Como acontecem as relações e como deveriam acontecer.

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Conversa gravada com Renata Brito, em 09/01/2012, acerca de como anda os relacionamento atualmente e principalmente, como eles acontecem. Eis algumas das respostas dela:

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[…] Bom, pelo que eu vejo, sem muito rodeio científico, há vários tipos peculiares de como decorrem as relações conjugais e dois tipos são bastante comuns e se mostram de maneira bastante acentuada, principalmente aqui no Brasil […]

 …

[…] O mais conhecido e pouco efetivo na realidade é a decorrência tradicional. É o modo que é pregado geralmente pelos nossos pais, pois estava bastante presente e efetivo na realidade deles, então é ainda existente por herança cultural, mas o que se vê é que ele está sumindo de maneira geométrica nos últimos anos […]

[…] Algumas das principais características deste tipo de “Decorrência da relação”…

1-      No primeiro momento as pessoas se conhecem, mas é no sentido extenso de se conhecer, ou seja, ter ciência das minúcias da outra pessoa.

2-      No segundo momento assumem uma relação de maneira formal. Isso implica que houve uma reflexão a respeito das características de maneira que sejam pesados os prós e os contras de se partir para uma relação séria.

3-      Logo após, seguem estáveis até se sentirem confortáveis e maduros o suficiente para subir a um patamar de relação mais estável, isto é, noivado, casamento, filhos.

[…] Podemos dizer que este modo de decorrência é racional, sistematizado, pois ele segue uma ordem coerente. É como um percurso mapeado… Pois nele você tem que passar por vários pontos para chegar a um FIM almejado, sendo que o inicio do percurso seria o inicio do relacionamento e este fim, o patamar mais elevado, que é uma relação de casamento, com filhos, etc.

 …

[…] O segundo modo, por sua vez, vem se mostrando altamente efetivo na realidade atual (Séc. XXI). Trata-se de um modo que podemos dizer que existe há X data, no entanto, com as mudanças trazidas principalmente pela globalização este modo de “Decorrência de relação” vem sobrepujando os demais modos de caráter tradicional.

[…] As peculiaridades deste modo…

1-      Acontece geralmente de modo intenso, há uma identificação de ambos os envolvidos de maneira muito rápida, isto faz suprimir a necessidade de passar por fases que são essenciais para se poder passar a fase da seriedade.

2-      Não há reflexão a respeito das características prós e contras do outro para se chegar à fase de assumir com seriedade do relacionamento. Isto faz com que os atritos sejam comuns no decorrer da relação, pois os contras irão aparecer e, na tentativa de superá-los, os cônjuges entrarão em conflito.

3-      Nem sempre a relação é assumida de maneira formal, podendo ficar na informalidade até o momento em que assumir seja mais um conflito a ser travado envolvendo também outros agentes externos.

4-      Geralmente é finalizado brevemente em virtude principalmente dos conflitos que vão surgindo pelo não-conhecimento dos contras do outro e do produto destes conflitos, como a desconfiança, orgulho, paranóia, etc. Sem contar que as dores de cabeça (angústia) serão companheiras quase que inseparáveis dos cônjuges, pois queimarão muito neurônios para resolver os problemas da relação.

5-      Raramente este tipo de relacionamento chega a um patamar considerável, no entanto, a presença de filhos é bastante comum. É importante saber que eu uso como critério de patamar elevado não somente o “Documento” ou qualquer prova de base burocrática, mas sim a maturidade da relação.

 […] Podemos dizer, com plena certeza, que esta forma de relacionamento é reflexo da desorganização, da irracionalidade e da imaturidade. Pois ele segue de maneira desordenado, os cônjuges vivem a míngua do inesperado, do incerto, é como “vivendo a vida adoidado”.

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– Eu sonho com o dia em as conversas/diálogos com pelo menos 1/3 das pessoas que eu conheço sejam assim, com conteúdo e forma.

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~X~

(Renata Brito / Andinho Yankee)

4 respostas em “Como acontecem as relações e como deveriam acontecer.

  1. Cara, essas mulheres da Psicologia são tensas.
    Eu sinceramente fico besta com vcs conversando… sabe né, minha área é outra e tal.
    Mas eu concordo com ela (E nem ouso discordar) quanto a estes dois modos… Até j´´a vivi esse segundo aí velho, posso dizer que, de fato, nao dura muito. O tradicional, como ela diz, é a afirmação da razão, rsrsrs

  2. Pois é cara, as mulheres da psicologia são fodex.
    Ah, e sei bem o que vc quis dizer com “Já vivi isso”, foi triste.
    Nem dá pra discordar mesmo, principalmente quando vc tem isso na sua realidade, eu tambem sei bem como é. Ah, pelo jeito ainda podemos viver né, pois este modo é bem atual. Sei bem que é atual, rsrs, infelizmente. É triste também saber destas características.

  3. Pois é… Acho lindo quando ela explica as coisas depois tende a prever o futuro, vc puxou isso dela Andinho.
    É triste né, os conflitos e os produtos… O dia a dia vai se tornando chato, vc não confia, fica esperando a qualquer momento um comportamento inadequado da pessoa, insegurança adquirida, vc tende a se defender… Se torna uma chatisse… O fim fica próximo. Renata é Maravilhosa.
    Amei, só nao gostei de ficar fora da conversa.

  4. Rs, vc tava na piscina quando conversamos.
    Que bom que puxei isso dela, quando crescer quero ser como ela.
    Vc falou tudo Samara nesse segundo trecho de comentário, é assim mesmo. É triste, mas é assim.
    É aquele momento em que vem na cabeça que o melhor seria tá sozinho. #Seicomé.
    Enfim, respira e respira sem parar.

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