[INTRO] Paradoxo do Nobre

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O presente texto se trata da introdução do texto denominado “Paradoxo do nobre”, de Andinho Yankee. As demais partes do texto serão postadas em outra (as) oportunidade (es). O texto completo pode ser obtido com o autor em: andersophia@gmail.com.

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Paradoxo do nobre

 

Nobreza (adj.) é a qualidade das pessoas nobres e é sinônimo, dentre outros significados, de generosidade. É justamente da nobreza sendo sinônimo de generosidade que eu quero tratar aqui. Para isto eu trago o relato de um caso próprio, o qual chamou atenção de mim mesmo.

 

“Era um rapaz que meses atrás tinha sofrido demasiadamente por conta de um mau relacionamento conjugal. Levantou-se após uma queda dolorosa e seguiu a sua vida levando um arcabouço de aprendizado enorme, isto é, amadurecimento. Chegado o momento em que todo aquele sofrimento não fazia mais sentido, ele se viu como sendo protagonista de uma história de bonança, onde só havia alegria de acordo com seus gostos, preferências, seus desejos. Esse cara não era mais o mesmo, apesar de trazer consigo muito do que fora um dia”.

 

Nas últimas semanas, aconteceu algo novo o qual eu não esperava que acontecesse tão brevemente: Em alguns posts atrás citei que minha vida, naquele momento, se identificava com uma “ejaculação precoce” (Hã?), isto porque tudo estava acontecendo de maneira boa e rápida, tudo momentâneo, mas muito agradável. Com isto, eu não estava me preocupando muito, nem refletindo sobre as coisas que aconteciam, só sabia que era bom! E assim segui.

Mais tarde passei a agir com mais cautela, refletindo mais, estando mais ligado ao que acontecia. A intenção era fazer as coisas boas durarem mais. Assim eu teria menos experiências, contudo, mais intensas. Queria viver o que o dia me dava até o fim, extraindo tudo o que aquele momento poderia me dar! E assim segui, e assim sigo até hoje! No entanto, não fico vidrado em sistematizar tudo o que vivo (risos!), isso é natural, é uma nova postura adotada que assimilei como hábito. E assim estou.

 

Em meio a essa vivência não deixei de ser quem sou, logicamente, a essência de @AndinhoYankee permaneceu. O que me faz ser eu como os mais íntimos conhecem. E quem mais íntimo a mim do que eu mesmo? Sou brincalhão, faço piadas com tudo, sou comunicativo, irresponsável… Enfim, um monte de adjetivos que somando tudo dá @AndinhoYankee.

Em meio a essa mudança e conservação da essência; do mesmo modo que está lá na Metafísica Aristotélica; duas características marcantes de mim se modificaram, eis que tratando delas posso chegar ao ponto que quero, que é a nobreza. As duas características são: A distração e a minha fraqueza exacerbada por mulheres (risos!)

A distração que aqui trato não se trata da distração como tratei alguns posts atrás no “A natureza da minha falta de atenção”, pelo menos não no sentido explicitado neste texto. A distração que aqui trata é a tradicional distração; a que nos faz deixar de perceber as coisas que acontecem ao nosso redor involuntariamente. Quanto à fraqueza exacerbada por mulheres, o próprio termo já dá conta de dizer do que se trata. Acontece que eu não conseguia recusar, sob qualquer circunstância, ficar ou ter qualquer tipo de relacionamento que envolvesse beijos ou sexo com qualquer menina que eu me sentisse atraído.

E estas características marcantes de mim mudaram, a começar pela distração. Neste caso, hoje eu me ponho mais de fora das situações, deixo de vivê-las e passo a analizá-las, por exemplo: Receber uma mensagem positiva de uma ex-namorada provinda de um recente ex-namoro – “Não há um único dia em que eu não lembre você. Espero que esteja bem” – E chegar a conclusão de a mensagem foi fruto de um devaneio, de uma inconseqüência, de um ato puramente emocional, irracional e incoerente, em seguida transformar aquela mensagem de caráter positivo em algo de caráter negativo para ambos os envolvidos no caso, só pode ser fruto de uma percepção apurada, de uma racionalidade ativa, e não do simples afeto. Quanto à fraqueza pelo sexo oposto, a racionalidade ocupou-se de controlá-la. Como já foi supracitado, passei a intensificar mais os momentos, isso aconteceu também no âmbito “sexual[1]”. Não deixei de ficar com meninas para buscar um sonho de amor, mas passei a valorizar mais a menina que eu estava me relacionando naquele momento. Isto é, eu conhecia uma menina, ficava com ela, mas não dispensava após o relação, relacionava-me outras vezes até quando não houvesse mais possibilidades diante das circunstancias naturais do dia a dia. Com isso, passando mais tempo com meninas, passei a selecionar mais as meninas que me relacionava segundo o tipo de personalidade, ou seja, passei a desejar meninas pelo seu modo de ser e não simplesmente pelo fenótipo. Ora, se eu vou passar um tempo com uma pessoa, que seja uma pessoa agradável. Esse é o princípio. Deste modo passei a selecionar as minhas companhias e conseqüentemente controlei a minha fraqueza por mulheres, quaisquer que sejam.

 

Dada esta introdução, que inclusive eu estava devendo aos leitores, pois já faz muito tempo que não falo como vai minha vida, posso dar o exemplo que irá nos levar a refletir sobre a nobreza, generosidade, razão, desejos, renuncia, amizade.

 

[CONTINUA]

 


[1] No sentido amoroso, de ficar com meninas, de flertar, namorar, enfim.

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~X~

(Andinho Yankee)

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