INTRODUÇÃO A FILOSOFIA (FILÓSOFO, CARACTERÍSTICAS DA FILOSOFIA)

coruja

O pensamento filosófico teve origem na Grécia Antiga, no século VI a.C., e é visto como um desprendimento do pensamento que buscava explicar as coisas com base nos mitos, ou seja, a Filosofia representa um rompimento com os mitos. O pensamento filosófico se apresentou, desde o seu surgimento, como uma forma de pensar mais organizada e realista, coerente do que a forma de pensar baseada nos mitos.
Filosofia não é um conceito estático, não é algo puramente definido como, por exemplo, o conceito de Biologia (Bio = vida / logia = estudo) ou como o de Geografia (Geo = Terra / grafia = estudo, representação). O conceito de Filosofia é m pouco mais amplo, é de origem grega e é formado pela união de duas partículas, a saber:
Philos – Amigo, Amizade
Sophia – Sabedoria, conhecimento
Assim, Filosofia designaria uma amizade pelo saber, amizade pelo conhecimento.
(A criação deste termo é atribuída a Pitágoras de Samos)
Mas o que faz a Filosofia? O que estuda a Filosofia? Para que serve? O que é a Filosofia?
“Bem… Se perguntarmos a dez físicos “o que é a física”, eles responderão, provavelmente, de maneira parecida. […] Mas se perguntarmos a dez filósofos , “o que é a Filosofia”, ouso dizer que três ficarão em silêncio, três darão respostas pela tangente, e as respostas dos outros quatro vão ser desencontradas que só mesmo outro filósofo para entender que o silêncio de uns e as respostas dos outros são todas abordagens possíveis à questão proposta”. (Antonio Rezende)

O conceito de Filosofia pode ser um pouco diferente dos conceitos de outros ramos do conhecimento, pode haver esta confusão a respeito do que é a Filosofia em si, mas há características que estão ligadas diretamente com a Filosofia, como:
> É uma disciplina especulativa
> É um saber universal
> É um saber pelo saber
> É um saber pelas causas
> É uma disciplina conceitual
> É um saber crítico

“A Filosofia é a busca da verdade” (Platão)

Este conceito é de Platão, que foi um dos grandes filósofos da história da Filosofia. Filósofo é sinônimo de sábio (sóphos), mas vimos que, segundo Pitágoras, a Filosofia representa amizade ao saber, neste sentido o filósofo é um amigo da sabedoria, amigo do conhecimento.

A marca principal da Filosofia é a razão (logos). Toda Filosofia, todo filósofo valoriza a razão acima de tudo. A razão na Filosofia é como os números para a matemática, as fórmulas para a física, como os elementos químicos para a química. A razão é o que nos permite, e permite aos filósofos, formular um conhecimento coerente sobre o que nos cerca, sobre o universo, sobre a natureza, sobre si próprio, etc.
Os primeiros filósofos construíram suas teses, seus discursos, elaboraram suas filosofias neste sentido, rompendo com o mito, questionando a sua realidade, usando a razão, buscando a causa das coisas, criando conceitos, sendo críticos, questionando coisas essenciais. Os primeiros filósofos foram pessoas que não se contentavam mais com as explicações que lhes ofereciam sobre o universo, sobre o seu mundo.

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~X~

(Anderson Yankee)

9 respostas em “INTRODUÇÃO A FILOSOFIA (FILÓSOFO, CARACTERÍSTICAS DA FILOSOFIA)

  1. O método da listagem de discussões e problemas filosóficos tem seus limites. Por si só, ele não permite que se veja o que unifica os debates e as discussões. É por isso, talvez, que os filósofos não costumam apelar a esse método. Ao invés disso apresentam imagens da filosofia.

