SOBRE O PLANEJAMENTO PARA O FUTURO POR PARTE DOS JOVENS

       the-future

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       Uma das coisas que mais observo nas escolas de ensino médio que dou aula, ao mesmo tempo uma das coisas que muito reflito quando escuto comentários de amigos professores – também de escolas de ensino médio – é que os jovens estudantes em sua grande maioria não apresentam nenhuma mínima preocupação com o futuro em longo prazo deles próprios. O que percebo é que estes jovens simplesmente levam uma vida hedonista, tendo em vista simplesmente o futuro imediato. São jovens que não aprenderam a planejar a própria vida, a dar valor a necessidades essenciais. Jovens que demoram a sair da “minoridade”, são dependentes dos meios da família por mais tempo e, podemos inferir que, possivelmente terão mais dificuldades para ter a sua própria independência e, juntamente com ela, qualidade de vida.
No contexto atual que nos encontramos, “levar a vida” não está nada fácil, principalmente para famílias de renda baixa. No entanto, a vida não precisa ser dura, as pessoas não precisam passar toda a sua vida sofrendo para ter o mínimo de qualidade de vida. Ou seja, a vida é dura, não está fácil “levar a vida”, mas esta dureza pode ser minimizada. O primeiro passo para isso acontecer é elaborar uma estratégia para a sua vida, ou seja, deve-se planejar a sua vida como um todo. Este planejamento deve ter em vista minimizar o sofrimento da vida de maneira geral. Como? Buscando melhores condições. Podemos entender isso como uma relação entre duas grandezas inversamente proporcionais; na medida em que melhoramos nossas condições para viver as dificuldades diminuem.
Então, para termos melhores condições de vida devemos planejar a nossa vida, isto envolve presente e futuro. Isto é, devemos pensar o nosso presente tendo em vista o futuro. Certo, mas em que momento esse planejamento deve ser feito? Digo que o mais cedo possível. Um momento que creio ser apropriado para se já ter em vista este planejamento é no ensino médio (considerando que os alunos estejam na idade escolar considerada correta, adequada). Neste período, não somente por causa do período escolar em si, mas da idade dos alunos, que já estão entrando no período da adolescência adulta, e que em pouco tempo terminarão os estudos e é esperado que eles entrem no mercado de trabalho, este deve ser um momento de reflexão a respeito de como será a vida dali para frente; como eles irão querer viver? Perceba que coloco eles mesmo como determinantes do seu futuro. Atualmente ouço muita “balela” que afirma os indivíduos quase que como totalmente passivos em meio a sociedade, como se eles não fossem capazes de criar as suas oportunidades de crescimento, os seus meios de bem viver, de levar uma vida com qualidade. De certo a vida é dura, tem suas dificuldades, mas não acredito que estas dificuldades tornem impossíveis os objetivos de alguém, a não ser que estejamos falando de determinações de ordem natural.
Há pouco tempo postei em uma rede social uma frase mais ou menos assim: “Agora você tem seu “toddynho“. Mas futuramente você terá condições de dar “toddynho” ao seu filho, além de proporcionar lazer, oferecer educação, pagar contas, etc.?”. Minha intenção com isso era justamente oferecer um meio para que se pudesse fazer uma reflexão sobre a questão aqui tratada. Agora estes jovens tem, alguns menos que os outros, mas no geral uma condição razoável de vida; têm o básico: casa, comida, vestimentas, conforto, a grande maioria tem celular, computador, internet, enfim, têm condições de viver tranquilamente apesar das dificuldades. Mas futuramente estes jovens constituirão família e aí serão eles que terão a responsabilidade de proporcionar a esta sua família as condições de viver. E agora vem a questão crucial. Quão boas serão estas condições? Quanta qualidade terá a vida destes jovens com as condições que eles terão? Já chamei atenção acima para o fato de que quem determinará estas condições de vida serão os próprios jovens de hoje. Isto é, serão justamente estes jovens que terão de trabalhar, esforçarem-se para oferecer as suas famílias determinada qualidade de vida.
