RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS CONJUGAIS BASEADOS NA PRÁTICA – INTRO

Bem como foi explicitado por N6A2011/12, estar bem é:

“[…] ter tranquilidade, a calma, me sentir segura de novo dentro de seu abraço, e que as coisas voltem a funcionar, mais agora não do jeito que eu quero, e sim do jeito que elas têm que ser, é ter estabilidade […]”.

De modo geral, vemos que o estado de bem-estar para N6A2011/12 é situado no sentimento de calmaria, no sentido de estabilidade emocional. Esta concepção se contrapõe a de achar que o bem estar é caracterizado pelos sucessivos acontecimentos de caráter positivo no dia a dia, colocando deste modo o bem-estar em um polo que se contrapões ao do mal-estar, que é caracterizado pelos sucessivos acontecimentos de caráter negativo do dia a dia. Nestes casos, está-se bem quando as coisas acontecem de maneira boa e está-se mal quando as coisas acontecem de maneira ruim. Podemos verificar isto na citação:

“[…] eu diria que estar bem, seria quando as coisas estivessem ao meu modo, que as coisas estivessem sempre agitadas, que sempre houvesse o calor das emoções em tudo […]”.

Nesta concepção o individuo recusa que possa haver bem-estar se as coisas estão neutras, simplesmente calmas, em equilíbrio, moderadas.

Mas em se tratando de um relacionamento, o que é estar bem? De acordo com esta concepção, estar bem em um relacionamento é estar em um estado de ausência de estados negativos e não necessariamente envolvido constantemente de estados positivos, o primordial é estar sem o mal-estar.

Mas, antes de tudo, antes de se discutir sobre determinadas coisas sobre um relacionamento devemos saber o que é um relacionamento; Ele é uma relação estabelecida espontaneamente por duas pessoas com determinados objetivos e é perpassado por determinados anseios de ambas as partes. Segundo N6A2011/12, o relacionamento tem que ser algo que:

Que ele faça bem aos cônjuges, que ela seja o ponto de paz […]”.

Notamos que o relacionamento, para N6A2011/12, tem de estar de acordo com o principio de bem estar, ou seja, tem que proporcionar aos envolvidos diretamente na relação estarem em um estado de paz, equilíbrio, estabilidade de modo geral.

Ademais, é sabido que o relacionamento tem de ser vivido por ambos os envolvidos diretamente nele e desta vivencia, às vezes, surgem conflitos. Se for do interesse dos cônjuges, ou seja, daqueles que estão envolvidos diretamente no relacionamento estes conflitos serão resolvidos. Segundo N6A2011/12, o método para resolver estes conflitos é o seguinte:

“[…] que seja feito por criticas também, principalmente as construtivas, que contribuirão para o crescimento, que sejam sempre o bem um para o outro”.

Pois, na sua concepção, o relacionamento deve ser;

“[…] o ponto de paz, vejo-o como uma base para enfrentar todos os momentos da vida, sejam eles bons ou ruins […]”.

Fica evidente que N6A2011/12 baseia seu método de resolver os conflitos no diálogo e notamos que ela espera do outro a compreensão necessária para fazer criticas a respeito dos seus problemas e para aceitar as criticas dela a respeito dos problemas do outro. Isto acaba ficando de acordo com a sua concepção de relacionamento, pois nos é evidente que críticas construtivas contribuem para o crescimento, caso o outro as aceite como construtivas e tenha a consciência voltada para se tornar melhor dentro das suas possibilidades.

A partir destas considerações podemos analisar se o relacionamento de N6A2011/12 está de acordo com o que ela almeja de um relacionamento. Em carta recente ela expõe ao seu atual cônjuge os problemas que perpassam o seu relacionamento. Veja alguns trechos retirado da “Carta 1”:

  1. A sinceridade, mesmo ás vezes omitindo algumas coisas na hora que elas ocorriam, elas sempre vinham à tona depois”.

  1. Acredito que nos falte cumplicidade, somos namorados, e amigos, mas não sei, nos falta isso, ela só existe quando estamos juntos, e depois disso ela simplesmente some”.

  1. “[…] só que nós somos mais companheiros quando é necessário, e hoje eu acredito que precisamos dele até quando não se faça necessário”.

  1. A privação de estados, principalmente quando estes forem emocionais […]”.

  1. Ao menos a tentativa do desenvolvimento de confiança […]”.

  1. “[…] que não seja um relacionamento cansativo, em que só discutimos, nós precisamos estar sempre bem um com o outro, e em um sentindo que seja positivo para nós dois”.

  1. “[…] acho que nos falta um pouco de cobrança, acredito que todo relacionamento precise de um pouco, é saudável, a gente só aceita sempre o que o outro quer, passando ás vezes até por cima do que nós mesmos achamos”.

  1. Que deixemos de competir, sempre escutei isso de você, mais hoje isso faz mais sentido, seja negativamente ou positivamente, sinto como se estivéssemos sempre apostando”.

  1. “[…] e que eu me sinta útil para você, que eu possa lhe ajudar”.

Percebemos então que os problemas da relação de N6A2011/12 com seu cônjuge são diversos e dos mais variados. Analisaremos cada uma das citações examinando o seu conteúdo interno no intento d procurar a natureza do problema ou dos problemas em questão em questão no sentido de verificar em que grau ele pode prejudicar um relacionamento conjugal e quais as consequências concretas que ele pode trazer para tal relacionamento.

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~X~

(Andinho Yankee)

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