Ser ou Não-ser, eis a questão, outra vez!

… 

Pois é, grandes pensadores, eu li!

Tudo está sujeito ao devir?!

Concordo?!

Concordo!

Quem não concordaria?

Quem não é!?

.

Calma, se entendi bem o contrário é inviável?!

Só se caminha do não-ser para o ser?

E se eu já tiver sido algo,

E se este algo fosse superado,

E se hoje eu voltasse a ser o tal algo,

O algo que foi superado?

Seria isso uma volta ao não-ser?

Seria ser outra vez?

Quando eu superei, eu passei a ser

Do mesmo modo que passei a não-ser o que fui,

E não sendo, eu voltei a ser agora?

Ou quando eu superei passei a ser algo maior,

E voltando ao que já fora superado passei a não-ser?

.

O não-ser para quem é, é possível?

.

Quer saber?

De ser, de não-ser,

Eu não quero nem saber!

.

Eu sei que eu sou,

Sou algo que já fui.

Isso me dá vida,

Isso me “envivece”.

.

Vejo-me outra vez aquele adolescente,

Aquele das rimas chulas,

Das rimas improvisadas na noite,

Nas noites claras,

Iluminadas de desejo,

Aquele desejo de ser objeto de satisfação,

De ser encantador, de encantar,

De encantar, mas somente como forma de retribuição,

Retribuir a impressão (Locke)

Tornar esse sentimento recíproco, compartilhado.

.

E quando amanhece se dá outra contradição.

O dia é perpassado pela penumbra,

Pura escuridão.

É a obscuridade específica desta idade,

Que cega

Mas eu sou obrigado a caminhar,

E o caminhar se dá cheio de intenções,

Intenções que só convergem para um fim,

Contemplar um único objeto,

Ademais, não existe o redor, o dito resto,

Pois, simplesmente, é dia, estou cego!

.

Quem tem notícias da imperativa razão?

(Risos) Quem é a dita razão?

Talvez seja a tal esplendorosa e pomposa Senhora,

Aquela que caminha pela tarde com o pessoal dos paradoxos do ser.

Caso seja tal senhora, notícias sobre ela não tenho,

Mas digo que já caminhei com ela,

Mas ela sumiu de repente, sem mais nem menos,

Como ela é indelicada!

Sossega, ela nem me era tão boa,

De gênio forte,

Constantemente me causava dores de cabeça.

– Longe de mim mulheres que causam dores de cabeça.

.

É noite, é dia,

Mais noites, mais dias,

Noites e dias,

Em que sentido?

Parece-me aceleradamente retrógrado!

Deja vu.

Cegueira, noites agitadas pelo desejo,

Rimas banais,

O ser ou não-ser, de certo, é novo,

Novo até quando for de novo,

Como eu,

Eu que estou provando do “de novo”,

Esse “de novo” me dá vida,

Esse “de novo” me “envivece”.

.

De novo eu quero ser visto,

Não ser visto,

Mas, ser visto!

Visto como eu vejo,

Visto cegamente,

Vendo o objeto, ela, somente.

O resto? Não existe resto,

Se existe, não vejo.

É dia, estou cego!

.

É dia, é noite,

E nunca é hora,

Não há hora sem objeto no meu dia,

Não há hora sem eu ser visto,

Mas, ser visto!

Visto cegamente.

Visto com olhos de adolescente

Olhos dos que realmente sentem

E quando sentir será hora!

.

Sendo ou não sendo,

Dentro ou fora do tempo,

Cego ou vendo,

Eu desejo que seja,

E o que for para não ser,

Que acompanhe a Senhora Razão,

Não continue aqui,

Aqui esteja somente se não sendo.

.

~X~

(Andinho Yankee)

Uma resposta em “Ser ou Não-ser, eis a questão, outra vez!

  1. Bush e o Congresso norte-americano tomaram medidas sem precedentes para tentar deter a avalanche de problemas que se abateram sobre o pa?s. ..No total al?m do pacote de US 700 bilh?es aprovado pelo Congresso o Fed colocou mais de US 1 trilh?o no mercado para tentar destravar a economia. ..Mas o mais cl?ssico e poderoso instrumento de est?mulo para qualquer economia ?

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