“O HOMEM TEM QUE TOMAR A INICIATIVA” – ANÁLISE DA QUESTÃO BASEADO EM UM CASO

tumblr_lwm4hoVO6T1qfjqrdo1_500

______________________________

       Acho extremamente importante pensar, questionar a si próprio, rever os próprios princípios, sair um pouco da zona de conforto e buscar cada vez basear nossos conceitos em um solo seguro. Falo isso com relação a praticamente tudo que pensamos, principalmente para evitarmos cair em contradição ou até mesmo fazer coisas sem sentido. Eu poderia iniciar vários dos meus textos com estas palavras, pois muitos deles caminham neste sentido, de pensar sobre as coisas, principalmente a respeito de ações. Especialmente este texto que você está lendo mereceu começar com estas palavras pelo fato de ele ser justamento um questionamento a respeito de ações, comportamentos que apresentam a característica de não fazer muito sentido e, por isso, merece ser questionado, analisado na busca de um entendimento do mesmo e uma possível solução para que o mesmo venha a se tornar racional.
Toco mais uma vez na questão de que se pensássemos com qualidade sobre o que fazemos as coisas poderiam ser mais simples, as coisas poderiam fluir com mais leveza. Observe este caso:
Uma menina diz que gosta de um menino e pretende ter algum tipo de relacionamento com o mesmo, algo para além de uma simples amizade. Se pensarmos de maneira simples a respeito do que esta menina poderia fazer para ter de fato este relacionamento com o garoto, com certeza pensaríamos de imediato que o que ela deveria fazer para alcançar o seu objetivo é comunicar ao garoto as suas intenções. Isto segue uma lógica simples: Ora, se um relacionamento do tipo que a garota quer ter com o garoto é um relacionamento onde ela e o garoto participam e ela tem a intenção de ter este relacionamento, mas o garoto não sabe das intenções dela, obviamente que o que ela precisa fazer de início é fazer com que o garoto tenha conhecimento das suas intenções. Não tem como haver um relacionamento do tipo que a garota quer ter com o garoto se não houver conhecimento da situação por parte do garoto, pois em um relacionamento as duas pessoas participam de maneira consciente.
Este caso pode ser resolvido com o uso de uma lógica simples, tão simples como a lógica encontrada na situação “estou com sede, tomo líquido”, ou “estou com fome, alimento-me”. Porém, há no nosso mundo pessoas que amam subverter as regras da lógica e procuram resolver os seus problemas das maneiras mais complexas e obtusas possíveis. É como se a lógica deste tipo de pessoa seguisse a seguinte regra “para todo caso procurarei a resolução mais inimaginável possível”. Certamente a simplicidade é algo altamente chato para estas pessoas, pois elas amam a complexidade, amam fazer o mais difícil. Pois bem, conheci recentemente uma pessoa deste tipo, que ama a complexidade e o “sem sentido”. E, por sinal, esta pessoa está envolvida com o caso supracitado. É disso que iremos tratar a partir de agora, das ações complexas desta pessoa com relação àquele caso que, como vimos, demandava uma atitude de resolução simples.
Então, tudo estaria resolvido se a garota tivesse declarado as suas intenções para com o garoto. Não digo que necessariamente ela chegaria a alcançar o seu objetivo, mas que senão isso, pelo menos o caso tomaria algum rumo, para o bem ou para o mal. Mas como a garota ama a complexidade, nada melhor que tomar uma atitude extremamente complexa e até mesmo sem sentido. Observe;
Neste contexto, a garota resolveu não declarar as suas intenções para com o garoto, ela resolveu forçar que ele tomasse uma atitude (a que era esperada dela) para que o objetivo da garota (ter um relacionamento com o garoto) fosse alcançado como se fosse, na verdade, um objetivo do garoto. É complicado até de entender. O que a garota resolveu fazer foi procurar provocar no garoto a vontade dela, de ter um relacionamento; a garota não tomou a atitude, mas resolveu manipular a situação para que o garoto tomasse a atitude. É óbvio que tudo se tornou mais difícil.
Apesar de tomar esta atitude dificultosa, onde se perde tempo, energia, mata-se neurônios atoa, estressa-se sem necessidade, não foi de maneira impensada que a garota fez isso, ela teve seus motivos. A principal justificativa que a garota deu foi:
> Não é certo uma menina tomar a atitude de expressar para um garoto as suas intenções de ter um relacionamento. De maneira simples, ela colocou que não é “bonito” uma menina “pedir para ficar” com um menino, não é bonito uma menina tomar a iniciativa com relação a “ficar”, namorar, enfim, ter algum tipo de relacionamento.
Agora vamos analisar esta justificativa e confrontá-la com a atitude mais simples a se tomar neste caso: Esta justificativa que ela deu se baseia no que é propagado na nossa cultura; é o que é praticado pelas pessoas no contexto do local que vivemos. Tudo bem, é uma determinação cultural. No entanto, será que uma determinação cultural deve determinar as minhas atitudes absolutamente? Será que eu não posso superar esta determinação cultural? O que eu quero colocar, em outras palavras, é: será que eu não posso pensar por mim mesmo, desapegando “do que as pessoas estão acostumadas a fazer”, e tomar a atitude que eu bem entender, de acordo com o que eu acho correto e viável? Acho que nem é preciso dar uma resposta para esta questão, pois a resposta é óbvia: Eu devo pensar por si próprio, eu não preciso fazer as coisas como todo mundo faz, principalmente se isso que todo mundo faz me traz algum prejuízo.
Creio, com toda convicção, que deveria haver dentro desta situação um momento onde a garota tivesse um “time” de reflexão, onde ela questionasse a si própria, onde ela questionasse as suas ações e buscasse estabelecer um modo de agir de lhe poupasse de prejuízos, que lhe poupasse de qualquer coisa negativa (estresse, gasto de energia desnecessário, perda de tempo). Mas creio, quase que com toda convicção, que este momento não existiu, e se existiu infelizmente podemos tirar algumas conclusões a respeito da garota que não são tão agradáveis.
1. Não apresenta um bom funcionamento do aparelho cognitivo.
2. Tem tendência a gosta de situações difíceis, problemas, situações negativas.
3. Não pensa por si própria.
4. É orgulhosa.
Podemos concluir também algumas coisas a respeito dela com relação ao garoto, o principal:
Não queria de fato ter este relacionamento, estava apenas querendo provar que era capaz de fazer com que o garoto se interessasse por ela e tomasse a tal atitude, ou seja, tudo se tratava de uma questão de fazer bem ao próprio ego.Deste modo, pode ser que o fato de ela desconsiderar a atitude simples não foi por acaso, mas sim premeditado para poder o seu real objetivo, que era não ter esse relacionamento com o garoto em si, mas ter este relacionamento se e somente se ele tomasse a iniciativa. Então, ela queria justamente submeter o garoto a tomar esta atitude. Isto torna a nossa garota uma pessoa de caráter duvidoso, apresentando as características de ser egocêntrica, manipuladora, calculista.

_____________________

~:::~

(Anderson Yankee)

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s