A arte da pegação (INTRO)

Introdução

 …

Durante todo o tempo que eu estive solteiro, procurei estar presente nos mais diversos lugares que compõem o âmbito da “curtição”, isto é, lugares badalados onde as pessoas vão para se divertirem à maneira daqueles determinados lugares. Bares, raves, boates, shows, festas particulares, entre outros lugares compõem este tal âmbito da curtição. Nestes lugares é verificado, dentre outros, o fenômeno da pegação, que é simplesmente a situação onde há o relacionamento entre duas pessoas perpassado pela atração entre as duas pessoas. Para esse fenômeno ocorrer há uma sorte de técnicas utilizadas por ambos os sujeitos envolvidos na situação.

Lugares como bares, raves, boates, shows e festas existem com a intenção basilar de proporcionar às pessoas que os freqüentam a diversão, ou como chamamos no início, a curtição. As pessoas freqüentam estes lugares segundo a sua vontade perpassada pelo seu gosto, ou seja, as pessoas vão a tais lugares devido ao seu desejo e ao seu gosto, tendência ao gênero musical, ambiente, prestação de serviços, dentre outros determinantes. Ademais, pessoas de diferentes estados civis freqüentam estes locais, são casais[1] e pessoas solteiras. Pode-se dizer que os casais vão exclusivamente para desfrutar do ambiente, dos serviços, do local em si. Já no caso das pessoas solteiras, estas se dividem em dois grupos, o das pessoas que freqüentam o local exclusivamente para se divertir e, por conseguinte, o grupo dos que almejam a pegação. O primeiro grupo, assim como os casais, freqüentam tais locais na intenção de desfrutar do local visando a diversão própria. Por outro lado, o grupo das pessoas solteiras que visam a pegação se utiliza do local para este fim e situam a sua diversão neste fenômeno. Deste modo, ambos os grupos visam se divertir, mas o segundo situa a sua diversão (curtição) no fenômeno da pegação, enquanto que o primeiro situa em outras coisas como dançar, beber, o próprio ato de sair de casa, encontrar os amigos, etc.

A pegação pode ser heterossexual ou homossexual[2]. A minha experiência situa-se na heterossexualidade, então é deste caso específico que tratarei aqui, o que não quer dizer que alguns dos pressupostos não sejam aplicados à homossexualidade. No caso da heterossexualidade tratamos, logicamente, da relação entre homens e mulheres, quando um homem se relaciona com uma mulher. Apesar de neste caso os indivíduos serem de gêneros diferentes, o que pressupõe comportamentos e pensamentos distintos, há traços em comum entre os dois gêneros, pois antes de tudo homem e mulher são humanos e compartilham da mesma natureza. Sendo assim, com o exercício de observação é possível identificar traços no comportamento de ambos que permita ao outro interagir com tais traços para facilitar a pegação, ou seja, é agir com base na lógica – aquela pessoa está agindo de tal modo, parece estar vulnerável, parece estar disponível – para se chegar mais facilmente ao seu objetivo, a pegação.

De fato, identificando certas atitudes nas pessoas, observando o comportamento de quem está ao nosso redor é possível identificar uma pessoa que está vulnerável, ou seja, que está disposta a ceder à pegação. Noções básicas de psicologia já permite fazer uma reflexão acerca deste assunto, ela revela que certos comportamentos, discursos ou até modos de se vestir revela o estado psicológico de uma pessoa e, sabendo um pouco destas questões é possível tornar mais possível relacionar-se com uma pessoa. É este o centro da discussão sobre a arte da pegação, partir de pressupostos verossímeis para se chegar a métodos eficazes de como atrair uma pessoa, de como tornar mais fácil a pegação, de como não se frustrar diante da pegação e, principalmente, entender que relacionar-se com alguém é algo simples e que o centro da questão não é a beleza.


[1] Aqui não se considera os casais com relacionamento aberto e sim, somente os casais com relacionamento onde somente os dois relacionam-se entre si e a tentativa de compenetração de outro individuo neste relacionamento seja considerado algo da mais extrema negatividade por contrariar os princípios conjugais do casal.

[2] Aqui não tratarei do tipo de pegação homossexual pelo fato de não ter experiência com a mesma, no entanto, creio que muitos dos pressupostos que aqui serão tratados para o tipo de pegação heterossexual possa ser aplicado ao homossexual.

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~X~

(Andinho Yankee)

3 respostas em “A arte da pegação (INTRO)

  1. Oii, obrigada pelo comentário ;D
    Muito bom o texto. Um assunto legal de ler sem cansar, hehe.
    É, cada pessoa acha seu jeito de sair e se divertir. Com certeza só de observar uma pessoa já descobrimos muito sobre ela e percebemos tbm seu humor.

  2. Eu odeio a expressão pegar ,trata a pessoa como se fosse um objeto ou algo do tipo , a questão é que nesses lugares ,principalmente micaretas,carnaval esses eventos mais “agitados” as pessoas beijam mesmo um homen fica com “20 ” mulheres ,ou vice e versa,isso me deixa intrigado prefiro a arte da conquista ,aquela que vai devagarinho ,não frequento muito esses lugares prefiro barzinhos de rock,shows (de rock,mpb,jazz) ou os festivais.
    Mas cada curte de sua maneira entao …

    Parabéns pelo post muito bom!

  3. – sa mos juntos ontem s seis e quarenta e cinco conversamos durante alguns minutos na cal ada e tomamos dire es opostas fui procurar um t xi na avenida rio branco e ele foi pegar o carro no edif cio-garagem menezes cortes. a se admitir como verdadeiro o relato de bia vasconcelos rose teria pegado o nibus no centro da cidade e descido no ponto em frente ao parque lage. rose pega o nibus no centro da cidade seis e quinze seis e meia da tarde o nibus est lotado ningu m presta aten o na mo a discreta em p espremida entre os demais passageiros alheia ao que se passa sua volta.

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