Construções teóricas para a administração/gestão escolar.

É percebido facilmente que, com o passar do tempo, a história se torna cada vez mais complexa. São inúmeros os fatores que favorecem esse fato como: o avanço da tecnologia, a modificação das relações sociais, enfim, o progresso da humanidade como um todo. Essas modificações são refletidas na educação. Ao longo da história a sua função social vai tomando novos rumos e isso exige mudanças na sua organização, na sua administração
(gestão).

O principal fator que leva a modificações na forma de administrar a educação é a mudança na consciência das pessoas e a conseqüente modificação nas relações sociais. Isto exigiu que a escola assumisse ao longo do tempo posturas administrativa que se adequassem a tais mudanças. Dentre estas posturas, que aqui chamamos de teorias administrativas destacam-se quatro: A primeira tem como base o conceito de eficiência, a segunda apóia-se na eficácia, a terceira na efetividade e a quarta e ultima fundamenta-se na
relevância.

Eficiência

A eficiência é a clássica forma de administrar capitalista. Perpassada pela cobrança da excelência do funcionário, esta forma de administrar visa a produção máxima com o mínimo de recursos, energia, tempo. Esta é uma forma de administrar totalmente mecânica, fechada e racional. É percebido aqui a ambição exacerbada e é justamente esta quem garante o sucesso que se concretiza na riqueza; A finalidade desta forma de administrar é a riqueza, a categoria social “dinheiro”. Ora, não é este o fim da escola, da
educação, assim não será este o modo adequado de organizar uma escola.

Eficácia

Outra teoria administrativa é a que segue o conceitode eficácia, esta segue o princípio básico de que a organização tem que se dar de tal modo a atingir os objetivos predeterminados pela empresa, que neste caso se trata da escola. Aqui o trabalho se dá através de metas previamente estabelecidas, predeterminações que vão reger a busca por resultados. No caso da escola os resultados esperados, os objetivos são os fins educacionais, mas não fins inerentes à função social da escola, mas sim números, estatísticas que servem de controle de qualidade escolar. Dentre estes números (fins
educacionais) estão o IDEB, as notas, entre outros.

Há quem diga que na eficácia o que se pretende atingir na escola não é somente números e sim um aprendizado de qualidade, mas se olharmos por outro lado veremos que por trás deste aprendizado de qualidade o que se pretende é a aprovação dos alunos, pois se não há aprovação o rendimento da escola será baixo e isto não é algo almejado pela escola, é justamente o contrário que é desejado. E esta aprovação é a comprovação de que o aluno
aprendeu de fato, por outro lado, se ele não é aprovado fica claro que ele não aprendeu com qualidade, ou seja, não atingiu o fim educacional. Ora, esta aprovação é simbolizada por um número, logo, o que se pretende aqui é um número positivo por parte dos alunos.

Efetividade

Por conseguinte, a efetividade se baseia na satisfação de demandas concretas da comunidade, ou seja, é pretendido responder às demandas e exigências da sociedade. O ensino técnico é mister nesta corrente administrativa, ele é o maior responsável por preparar os indivíduos tecnicamente para introduzi-los no mercado de trabalho, isto é, oferecer um ensino profissionalizante para os indivíduos possuírem aptidão para exercer uma função remunerada. Quando um determinado curso está em alta é sinal que o
mercado de trabalho está necessitando de profissionais naquela área, então é aqui que o ensino técnico entra, na hora de preparar profissionais para suprir esta demanda social.

Aqui a preocupação da administração escolar está intrinsecamente ligada ao desenvolvimento socioeconômico. Esta relação se dá tendo como fim a melhoria da qualidade da vida humana. Ora, teoricamente, preparando os indivíduos para serem “autônomos” profissionalmente, no sistema capitalista, eles podem cuidar de si e obterem, através da sua qualificação, os recursos necessários para a o seu bem-estar social, à sua sobrevivência.

Relevância

Por fim, a administração escolar que se baseia no conceito de relevância é uma das mais atuais construções teóricas acerca da organização escolar. Esta construção teórico-administrativa tem como pontos chave a significação humana, a valorização do humano inserido num contexto social específico, a valorização da cultura do indivíduo, a conscientização. É pretendido aqui valorizar a qualidade de vida humana partindo da valorização dos elementos e valores culturais de cada indivíduo.

