Psiqué e Cupido (Eros)

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O presente texto é um resumo da narrativa grega de Psiqué e Cupido (Eros) que consta no Livro de Ouro da Mitologia Grega, de Bulfinch. Esta é a primeira parte do resumo e nesta está contida uma descrição que vai até o momento onde Psiqué perde o seu amado.

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A narrativa de Psyqué e Cupido é uma das mais instigantes e belas da Mitologia grega.

Psyqué era uma jovem belíssima que despertava as mais intensas paixões por onde passava, era exaltada até mais que a própria deusa Vênus (Afrodite), a deusa do amor e símbolo da beleza divina, a mais bela das deusas. Daí é possível abstrair a tamanha beleza da jovem Psyqué, capaz de superar a deusa mais bela.

[…] Mas a beleza da moça era tão maravilhosa que não há palavras para expressá-la como merece. A fama de tal beleza foi tão grande que estrangeiros de países vizinhos iam, em multidões, admirá-la, assombrados, rendendo à jovem homenagens que só se devem à própria Vênus. […] Quando esta passava, as pessoas entoavam-lhe loas e semeavam seus caminhos de coroas e flores. (BULFINCH, p.89)

Ao tomar conhecimento das honras oferecidas à Psyqué e a conseqüente evasão dos súditos de Vênus dos seus templos, a deusa entra em estado de cólera contra a bela jovem e decide que Psyqué deveria ser castigada com um infortúnio para que se arrependesse da própria beleza. O filho da deusa do amor, Cupido, é o encarregado de causar o tal infortúnio àquela que enfureceu a mais bela das deusas, foi ele o encarregado de vingar sua mãe

Cupido

Cupido vai, mas não fora capaz de cumprir tal missão ao ver a jovem e, além disso, ainda feriu-se com a ponta de sua própria seta e, a partir de então só pensara em desfazer o mal que estava por cometer, e assim o fez e foi embora. E seguiu Psyqué com o desdenho da deusa.

Vênus - Afrodite

Fato curioso é que, apesar de Psyqué ser belíssima, os homens somente a contemplava e não se arriscavam a pedir a mão da jovem em matrimônio. Até mesmo suas duas irmãs mais velhas e bem menos belas que ela já tinha casado. Foi por isso que seus pais procuraram o Oráculo para ter uma resposta sobre tal fato. E foi lá que eles ouviram que Psyqué, com sua beleza majestosa que superava a da própria Afrodite, estava destinada a casar-se com um monstro que habitava o alto de uma montanha imponente. Psyqué não hesitou diante de tal revelação e entregou-se ao seu destino dirigindo-se a tal montanha num cortejo perpassado por uma penumbra, identificando-se mais com um funeral.

Da montanha, Zéfiro transportou Psyqué suavemente a um bosque florido. Com isto ela foi se acalmando, pois na montanha estava quase que caindo em lágrimas. A jovem seguiu a caminhar pelo bosque e encontrou um palácio que se mostrava quase tão majestoso quanto a sua beleza e ela entrou e ficou perplexa com tamanho esplendor que havia ali. No palácio ela ouviu vozes de criados invisíveis os quais diziam em voz alta á bela jovem que tudo ali pertencia a ela, exatamente tudo que a rodeava e que ela conseguisse enxergar do lado de fora do palácio. Ademais, deram instruções a jovem para que ela se banhasse e conduzisse aos seus aposentos para que mais tarde desfrutasse de um farto banquete. E assim aconteceu.

Seu marido era reservado e não se mostrava à jovem. Só a visitava na escuridão e passava o dia fora do alcance dela. Psyqué era curiosa e incitava seu marido a aparecer para ela, mas ela insistia em não se mostrar e pedir à bela jovem que não insistisse em vê-lo, pois seria algo de caráter negativo, que não seria conveniente:

“Por que queres me ver? – perguntava. – Podes duvidar do meu amor? Tens algum desejo que não foi satisfeito? Se me visses, talvez fosses temer-me, talvez adorar-me, mas a única coisa que peço é que me ames. Prefiro que me ames como igual a que me adores como deus”.

 

E Psyqué sossegou após este argumento.

Passado alguns dias, tudo já não era mais novidade, Psyqué já se sentindo aprisionada resolveu compartilhar com suas irmãs a sua vida de fartura e luxos. Assim, as convidou para o palácio, e elas foram. Inocente, Psyqué não sabia da índole de suas irmãs. Invejosas elas incitaram Psyqué com desconfianças de seu marido:

“- Lembra-te – disseram – que o Oráculo pitiano anunciou que tu te casarias com um monstro horrível e tremendo. Os habitantes deste vale dizem que teu marido é uma terrível e monstruosa serpente, que te nutre, por enquanto, com alimentos deliciosos a fim de devorar-te depois. Ouve nosso conselho. Mune-te de uma lâmpada e de uma faca afiada; esconde-as de maneira que teu marido não possa achá-las, e, quando ele estiver dormindo profundamente, sai do leito, traze a lâmpada e vê, com teus próprios olhos, se o que dizem é verdade ou não. Se é, não hesites em cortar a cabeça do monstro e recuperares tua liberdade.

E assim Psyqué fez, mas aconteceu de ela ver lá, em vez de um monstro, um monstro, “o mais belo e encantador dos deuses, com madeixas louras caindo sobre o pescoço cor de neve e as faces róseas, um par de asas nos ombros, mais brancas que a neve, de pernas brilhantes como as flores da primavera” (BULFINCH, p.92). Após vê-lo, descuidou-se e acabou acordando seu marido, o deus abriu os olhos, encarou-a e voou pela janela. Psyqué tentou segui-lo, mas caiu pela janela. Cupido parou e a disse:

“- Tola Psyqué, é assim que retribuis meu amor? Depois de haver desobedecido às ordens de minha mãe e te tornado minha esposa, tu me julgavas um monstro e estavas disposta a cortar-me a cabeça? Volta para junto de tuas irmãs, cujos conselhos pareces preferir aos meus. Não lhe imponho outro castigo, além do de deixar-te para sempre. O amor não pode conviver com a desconfiança”.

E todo o esplendor sumiu aos olhos de Psyqué, não havia seu marido nem palácio. Só a bela jovem de volta à montanha imponente, onde tudo começou. E voltou para a companhia de suas irmãs a bela jovem, queixando-se e lamentando a perda de tudo o que tinha, e muito mais a perda do seu amor. Mas o que ela ouviu das suas irmãs foi:

“- Agora, talvez ele escolha uma de nós – disseram”.

E pela manhã seguiram as irmãs para a montanha imponente pedindo para que Zéfiro as levasse ao seu mestre, e jogaram-se no ar, mas não se sustentaram e caíram no precipício.

A partir de então, Psyqué decide recuperar seu amor e começa uma busca pelo mesmo.

…CONTINUA.

 

~X~

 

(Andinho Yankee)

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