TRANSFORMANDO EU EM NÓS: COMO AGIR EM UM RELACIONAMENTO AMOROSO

Do “eu” ao “nós”

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Um dos maiores erros que as pessoas cometem ao entrar em um relacionamento amoroso é achar que a sua vida continuará sendo a mesma, exatamente como era antes de tomar a atitude do relacionamento. A consequência maior disso é que as atitudes do indivíduo que se apóia nesta concepção errônea vão de encontro com o que é necessário para que seja perpetuado o relacionamento, que é justamente agir de acordo com uma nova vida, a vida em um relacionamento amoroso.
Para simplificar esta questão devemos entender que (como já citei em outro texto) o relacionamento é como uma trindade que envolve;
1- A vida de um cônjuge
2- A vida de outro cônjuge
3- A vida do relacionamento
É exatamente como se o relacionamento fosse uma terceira pessoa, a qual vive em detrimento dos cuidados dos dois cônjuges  Esta trindade quer simplesmente mostrar que existe uma vida em comum que é compartilhada entre os dois cônjuges – a vida do relacionamento – e que cada um destes cônjuges possuem a sua vida pessoal, a qual vivem na sua intimidade, na sua privacidade.
Quando as pessoas não vivem dentro de um relacionamento amoroso elas possuem somente a sua vida pessoal, uma vida que não está sujeita às preocupações que existem em um relacionamento. Já quando as pessoas se tornam cônjuges através da atitude do relacionamento as suas vidas passam a estar sujeitas às preocupações do relacionamento*. O ponto, bem como foi citado no início do texto é que muitas pessoas não entendem que esta mudança de status implica uma mudança de comportamento por parte dos cônjuges, ou seja, quando alguém passa a estar em uma vida de relacionamento amoroso as suas atitudes devem estar de acordo com alguém que vive em um relacionamento amoroso, é simples.
A importância disto vem da própria necessidade dos cônjuges se sentirem seguros com seus respectivos parceiros. O ciúme é uma marca evidente da insegurança e esta provém de evidencias abstraídas da realidade. Uma pessoa sente ciúmes, geralmente, quando postula a possibilidade de seu relacionamento estar ameaçado por um terceiro indivíduo. Ora, se não houverem evidências não há por que haver ciúmes. A questão é, se um indivíduo age como alguém que está fora do relacionamento ele pode causar ciúmes no seu parceiro, como consequência a insegurança aparecerá e um mal estar se estabelecerá no relacionamento. Este é só um exemplo que demonstra a importância de mudar as atitudes pessoais usando se entra em um relacionamento amoroso.
A partir deste ponto podemos chegar a real importância de adequar as suas atitudes a vida no relacionamento, que é evitar o mal estar no relacionamento. Vimos que no caso de agir como solteiro estando um relacionamento pode acarretar um mal estar no relacionamento, outras atitudes deste mesmo caráter podem acabar gerando este mal estar. Agora eu pergunto: É para haver mal estar em um relacionamento? Não, em um relacionamento não é para haver mal estar! Logo, agir como solteiro dentro de um relacionamento amoroso não é a maneira correta.
Por outro lado, deve-se agir como alguém que realmente está em um relacionamento. Mas como se age desta forma? É simples, sabendo que é no amor que um relacionamento amoroso se baseia e o amor é um sentimento de caráter puramente positivo, deve-se agir de acordo com o amor. Agindo de acordo com o amor, que é o sentimento em que o relacionamento amoroso se baseia, o sujeito estará agindo de maneira a perpetuar o relacionamento. Não seria esta a melhor forma de agir dentro de um relacionamento? Creio que sim.
Mas alguém pode perguntar: Mas o relacionamento será sempre flores, sempre em um estado de bem estar? Isso não seria impossível? Sim, é impossível! A questão não é chegar a um ponto onde o relacionamento se torna eternamente flores, mas sim ter consciência de que o relacionamento amoroso deve evitar ao máximo o mal estar. É uma pretensão muito utópica a de transformar um relacionamento em algo absolutamente bom, pois os conjuges não são perfeitos, mas dá para buscar ao máximo o bem estar.
E voltamos a outra questão do início para resolvermos outro ponto que alguém muito radical possa levantar: E agir de acordo com um relacionamento amoroso equivale a virar um santo? Viver de acordo com um relacionamento amoroso é se doar exclusivamente a vida conjugal? Não! Afirmar isto seria contradizer a trindade do relacionamento. Ora, há também uma vida dos cônjuges que é intima a cada um dos cônjuges e ela deve ser vivida também. Cada cônjuge tem seus gostos, círculos de amizade, família, trabalho, etc., não tem como abandonar tudo isso para viver isoladamente com o outro. Também não estamos falando de ser santos ou puritanos e viver uma vida moralmente correta em todos os sentidos estipulados pela sociedade, mas somente que se respeite o outro com quem o relacionamento amoroso foi firmado. O respeito é a base, com ele os indivíduos podem viver suas vidas íntimas sem causar nenhum mal estar ao relacionamento amoroso, com o respeito o sentimento que mantém o relacionamento ativo pode ser perpetuado, perpetuando assim o relacionamento.
Por fim, é importante saber que o respeito é relativo. Podem também confundir o respeito com santidade, como que se para respeitar o outro o indivíduo deve ser puro. Não, isso não é necessário. Para respeitar o outro cônjuge é imprescindível que o indivíduo apenas não aja de maneira que o seu companheiro possa ser afetado por sentimentos negativos, o que levará a criar um mal estar para o relacionamento amoroso. Assim, ninguém precisa ser santo para ter um relacionamento pautado no bem estar, basta que respeite o seu conjuge não agindo de maneira que possa deixá-lo de algum modo mal. Agir desta maneira é demonstrar que se tem consciência do que é um relacionamento amoroso e do que ele demanda.
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* Preocupações aqui não deve ser entendido como algo de caráter negativo, mas somente como as implicações de uma atitude, como consequências de uma determinada escolha. Podemos falar também de preocupações da vida fora do relacionamento, que também são só implicações e consequências da vida fora do relacionamento.

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~X~

(Anderson Yankee)

Uma resposta em “TRANSFORMANDO EU EM NÓS: COMO AGIR EM UM RELACIONAMENTO AMOROSO

  1. Relata GOLEMAN (2007) nos seus estudos e pesquisa com crianças entre 7 e 16 anos comparando suas condições emocionais em meados da década de 1970 e no fim dos anos 80 com base nas avaliações de professores e pais houve uma piora constante, todos indicadores apontavam simplesmente para o lado negativo. As crianças em média não estavam bem nos seguintes pontos específicos: Retraimento ou problema de relacionamento social preferindo ficar sozinhas; ser cheias de segredos; amurar-se muito; falta de energia; sentir-se infeliz; ser muito dependente. Entre outras ansiosas e deprimidas: ser solitário; ter muitos medos e preocupações; auto-exigência exacerbada; não se sentir amado; sentir-se nervoso triste e deprimido. Problemas de atenção ou de raciocínio, dificuldade de concentração, incapacidade de afastar pensamentos. Delinqüentes ou agressivos: andar com grupos que se metem em encrencas; mentir e trapacear; discutir muito; falar demais; provocar demais; ter pavio curto; desobedecer em casa e na escola; destruir as coisas dos outros chamar atenção para si. Esse mal-estar emocional parece ser o preço que a modernidade cobra as crianças. FREIRE(2007) ele acredita que ensinar exige a convicção de que a mudança é possível.

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