INICIATIVA PROAF (PROJETO ANJOS DO FUTURO) – PROJETO FILANTRÓPICO

proaf

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Atualmente, vivemos em meio a uma realidade onde as relações pessoais e as próprias pessoas se mostram cada vez mais “putrefatas” – se assim podemos dizer. Uma das principais causas disto situa-se no fato de os valores cultivados pelas pessoas como um todo estarem sendo cada vez mais banalizados, não recebendo a atenção que merecem. Neste contexto, dificilmente é visto um cuidado por parte das pessoas com o que els mesmo fazem no dia a dia, com o que se diz e vive dentro destas relações pessoais. É visto que, atualmente, faltam atitudes que estejam no sentido de mudar essa realidade de banalização de valores e carência de bons hábitos. E o que falar então da realidade que está para além das relações pessoais, no que diz respeito a sociedade em um contexto macro? Vemos diferenças de classes sociais, a violência, drogas, miséria, a juventude se acabando cada vez mais cedo. O mundo em que vivemos se apresenta deste modo, não há como fugir desta realidade, ou melhor, até dá para fugir, pois a maioria das pessoas fogem mesmo dessa realidade. Como? Simplesmente a ignorando!
É comum observarmos no dia a dia quando andamos pelas ruas da nossa cidade, assim como pelas ruas de grandes metrópoles, e vermos pessoas em condições de vida sem uma qualidade mínima ou sem qualidade alguma, pessoas morando nas ruas, comendo do que arrecadam com esmolas ou até mesmo do que ENCONTRAM NO LIXO. Estas pessoas são consideradas por muitos a escória da sociedade por não possuírem poder de compra, por serem exclusivamente dependentes de ações do estado para lhes garantir meios básicos de existência (saúde, educação, moradia, etc.). Mas creio que estas pessoas não escolheram em algum momento viver assim, creio que é desejável para estas pessoas terem qualidade de vida, o que inclui não só um “ter mais” num sentido material, mas também serem satisfeitas em um sentido afetivo.
É difícil crer que um mundo com relações entre pessoas tão banalizadas seja desejável – pelo menos para mim não é. E vemos que esse sentimento não é só meu, pois é bastante comum ouvirmos reclamações cotidianamente a respeito deste estado de “podridão” da consideração que as pessoas têm para com as outras. Se ligarmos a TV em jornais ou se lemos um jornal ou revista veremos inúmeras notícias ruins e até chocantes a respeito desta temática. O adultério, o roubo, a corrupção, assassinatos, estupros, a exclusão social, preconceito, a perseguição sem limites por vantagens e outros fenômenos repulsivos são subprodutos desta banalização dos valores e da falta de humanidade em que a grande maioria das pessoas vêm investindo.
Neste sentido, de que vale reclamar sobre esta realidade? Ora, é de suma importância reclamar, é imprescindível e de extremamente importante se revoltar contra tudo isso, pois mostra que temos consciência do que está acontecendo ao nosso redor e mais, que não é essa a realidade que queremos, ao passo que pretendemos ter mais qualidade de vida, que almejamos coisa melhor para nós e para o mundo em que vivemos. Neste sentido, gritar, esbravejar tem sua importância, pois pode até mobilizar mais pessoas na busca de melhorias. Entretanto, tomar consciência de um problema não é suficiente para que nos livremos dele, pois é necessário que seja dado um salto da consciência para uma ação, ou seja, é preciso que paremos de simplesmente reclamar sobre os nossos problemas e passemos a agir em prol de solucionarmos justamente estes problemas que nos acomete. Trazendo esta questão para a nossa discussão de maneira geral, digo que é preciso que se tomem determinadas atitudes – e falo de atitudes firmes – para que a nossa realidade banalizada tome outros rumos e mude de fato.
Esse modo de pensar não é novo, não é algo inovador, pois inúmeras pessoas em diversas partes do mundo pensam assim, conhecem este protocolo simples. Mas o problema é que nem todas estas pessoas se apresenta com disposição para dar o salto da consciência à ação. Este tipo de pessoa se iguala àquele grupo de pessoas que ignoram os problemas que estão bem à sua frente. De certo, eles reclamam e têm consciência de tais problemas (reconhecemos a importância disso), mas continuar na inércia tem o mesmo caráter de ignorar o problema, pois em ambos os casos nada se faz para mudar a relidade. Em outras palavras, a única diferença entre os que têm consciência dos problemas e os que ignoram os problemas é que este primeiro grupo pode exteriorizar os seus sentimentos a respeito da “realidade podre” dando condições de outras pessoas tomarem consciência destes problemas da realidade, mas se olharmos do ponto de vista prático eles em nada se diferenciam daqueles que são indiferentes ao que os rodeiam, pois não agem, tirando o fato de falarem (que nem em todos os casos acontece) permanecem inertes, ou seja, não fazem nada.
Ademais, devemos destacar que há também o grupo das pessoas que fazem algo para mudar a realidade em que se encontram, ou seja, há o grupo dos que se disponibilizam a dar o salto da consciência à ação. E fazem isso das mais variadas formas; estas pessoas agem buscando melhorias, são ações que variam de projetos complexos à ações simples, mas que contribuem de algum modo para que as mudanças aconteçam. Em ambos os casos a nobreza da pessoa que age é imensa e admirável, deste modo, é tão honrosa a pessoa que reconhecidamente ganha um prêmio Nobel da Paz quanto o “Seu Zé” ou a “Dona Maria” que tem o cuidado de ajudar materialmente ou afetivamente um vizinho ou um desconhecido, ou até mesmo – mas não menos importante – um animal de rua; Pois vida não é só humana. Ora, mas como se estabelece que o ato de uma pessoa que salva milhares de crianças da desnutrição na África ou no Sertão Alagoano é tão honrosa quanto a de uma pessoa que simplesmente cuida de um animal de rua? É simples, basta desapegarmos da ideia de que quantidade é qualidade. Em primeiro lugar, ambos são atos de mesmo caráter, ou seja, atos de caráter positivo que contribuem a favor de uma mudança para melhor desta realidade e que, por sinal, são exemplares. Em segundo lugar, são atitudes que, na medida em que fazem bem a quem recebe o que é dado, seja materialmente ou afetivamente falando, fazem bem ao espírito de quem pratica tais atitudes, e isso – o bem – não se pode medir quantitativamente.

