O Renascimento cultural

O RENASCIMENTO

O período da história chamado “Renascimento” é marcado por uma revolução no âmbito da cultura, principalmente nas artes e nas ciências. Ademais, essa revolução tem como pano de fundo o desapego às tendências do período medieval, o qual colocava as entidades divinas no centro quando se tratava da visão do mundo em si. Deste modo, o Renascimento colocava o homem como sendo o sujeito histórico capaz de agir e modificar a natureza, ou seja, o mundo, de acordo com a sua vontade, por isso, este período é caracterizado por um grande desenvolvimento da ciência, pois através dela o sujeito podia interferir na natureza e entendê-la através de métodos específicos.

O Renascimento se dá na Europa entres anos 1300 e 1650. O renascimento serve como referência na história para marcar o declínio e o conseqüente fim da Idade Média. No período da história chamado “Medieval”, isto é, na idade média, que vai do século V ao século XV, tem como característica principal o auge do Cristianismo. Basicamente, tudo gira em torno das questões religiosas neste período, assim, Deus é o sujeito principal. A idade Média é chamada de idade das trevas, no sentido de escuridão, obscurantismo. Era como se não fosse permitido enxergar outra coisa se não fosse o que a igreja permitisse, neste caso, o que era permitido era as questões divinas, a primazia de Deus sobre todas as coisas e o que não estivesse inserido neste assunto ou fosse contra ele era descartado com o risco de morte para os autores e adeptos desta tendência. Toda a arte, ciência e valores deste tempo convergem para um ponto em comum, Deus. Com o início do Renascimento, esse modo de agir e pensar entra num declínio.

O Renascimento em si representou uma revolução cultural. As produções artísticas e cientificas eram desenvolvidas fortemente na Europa, principalmente na Itália, nas cidades de Gênova, Veneza e Florença, cidades estas que eram ligadas principalmente ao comércio. Com o crescimento do comércio, cresceram também as cidades que foram se tornando cada vez maiores. A Itália ainda não era uma nação e com o desenvolvimento do comércio e a urbanização na região onde ela estava localizada os governantes se viram na necessidade de ter reconhecimento social, então começaram a investir na cultura, financiando artistas e intelectuais.

A produção renascentista tinha características peculiares que eram distintas das produções do período que a antecedia, ou seja, tinha características diferentes das produções da Idade Média. O retorno aos ideais Greco-romanos de natureza é o que marca o Renascimento. Para os renascentistas, os gregos tinham uma visão completa da natureza, pois valorizava a natureza material como ponto de partida para as produções científicas, do mesmo modo que na arte estavam impressos temas relacionados à natureza, assim como o homem, os valores referenciais humanistas.

O antropocentrismo é o que impera no período do renascimento. O antropocentrismo trata-se de uma visão de mundo que coloca o homem como sendo o centro das questões relacionadas ao mundo. Afirma que o homem tem liberdade e capacidade para escolher o seu caminho, também pode escolher, fazer e conhecer tudo o que for possível través da sua inteligência, dentro das limitações naturais. O antropocentrismo diferencia-se do Teocentrismo da idade Média que, ao invés do homem, coloca Deus no ponto principal, Deus é o centro e tudo gira em torno dele, é ele quem pode tudo e tudo depende dele. Com o homem sendo o centro, a ciência agora é mais valorizada que a fé, pois tudo não depende mais de Deus, não é só por vontade de Deus que o homem conhece e sim por vontade própria, então a ciência, o conhecimento através do próprio esforço do homem estará em alta com mais credibilidade.

A ciência renascentista é marcada pelo racionalismo. O racionalismo é uma corrente de pensamento filosófico e científico que prima pela razão, ou seja, a inteligência do homem. O método científico mais usado é o experimentalismo, isto é, um método que consiste em fazer experimentos com materiais da natureza para se chegara uma conclusão. Ou seja, é simplesmente tirar a prova utilizando o objeto real, não apenas com base na dedução mental, mas sim na experiência. Por isso Deus não estava em alta neste tempo, por que ele é uma entidade espiritual em que cremos com base na fé, neste racionalismo cremos em algo com base na experiência, na comprovação, na prova de algo que se supõe.

Também o hedonismo era muito praticado neste período. O hedonismo é a busca e valorização dos prazeres em geral. Esta busca era totalmente descontrolada, sem limites e sem pensar nas conseqüências. Em outras palavras, é a busca do prazer simplesmente pelo prazer. Este fato também é conseqüência do antropocentrismo, que dá pleno poder ao homem para ter, buscar o que quiser sem pensar em conseqüências terrenas ou divinas.

O movimento renascentista, já desenvolvido, não ficou limitado à península itálica, mas se expandiu por grande parte da Europa e chegou a outros países como a Inglaterra, Portugal, Espanha, França e Países Baixos.

Dentre os artistas e cientistas mais importantes deste tempo, temos o inglês William Shakespeare (1564-1616) que produziu obras como “A megera domada”, “Hamlet”, “Sonho de uma noite de Verão”, “Romeu e Julieta”; O polonês Nicolau Copérnico (1473 – 1543) que desenvolveu a Teoria heliocêntrica, a qual afirma que o Sol está no centro do universo, diferente do que se acreditava na idade Média onde a Terra estava localizada no centro do universo e que o sol, a lua e os outros planetas giram em torno dela; também temos Michelângelo Bounarroti (1475 – 1564), pintor e escultor, produziu obras como “Moisés”, “Pietá”, “Davi” e pinturas da Capela Sistina; outro pintor bastante conhecido é Rafael Sanzio (1483 – 1520), pintou várias Madonas, que são representações da Virgem Maria com o menino Jesus; Leonardo da Vinci (1452 – 1519) também é deste tempo, foi pintor, escultor, cientista, escritor, etc. Sua pincipais obras são “Monalisa” e a “Última ceia”. O autor de “Don Quixote de La mancha”, o dramaturdo, romancista e poeta espanhol, Miguel de Cervantes (1547 – 1616) também se destacou na Renascença.

~X~

(Anderson Yankee, Elisabeth Pereira)

http://ask.fm/Andyankee

15 respostas em “O Renascimento cultural

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