  2. É difícil precisar o instante – se é que houve um – em que a história do pensamento começou. Poder-se-ia considerar, talvez, os mitos e as lendas que nos chegaram como primeiras tentativas de explicação do mundo e de seus fenômenos, mas essa seria uma empresa arriscada . Essa fase da aventura humana perdeu-se em milênios de caminhada, e hoje, envolta em mistérios, pouco ajuda a elucidar como o homem iniciou a jornada que o acabaria levando à filosofia e à ciência. Eu, particularmente, creio que os pioneiros da filosofia surgiram na Jônia, colonia fundada na costa asiática da Grécia por antigos micênios, que ali se refugiaram das invasões dóricas. Pouco se sabe a respeito de seus pensamentos. Desses textos restaram apenas fragmentos. Essas idéias chegaram a nós por intermédio das versões apresentadas pelos pensadores que vieram depois, e que os apresentam como “primeiros filósofos”. Não fosse isso, eles talvez ficassem conhecidos como escritores com pretensões vagamente científicas, com suas investigações peculiares sobre a natureza. Pela tradição clássica Tales, nascido em Mileto, é considerado o primeiro filósofo, Viveu provavelmente entre o final do séc. VII e meados do séc. VI a.C. Matemático e astrônomo, previu o eclipse do Sol de 585 a.C. Diz-se que, distraído, teria caído num poço quando contemplava os astros. Mas comenta-se, também, que foi um hábil negociante, e que prosperou muito por causa da astúcia. De seu pensamento só ficaram interpretações formuladas por outros filósofos, que lhe atribuíram uma idéia básica: a de que tudo se origina da água.

  3. O racionalismo surge quando um sistema de ideias (teoria) é considerado provado para sempre. A partir daqui, a razão humana divorcia-se da realidade e da experiência humana. Porém, é um erro de determinados filósofos ilustres considerar os primeiros princípios — cf. ponto 6 — como produto de alguma teoria ou sistema de ideias. Os princípios axiomáticos, como a lógica, não são sujeitos a flutuações conceptuais de acordo com as teorias humanas e ao sabor dos tempos; o que aconteceu foi que o Homem construiu, sobre os princípios da lógica e sobre os axiomas universais, as suas teorias e sistemas. Em princípio, desconhecemos se os princípios da lógica humana são totalmente coincidentes com a lógica universal, mas tudo aponta para que assim não aconteça.

  4. Filosofia medieval é a filosofia da Europa no período conhecido como Idade Média, sendo este compreendido entre a queda do Império Romano no século V d.C até a Renascença no século XVII. A filosofia medieval é definidade, em parte, pea necessidade de tratar de problemas teológicos e integrar a sagrada doutrina do cristianismo com o conhecimento secular. A história da filosofia medieval é tradicionalmente dividida em três períodos principais: o primeiro até o século XII, com; o Ocidente Latino preservando e cultivando as obras de Aristóteles e Platão; a “Idade de Ouro” dos séculos XII, XIII e XIV, que testemunha o ápoce da descoberta da filosofia antiga, e desenvolve importantes teoris no campode Filosofia da Religião, Lógica e Metafísica. A Idade Medieval foi desmerecida pelos humanistas da Renascença, qe viam nela um período intermediário entre a cultura clássica da Grécia e de Roma e a Renascença de seus seus valores, apesar deste período ter durado aproximadamente mil anos e ser o mais longo período de desenvolvimento filosófico na Europa, e um dos mais ricos. Os problemas discutidos durante a FIlosofia Medieval tratam da relação entre fé e razão (fides et ratio), com o latim da igreja romana predominando no mundo da cultura. Os filósofos medievais tratam da existênciae natureza de Deus, e o propósito da teologia é justificar naturalmente, através da razão, a “verdade revelada” da Bíblia pela fé. Para isso abordam também o problema do conhecimento, dos universais, do individualismo e da metafísica. Aqui no Consciência contamos comum vasto conteúdo sobre a Filosofia na Idade Média, incluindo um ebook completo de História da Filosofia de Johannes Hirschbeger. Navegue abaixo e bons estudos!

  5. A marca principal da Filosofia é a razão (logos). Toda Filosofia, todo filósofo valoriza a razão acima de tudo. A razão na Filosofia é como os números para a matemática, as fórmulas para a física, como os elementos químicos para a química. A razão é o que nos permite, e permite aos filósofos, formular um conhecimento coerente sobre o que nos cerca, sobre o universo, sobre a natureza, sobre si próprio, etc. Os primeiros filósofos construíram suas teses, seus discursos, elaboraram suas filosofias neste sentido, rompendo com o mito, questionando a sua realidade, usando a razão, buscando a causa das coisas, criando conceitos, sendo críticos, questionando coisas essenciais. Os primeiros filósofos foram pessoas que não se contentavam mais com as explicações que lhes ofereciam sobre o universo, sobre o seu mundo.