Com esta reflexão pressuponho que estes jovens construirão a sua vida independentemente, por conta deles próprios. Mas sabemos que muitos preferem viver com os pais, constituir a sua família na própria casa dos pais, às vezes por isso ser necessário mesmo. No entanto, há outro grupo ue permanece na casa dos pais por não terem escolha mesmo, por que a falta de planejamento ou as dificuldades da vida não permitiram até então que estes tivessem condições de serem independentes.
Para os jovens que optarão por fazer a sua vida independentemente, como já foi dito, estes terão que proporcionar qualidade de vida à sua família e esta qualidade será boa ou não tão boa, dependendo das condições do indivíduo. Então, a questão determinante aqui é ter boas condições para proporcionar boa qualidade de vida à sua família. Então, qual a fórmula para ter boas condições? A fórmula eu não sei, pois se soubesse aplicaria a minha própria vida e estaria, quem sabe, rico, com as melhores condições de vida possível. Considerando que existem pessoas que nunca deram a mínima para o futuro, nunca deram a mínima para a vida e acabam tendo boas condições no futuro, não posso dizer que o que defendo aqui neste texto – o planejamento do futuro, da vida – é a fórmula para ter boas condições no futuro. Caso seja da vontade do indivíduo, ele pode viver somente do momento, visando somente o prazer imediato, não pensar sequer no que irá fazer daqui a uma hora e arriscar no seu futuro ter boas condições de vida para si e sua família, ou não ter estar boas condições. É puramente arriscar um futuro incerto, é deixar a vida decidir pela pessoa, é ficar a mercê do acaso. Por outro lado, se for também da vontade do indivíduo ele pode reservar alguns minutos do seu presente para planejar o seu futuro; estabelecer seus objetivos, suas prioridades, aonde ele quer chegar, por onde deve ir para chegar aonde quer. Isto é, o indivíduo irá determinar como a sua vida será por si próprio, colocando como principal meio para ter boas condições de vida a sua própria capacidade, sua própria determinação.Com isso o indivíduo se fará um sujeito autônomo, o artista da sua própria obra, e esta obra é justamente a sua vida. De certo, não há garantias absolutas de que o planejamento feito seja efetivo, pois as coisas podem tomar outros rumos, não sair bem como planejado. Mas isso não é problema, neste caso pode ser feito um re-planejamento para que se chegue aos objetivos pre determinados ou eventuais outros objetivos que venham a ser estabelecidos. O importante é ter em vista o que se quer afinal, boas condições de vida.
Diferentemente daquele que não planeja o seu futuro, quem planeja se faz independente vários sentidos, tanto serão independentes da condição da sua família como serão independentes da sorte, do acaso, do fluir da vida. De certo, é importante ter sorte para que algo se saia bem como desejamos, mas deixar a sorte decidir as coisas pela pessoa é algo um tanto inseguro; Pois caso a sorte não esteja a favor desta pessoa ela se verá desamparada depois de as coisas não saírem bem como ela queria. A vida flui, isso é certo, mas também é um tanto inseguro deixar este fluir fazer o que quiser com a pessoa, é mais seguro ter um plano e encaixá-lo dentro deste fluir. Isto equivale a ter controle sobre a vida como um todo, diferentemente de quem não possui um planejamento, estes recebem o que a vida lhes dão e nada mais que isso, sem o direito de reclamar.

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~X~

(Anderson Yankee)

2 respostas em “SOBRE O PLANEJAMENTO PARA O FUTURO POR PARTE DOS JOVENS

  1. “O recurso que vem para o município é irrisório, muito pouco que não tem condições da gente fazer alta complexidade. Nós temos um hospital que até dá para fazer isso, mas não temos equipamentos e nem valor financeiro para pagar os profissionais”, revela o prefeito, durante uma entrevista ao qual o blog teve acesso com exclusividade.

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