DÉCIMO PROBLEMA – O PRINCIPAL PROBLEMA DOS RELACIONAMENTOS CONJUGAIS (AMOROSOS)

EM UMA SEQUÊNCIA DE POSTAGENS EU LISTEI VÁRIOS PROBLEMAS QUE TIVE NO MEU ÚLTIMO RELACIONAMENTO CONJUGAL. EM CARTA, A MINHA EX-CÔNJUGE LISTOU VÁRIOS PROBLEMAS QUE ELA ENXERGAVA E EM CONSENSO REDIGIMOS UM ÓTIMO DOCUMENTO. NESTE DOCUMENTO HAVIA NOVE PROBLEMAS QUE RECONHECÍAMOS. MAS FALTOU UM QUE NÃO ESTAVA LÁ E É JUSTAMENTE A ANÁLISE DESTE PROBLEMA QUE ESTÁ CONTIDO NESTE TEXTO – O MAIS ESSENCIAL DOS PROBLEMAS.

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PROBLEMA 10 – A POSTURA INAPROPRIADA

Este problema não está explícito em uma das citações de N6A2011/12, mas engloba todas elas. Este problema pode não ser visível através da análise simples e imediata, mas é de uma importância tamanha que torna todos os problemas da relação contingentes. Nesse sentido, o problema de eu irei falar é o mais essencial da relação, é o problema que corrói com mais veemência a estrutura de um relacionamento e faz com que tudo que foi um dia construído desabe.

O problema de que falo está relacionado, diferentemente dos que foram retirados das citações de N6A2011/12, não a algo como produto do relacionamento em si, mas sim da postura dos cônjuges ou de um dos cônjuges especificamente. O problema de que falo está relacionado à postura adotada pelos cônjuges ou por um dos cônjuges de focar nos problemas da relação.

Quando um cônjuge tem a postura de “focar nos problemas” ele acaba tendo olhos somente para os problemas da relação, ele não enxerga mais nada dentro da relação a não ser problemas. Digamos que para esta pessoa tudo o que acontecer resultará e problemas, ela já espera de tudo um problema, um conflito, algo desgastante de caráter negativo. Em outras palavras, o indivíduo vive baseado numa visão puramente negativa do relacionamento, e ouso dizer que através de uma análise poderá se constatar que em outros âmbitos da vida ele se apresenta com esta mesma postura.

Imbuído deste espírito de negatividade o cônjuge ou os cônjuges não conseguem perceber o que acontece de bom dentro do relacionamento ou, no caso de conseguirem enxergar estas coisas boas, não se permitem vivenciar o momento bom com uma devida qualidade. Em outras palavras, os indivíduos que apresentam esta postura de focar nos problemas são incapazes de valorizar os momentos bons do relacionamento.

Podemos dizer também que um cônjuge que dá uma importância muito grande aos problemas dentro da relação conjugal não conseguiu entender o sentido de um relacionamento conjugal, ou melhor, não conseguiu entender o princípio que deve reger um relacionamento conjugal. O princípio que rege o relacionamento conjugal, bem como eu mesmo escrevi a alguns posts atrás, estabelece de maneira geral que um relacionamento deve fazer bem, acima de tudo, aos cônjuges, deve ser algo positivo e que traga justamente coisas positivas para os cônjuges. Talvez não tenha ficado claro a minha proposição de que quem foca nos problemas não entendeu o princípio geral do relacionamento conjugal, pois quem pensa nos problemas pode ter a intenção de resolvê-los. Pois bem, vejamos a seguinte exposição:

Estabeleço que a postura de focar nos problemas esteja em um polo negativo de se viver dentro da relação conjugal. Neste polo negativo tudo é justamente negativo, há uma ânsia pelos problemas, uma espera dolorosa pelos conflitos, um mal estar predominante na convivência. O indivíduo, como já foi dito, não e abre para outras possibilidades, principalmente a possibilidade de que não haja problemas, de que as coisas possam ser diferentes. E quando consegue perceber algo de positivo não consegue viver este momento positivo bem como deveria, com qualidade, valorizando-o, exaltando-o ou até glorificando-o.

Neste sentido, é de se imaginar que a postura mais viável para se viver uma relação conjugal seja a de focar no que acontece de positivo. Sim e não, eu digo! Esta é sim a postura ideal, desde que ela não coloque o indivíduo em um polo oposto ao polo negativo, ou seja, esta será a postura mais viável para viver um relacionamento conjugal desde que não eleve o cônjuge a um polo positivo. Costumo dizer que toda postura, comportamento ou atitude extremista não é de toda saudável, sempre há um problema nela. E o problema na postura extremista de focar nos fatores positivos é justamente transformar o indivíduo em alguém muito inocente, ingênuo. O indivíduo acaba enxergando beleza em tudo, mas nem tudo é belo. Esta postura positiva extremista também não é a mais viável, apesar de, diferentemente da postura negativa extremista, trazer alguns fatores positivos para a relação conjugal, como alegria, certa paz.

Estas duas posturas de caráter extremista não estão de acordo com o princípio que deve reger o relacionamento conjugal na medida em que não fazem bem ao relacionamento como um todo ou a um cônjuge. A postura negativista, apesar de estar de acordo com o princípio geral do relacionamento na medida em que busca solucionar problemas dentro da relação, não está de acordo visivelmente pelo fato de o indivíduo estar procurando constantemente problemas, torna-se um vício; o indivíduo se torna um viciado nos problemas, nos conflitos, nas brigas e isso de maneira nenhuma consegue ser de todo positivo para a relação conjugal. Em síntese, esta postura torna a relação conjugal uma arena de batalha, onde se vive em detrimento das brigas, da guerra sem visar como produto disso o bem da relação, vive-se os problemas pelos problemas; O indivíduo precisa dos problemas para se sentir bem, precisa dos problemas para satisfazer sua necessidade patológica, bem como um alcoólatra, um drogado, etc. Mas e a postura positivista, como ela pode não estar de acordo com o princípio geral da relação? É simples, esta postura extremista está de acordo com o princípio geral da relação na medida em que leva o indivíduo a focar o seu olhar nos momentos e fatores bons do relacionamento conjugal, leva o indivíduo a ter olhos somente para as vivências positivas. Isto é fundamental para a relação como um todo, pois a valorização destas coisas boas incita a que se façam mais coisas boas dentro da relação, ou seja, valorizar as coisas boas atrai mais coisas boas. No entanto, esta postura não está de acordo com o principio geral da relação conjugal na medida em que esta visão extremista voltada para as coisas boas leva o indivíduo a ser ingênuo e irrealista. Ou seja, esta postura positivista é uma visão fantasiosa da realidade. Ora, de maneira alguma a vida é só beleza, de maneira alguma só acontecem coisas boas na vida, pois existem problemas, simples e complexos, na vida de todo mundo. Esta postura pode ser negativa para o indivíduo, pode trazer para ele problemas. Uma forma simples de exemplificar um problema provindo desta postura positivista é através do que acontece na realidade mesmo: muitas pessoas tendem a se aproveitarem das pessoas mais inocentes, mas ingênuas, e como os de postura positivistas apresentam estas características podem ser abusados pelos mais espertos. É justamente por isso que viver desta maneira não está de acordo com o princípio do relacionamento, não somente por ele se tornar ingênuo, inocente, mas por isso permitir que estas pessoas possam ser abusadas, que outras pessoas se aproveitem disso, inclusive dentro do relacionamento conjugal; De certo, isto não faz bem para o indivíduo que tem esta postura e se não faz bem para ele não está de acordo com o principio de que falamos.

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~X~

(Andinho Yankee)

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