PROAF

O PROAF (Projeto Anjos do Futuro) reúne um grupo de pessoas que vivem em uma realidade onde há diversos problemas sociais, onde a violência se mostra em alta, onde a miséria está presente, onde os bons valores se mostram banalizados. No entanto, este grupo de pessoas que tem consciência da presença de todos estes problemas na realidade em que vivem resolveu dar um salto da consciência à ação. Ou seja, as pessoas envolvidas no PROAF são pessoas que resolveram sair da inércia se abstendo de estarem somente observando ou quem sabe reclamando dos problemas da sua realidade para agir no sentido de fazer uma mudança acontecer. Certamente que quando se fala aqui de mudança não se quer dar a entender que temos uma ideia utópica de transformar o mundo acabando com todos os problemas sociais existentes, desde os mais simples até os problemas estruturais da sociedade como um todo. O que queremos estabelecer aqui é que, de uma maneira simples, porém significativa, queremos contribuir para melhorar de alguma forma algo na nossa realidade.
Deste modo, a ideia deste grupo denominado PROAF, falando mais especificamente, é atuar com um trabalho voluntário em instituições de caridade, buscando na medida do possível ser útil para a instituição em que o trabalho filantrópico estará sendo executado. Quando falo em “ser útil para a instituição” não falo especificamente de ser útil para a instituição enquanto um imóvel, enquanto elemento físico, mas falo muito mais de ser útil para uma instituição de caridade, a qual promove um trabalho de proporcionar bem estar a pessoas que dependem da mesma. Em outras palavras, pretendemos auxiliar na proporção de bem estar para as pessoas que dependem da instituição em que realizamos o nosso trabalho.

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~X~

(Anderson Yankee)
Em suma, o PROAF tem a pretensão de contribuir com o que tem para que algo de bom seja feito em meio a essa realidade em que vivemos. Desempenhando um rabalho filantrópico queremos mais que simplesmente proporcionar momentos de bem estar para as pessoas que dependem das instituições de caridade onde atuaremos, queremos também ser um elemento que possa levar afeto, atenção e lições de cidadania, pois como já diz o nome deste nosso grupo – o qual atua com um projeto – somos anjos do futuro, somos pessoas que querem contribuir também para o futuro das pessoas carentes. Ora, contribuir para a cidadania das pessoas nos parece uma boa maneira de contribuir para o futuro das pessoas.

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