A LIBERTAÇÃO DOS ESCRAVOS (ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA)

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A libertação dos Escravos no Brasil

Os negros africanos que foram trazidos para o Brasil no período colonial participaram da construção do Brasil em vários sentidos, seja no que se refere a formação do povo brasileiro quanto no que se refere ao Brasil propriamente dito. Os negros escravos trabalharam nas lavouras de cana de açúcar  no garimpo, nas minas, na criação de gado, na construção, enfim, e diversos tipos de trabalho que foram essenciais para o crescimento e desenvolvimento do Brasil colônia.
Certo, olhando por esse ângulo há até quem vá se orgulhar do trabalho escravo no Brasil no período colonial, como se tivesse sido algo necessário, albo de até de um caráter bom. Mas basta lembrarmos do outro lado desse fato, que é justamente o lado de quão cruel era a escravidão, que já olhamos para isso até como algo que não valeu a pena. De certo o Brasil se desenvolveu com o trabalho escravo, mas o que os escravos sofreram não justifica de maneira nenhuma isso, o desenvolvimento de todas as nações do mudo não pagaria o sofrimento dos escravos.
No contexto do Brasil colonial havia pessoas que pensavam mais ou menos desta forma, eram pessoas que não consideravam a escravidão algo justo, algo que devesse acontecer com pessoas, estas pessoas se comoviam com o sofrimento dos africanos que eram escravizados, tirados da sua terra, transportado nos navios negreiros nas condições mais desumanas possível, vendidos como uma mercadoria qualquer, levados para as fazendas para trabalhar dia após dia sem esperança de paz, de tranquilidade até os seus últimos dias. As pessoas de quem falo eram chamadas de abolicionistas. Estes abolicionistas eram pessoas que lutavam pelas causas dos escravos, a maior delas era o fim da escravidão, a abolição da escravatura.
Essa ideia de escravidão não alegrava nem um pouco aos grandes fazendeiros, produtores, donos de minas, enfim, àqueles que utilizavam o trabalho escravo. Mesmo assim, ao longo do tempo houveram mudanças que possibilitaram o fim da escravidão no Brasil.
Tudo iniciou com a carta de alforria, esta foi a primeira maneira estabelecida para os escravos poderem ter sua liberdade. Através da carta de alforria, que era um documento que podia ser comprado, os escravos poderiam ser libertos de seus donos. O problema era que este documento não era de um preço acessível aos escravos, eles nem sequer tinham um meio de renda, eles eram escravos e não recebiam por seu trabalho. Alguns escravos ainda conseguiam sua carta de alforria juntado dinheiro, muitas vezes moedas, por um longo tempo e outros conseguiam com ajuda de pessoas compadecidas, etc. O ponto aqui é que conseguir a liberdade através da carta de alforria era algo muito difícil para os escravos.
A luta dos abolicionistas possibilitou a criação de leis em favor da abolição da escravatura, mas o processo para chegar a uma lei que acabasse com a escravidão de maneira definitiva foi demorado. Primeiramente, em 1850, foi criada a lei Eusébio de Queirós, que proibia o tráfico de escravos vindos da África, mas que, no entanto, não impedia que as províncias realizassem o tráfico de escravos entre si. Esta lei representou um avanço significativo nesta luta, mas não resolveu o problema de maneira efetiva.
Em 1871 uma nova lei foi estabelecida, a Lei do Ventre Livre, que determinava que determinava que os escravos nascidos a partir daquela data estariam livres, mas não os que já eram escravos antes da data. Olhando bem, esta lei parece por um fim na escravidão dali para frente, pois aqueles que nascessem de escravos estariam livres, seria só questão de tempo para a escravidão ter realmente um fim. Parece mesmo, mas vejamos bem, as pessoas quando nascem necessitam dos cuidados da família, pois não tem condições de sobreviver só, então os filhos de escravos continuavam com sua família vivendo nas senzalas e, obviamente os donos dos escravos não permitiria alimentar mais uma boca de graça, então estas crianças acabavam trabalhando como escravos também por longa data. Muitos dos escravos ficavam sob responsabilidade dos seus donos até completarem 21 anos.
Em 1885 mais uma lei foi determinada, a Lei dos Sexagenários, esta estabelecia que os escravos com mais de 60 anos estariam livres. Esta lei representou mais um avanço considerável nesta luta, a não ser que ela também traria um problema. Era realmente uma grande conquista um escravo chegar aos 60 anos, pois a expectativa de vida deles era realmente muito baixa, devido a vida dura de trabalho intenso. Aqueles escravos que conseguiam chegar aos 60 anos já estavam “acabados” no sentido mais puro da palavra, então a grande maioria deles preferiam ficar com seus senhores, nas fazendas onde trabalharam praticamente a vida toda.
Somente no final do século XIX, em 1888, que foi assinada a lei que abolia definitivamente a escravidão no Brasil. A Lei Áurea foi assinada em 13 de maio de 1888 pela princesa Isabel, filha de D. Pedro II. Apesar da Lei Áurea libertar efetivamente todos os escravos a situação dos negros não mudou muito, de certo eles não trabalhavam mais como escravos, mas eles ainda eram tratados como escravos, vistos como escravos.

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(Anderson Yankee)

2 respostas em “A LIBERTAÇÃO DOS ESCRAVOS (ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA)

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