíduo pode ter; uma atitude até mais repugnante quanto a hipocrisia, outra atitude que eu tenho pavor.
Assumir uma postura de vítima me parece ser o último recurso da pessoa que não consegue mais ter êxito dentro da discussão. Não quero, porém, afirmar que todas as pessoas que se veem sem saída em uma discussão assumem uma postura de vítima. Todos aqueles que não recorrem à vitimização merecem aplausos, pois são pessoas admiráveis, já as vítimas merecem todo desprezo que possa existir, pois são extremamente repugnantes. É admirável uma pessoa assumir que está errada em um debate, é aceitável alguém se calar quando não tem mais o que dizer, pois não há mais o que dizer, é nobre assumir as consequências das suas ideias e é belo deixá-las de lado quando elas são superadas. Por outro lado, é nojento não ser homem ou mulher suficiente e sair de uma discussão se fazendo de coitado, de magoado, de agredido, de ofendido, de vítima. Fazer-se de vítima é uma atitude de pessoas de alma podre, putrefata.
Já vivi diversas discussões que começavam “frias”, calmas e, no decorrer das argumentações as coisas iam esquentando até chegar a um momento crítico onde até ataques pessoais aconteciam, deixava-se de discutir ideias para se discutir pessoas. Em um momento como esse, onde ambas as partes se agridem, a ética é deixada de lado, os escrúpulos são deixados de lado e as pessoas só pensam em causar danos ao outro. Ambas as partes escutam o que não deviam, não sabiam e nunca imaginariam. Nos casos que vivi deste tipo a maioria dos finais tiveram os meus interlocutores assumindo uma postura de vítima. Neste momento escutei muitos discursos do tipo:
– Você vai se arrepender do que está dizendo, pois isto me magoou profundamente.
– Não sabia que você pensava isso, é triste saber que você pensa isso de mim.
– Eu não tenho culpa de ser assim ou fazer isso.
– Tudo bem, amanhã é outro dia e o mundo dará voltas, blá, blá, blá…
Quando escuto estas coisas fico surpreso, sem saber o que dizer, pois o sentimento de nojo me consome. Ora, há momentos antes a pessoa estava no mesmo nível que você, falando calamidades sem escrúpulos, agredindo sem filtro e, de repente (quando vê que não tem mais jeito, não tem mais o que falar) começa a se fazer de coitado e até questiona o seu comportamento dentro da discussão, afirmando que você foi desumano, que você foi mal, que você é um vilão. O que as vítimas querem é justamente isso, criar um vilão, colocar o outro em um lugar onde os outros olhem com desprezo. Para tanto, ele apela para a comoção dos outros de diversos modos, os mais comuns são a utilização de redes sociais e, principalmente, a difamação do outro na relação com outras pessoas.
Observando bem esta questão e buscando um sentido para esta atitude, podemos dizer que o que a vítima procura é, depois de não ter mais êxito dentro da discussão sozinho, buscar consolo junto com outras pessoas visando a adesão das mesmas à sua causa para criar uma imagem coletiva do outro como vilão. De maneira simples, o que a vítima busca causar dano a qualquer custa ao outro usando as outras pessoas. Isso pode incluir a difamação em si para criar uma imagem de “pessoa má” do outro, fazer com que os outros se afastem daquele indivíduo “mau”, fazer com que os outros o olhem com desprezo por “agredir a pobre vítima”, etc.; Sempre de maneira apelativa, buscando comover os outros.
Cada vez mais que reflito sobre este assunto me enojo mais com este tipo de pessoa. Uma pessoa que assume uma postura detestável, baixa, dissimulada. Esta é uma postura observa no comportamento de alguns animais, que se fazem de “não ameaça” para sobreviver, alguns até se fazem de mortos. Tudo bem, isto é a lei da sobrevivência, aqueles que não são fortes suficientemente para serem predadores se fazem de vítima, assumem a sua postura de fracos, fogem. Não há nada de mais nisso pelo fato de os animais assumirem esta postura e fugirem sem problemas, ele não procuram difamar os seus predadores – e não fazem isso justamente por não terem as possibilidades do ser humano, o pior dos animais. Já o homem (alguns deles) procuram de maneira deplorável agredir a imagem dos outros com a “vitimização”, com o “coitadismo”. Estas são pessoas dignas de nojo.

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~X~

(Anderson Yankee)

3 respostas em “CRÍTICA AO COMPORTAMENTO DE “ASSUMIR UMA POSTURA DE VÍTIMA”

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