  6. É difícil precisar o instante – se é que houve um – em que a história do pensamento começou. Poder-se-ia considerar, talvez, os mitos e as lendas que nos chegaram como primeiras tentativas de explicação do mundo e de seus fenômenos, mas essa seria uma empresa arriscada . Essa fase da aventura humana perdeu-se em milênios de caminhada, e hoje, envolta em mistérios, pouco ajuda a elucidar como o homem iniciou a jornada que o acabaria levando à filosofia e à ciência. Eu, particularmente, creio que os pioneiros da filosofia surgiram na Jônia, colonia fundada na costa asiática da Grécia por antigos micênios, que ali se refugiaram das invasões dóricas. Pouco se sabe a respeito de seus pensamentos. Desses textos restaram apenas fragmentos. Essas idéias chegaram a nós por intermédio das versões apresentadas pelos pensadores que vieram depois, e que os apresentam como “primeiros filósofos”. Não fosse isso, eles talvez ficassem conhecidos como escritores com pretensões vagamente científicas, com suas investigações peculiares sobre a natureza. Pela tradição clássica Tales, nascido em Mileto, é considerado o primeiro filósofo, Viveu provavelmente entre o final do séc. VII e meados do séc. VI a.C. Matemático e astrônomo, previu o eclipse do Sol de 585 a.C. Diz-se que, distraído, teria caído num poço quando contemplava os astros. Mas comenta-se, também, que foi um hábil negociante, e que prosperou muito por causa da astúcia. De seu pensamento só ficaram interpretações formuladas por outros filósofos, que lhe atribuíram uma idéia básica: a de que tudo se origina da água.

  7. A marca principal da Filosofia é a razão (logos). Toda Filosofia, todo filósofo valoriza a razão acima de tudo. A razão na Filosofia é como os números para a matemática, as fórmulas para a física, como os elementos químicos para a química. A razão é o que nos permite, e permite aos filósofos, formular um conhecimento coerente sobre o que nos cerca, sobre o universo, sobre a natureza, sobre si próprio, etc. Os primeiros filósofos construíram suas teses, seus discursos, elaboraram suas filosofias neste sentido, rompendo com o mito, questionando a sua realidade, usando a razão, buscando a causa das coisas, criando conceitos, sendo críticos, questionando coisas essenciais. Os primeiros filósofos foram pessoas que não se contentavam mais com as explicações que lhes ofereciam sobre o universo, sobre o seu mundo.

  8. A palavra filosofia é de origem grega. É composta por duas outras: philo e sophia. Philo deriva-se de philia, que significa amizade, amor fraterno, respeito entre os iguais. Sophia quer dizer sabedoria e dela vem à palavra sophos, sábio. Filosofia significa, portanto, amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saber. Filósofo: o que ama a sabedoria, tem amizade pelo saber, deseja saber. Assim a filosofia indica um estado de espírito da pessoa que ama, isto é, daquela que deseja o conhecimento, o estima, o procura e o respeita. Pitágoras de Samos teria afirmado que a sabedoria plena e completa pertence aos deuses, mas que os homens podem desejá-la ou amá-la, tornando-se filósofos. “Quem quiser ser filósofo necessitara infantilizar-se, transformar-se em menino”. (M. Garcia Morente).

  9. (c) Filosofia e ciência: Há de esclarecer que para todo o medievo, não há distinção entre filosofia e ciência; antes, ao contrário, a filosofia é a fonte de todo saber e é a ciência racional por excelência. Por esta razão, o estudo da filosofia é em si mesmo lícito e louvável, por causa da verdade que os filósofos buscam e acabam por descobri-la em Deus [STh.II-II,q167,a1,ad3]. Acerca da verdade que se alcançou no passado, a partir dos esforços de muitos filósofos, afirmou o Aquinate ser a filosofia perene já que a contribuição dum só homem, pelo seu trabalho e pelo seu gênio para o progresso da verdade é pouco comparada com o conjunto da ciência; no entanto, de todos esses elementos coordenados, escolhidos e reunidos, alguma coisa de grande se fez [In II Met, lec.1]. Por isso, para Tomás, é importantíssimo voltar às opiniões dos antigos, sejam as de quem for, pois isso é-nos duplamente útil, seja para guardarmos para o nosso uso o que disseram de bom, seja para nos defendermos do que disseram de mal [In I De anima, lec.2, n15]. De fato, a verdade que a razão perscruta lhe é natural e a sua investigação convém à filosofia. Mesmo pela razão pode-se alcançar as verdades referentes às realidades divinas inteligíveis, possíveis de serem investigadas pela razão humana [CG.I,4].

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