CONTRATO CONJUGAL 3 – DOIS MODOS DE CONVIVÊNCIA EM UM RELACIONAMENTO CONJUGAL

ULTIMA PARTE DO TRABALHO DENOMINADO “CONTRATO CONJUGAL”. AS DEMAIS PARTES FORAM POSTADAS ANTERIORMENTE.

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Como as pesssoas vivem um relacionameento conjugal em meio aos anseios e à trindade presente no relacionamento? De dois modos!

Já vimos que o relacionamento conjugal pode interferir no estado das pessoas – por exemplo, se o relacionamento vai mal as pessoas podem ficar em um estado de mal-estar; por outro lado, se o relacionamento vai bem as pessoas tendem a ficar bem –. E vimos também que o estado do relacionamento depende das atitudes dos cônjuges. Ora, o cônjuge é a vida do cônjuge; estes são inseparáveis, então isto quer dizer que, por um lado a vida dos cônjuges influencia na vida do relacionamento e, por ouro lado, a vida do relacionamento influi na vida dos cônjuges. Esta influencia se dá em basicamente dois modos de se viver um relacionamento, cada um com sua peculiaridade trazendo consequências especificas.

O primeiro modo diz respeito a uma convivência perpassada pela ilusão de achar que se pode viver a vida pessoal independente da vida comum. O cônjuge que baseia a sua relação com o outro nesta atitude é caracterizado como egoísta. Ora, é egoísmo não querer compartilhar a sua vida com outra pessoa e querer apenas usufruir de um lado da sua vida pessoal e, por outro lado da sua vida dentro do relacionamento, considerando esta como ultima como a sua própria vida pessoal. As pessoas deste tipo geralmente são omissas, ou seja, escondem informações do seu cônjuge, as vezes pretendendo não se envolverem a fundo no relacionamento e outras vezes de má fé, querendo confundir o parceiro.

É visível que o modo de convivência perpassado pelo egoísmo não é viável para um relacionamento conjugal, pois contraria o principio geral do relacionamento conjugal que é fazer bem para ambos os cônjuges – pois ninguém entra em um relacionamento buscando o mal. Assim, acaba se tornando algo sem sentido se relacionar conjugalmente com alguém deste modo.

Ademais, é notável que nas condições de um relacionamento onde alguém omite fatos do cotidiano, pensa somente no bem de si e esquece-se do bem do relacionamento como um todo, o relacionamento não caminhará em uma boa direção. Pois com este comportamento do cônjuge o outro estará fadado a viver com dúvidas a respeito do cônjuge, sem certezas a respeito da vida do outro no relacionamento, e isto de maneira nenhuma faz bem para o relacionamento. Há possibilidade de este comportamento do cônjuge acarretar mais estados negativos no outro cônjuge, o que só contribui para o mal do relacionamento. Por fim, a meu ver, em nada este tipo de comportamento contribui para o bem do relacionamento, pois tudo o que ele proporciona é negativo; situações negativas para o relacionamento.

O segundo modo de convivência dentro de um relacionamento conjugal é perpassado pela cumplicidade entre os cônjuges. Aqui, ao contrário dos cônjuges acharem que é possível viver em um relacionamento sem se envolver efetivamente com o outro e fazer deste relacionamento algo que não seja bom para ambos, é procurado estabelecer o máximo de intimidade possível na vida do relacionamento. O envolvimento de um cônjuge com o outro dentro da vida do relacionamento deve ser em um grau tal que permita ambos se sentirem seguros com relação ao outro – pois como eu já trato em “Paradoxos da confiança”, a confiança é algo que se tem a respeito do outro e é exatamente o outro que tem que causar o sentimento de confiança no seu cônjuge – para que a relação seja agradável para ambos.

Ademais, a importância do envolvimento não é só para se ter confiança em relação ao outro, mais que isso, os cônjuges se sentirão seguros entre si. Notamos facilmente que este envolvimento está de acordo com as nossas indagações a respeito dos anseios do outro; Ora, o envolvimento permite que os cônjuges estejam a par dos anseios do outro, mas, além disso, é importante, como já vimos, estes anseios devem ser de modo geral compartilhados. É exatamente neste ponto que entra a questão da cumplicidade. Quando os objetivos são compartilhados, são convertidos em objetivos comuns e é preciso que haja cooperação de ambas as partes para que se chegue ao objetivo, ao anseio compartilhado; é a cumplicidade que permite esta cooperação, ou melhor, a cumplicidade é esta cooperação.

Vale ressaltar que é de suma importância para o relacionamento como um todo e inclusive para a vida pessoal de cada cônjuge a segurança e a confiança passada por este modo de convivência. Primeiramente o relacionamento progredirá com qualidade se os cônjuges tem confiança um no outro, o estado de cada um será agradável, de bem estar. Ademais, este bem estar influenciará na vida pessoal de cada um trazendo qualidade no dia a dia. Assim, para se viver bem a vida pessoal, neste caso, deve-se estabelecer antes de tudo qualidade no relacionamento, bem como já foi dito anteriormente.

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~X~

(Andinho Yankee)

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