Para concretizar o que é pretendido nesta construção teórica é adotado aqui o termo gestão para caracterizar a forma de organização escolar. A adoção deste termo não é feita por acaso, mas sim de forma proposital. É que o termo administração não dá conta do que é pretendido na maneira de organizar uma escola, pelo menos não quando se apóia na relevância. Quando se fala em administração se pensa de imediato numa forma de organização baseada no conceito de eficiência, como algo racional, predeterminado, fechado, em busca de apenas produzir, já o termo gestão vai para além do que é pregado
nesta teoria, pois tem como característica principal o fato de ser uma forma de organizar construída e de forma democrática, teoricamente, com a participação de toda a comunidade escolar.

Sendo assim, a gestão apoiada na relevância é uma forma de organizar a escola de maneira onde pais, professores, diretores, funcionários, os próprios alunos e os demais integrantes da comunidade escolar discutam e estabeleçam através de um consenso o que será praticado no âmbito educacional. Desta maneira é possível conhecer a realidade da comunidade, seus valores, seus anseios, suas necessidades, sua cultura para assim poder agir em prol da valorização da qualidade de vida dos indivíduos que estão inseridos
naquela realidade. Em outras palavras, a relevância visa o desenvolvimento humano, a salvaguarda da humanidade cumprindo a função social da escola[1].

Comentário pessoal

Estas são teorias distintas de formas de organização não somente escolar, mas que foram incorporadas ao longo do tempo nas práticas administrativas escolares. É importante saber que elas são construções teóricas que se desenvolveram em tempos diferentes, deste modo, tem uma relação intrínseca com o seu tempo, assim, foram construídas em virtudes das próprias necessidades do seu momento histórico.

É percebido facilmente que a construção que se apóia na relevância é, de fato, a que mais se adéqua as necessidades escolares, em virtude da sua própria função na sociedade, do seu fim social. No entanto, as construções que se apóiam na eficácia e na efetividade são as mais praticadas atualmente. A efetividade, como já foi dito, impera no ensino técnico/profissionalizante por ser subserviente aos interesses do capital, já a eficácia impera nas escolas públicas e particulares que não são de caráter profissionalizante, isto é, nas escolas tradicionais. A eficácia reina neste âmbito pela sua conveniência, os professores não querem comprometer-se com assuntos pessoais da vida dos seus alunos, isto é, com as necessidades e a cultura dos alunos e ocupam-se simplesmente de repassar conteúdos para obter números, uma qualidade abstrata sem relação nenhuma com a realidade, com a vida concreta. Isto por que é mais conveniente.

Em breve: Paradigma Multidimensional de administração da educação.

 

Referência: SANDER, Benno. ADMINISTRAÇÃO DA EDUCAÇÃO E RELEVANCIA CULTURAL.


[1] Formar cidadãos – participativos na sociedade, indivíduos politicamente ativos,
críticos – não alienados, que sejam capazes de refletir sobre as práticas neoliberais cotidianas e agir em virtude desta reflexão visando o melhor para o bem social.

______________________

~X~

(Andinho Yankee)

Uma resposta em “Construções teóricas para a administração/gestão escolar.

  1. Publicado em 1993 Sum r o Pref cio – Os Raios 11 PARTEI Os Sete Raios CAPITULO I Introdu o 17 Nomes dos Raios 19 Origem dos Raios 21 Rela o Entre os Raios 22 Raios Pares e mpares 22 Troca de Energias 24 CAPITULO II Caracter sticas dos Sete Temperamentos 29 1o Raio Vontade-Poder 31 2o Raio Amor-Sabedoria 32 3o Raio Intelig ncia Ativa ou Abstrata 33 4o Raio Harmonia por Oposi o 33 5o Raio Intelig ncia Concreta 34 6o Raio Devo o-Idealismo 35 7o Raio Magia-Cerimonial 36 CAPITULO III Os Raios e a Literatura 39 O Mundo dos Valores 43 Esclarecimento Sobre os Raios e as Profiss es 44 CAPITULO IV 1o – Raio 47 Qualidades 49 Defeitos 49.. Transmuta o 50 Simbolismo do n mero um 50 Medita o 56 CAPITULO V 2o Raio 59 Qualidades 63 Defeitos 64 Virtudes a Serem Adquiridas 64 Transmuta o 64 Medita o 65 CAPITULO VI 3o Raio 67 Qualidades 72 Defeitos 72 Transmuta es 73 Medita o 73 CAPITULO Vll 4o Raio 75 Qualidades da Mat ria 78 Nomes 80 Qualidades 81 Defeitos 81 Transmuta o 81 Medita o 82 CAPITULO VIII 5o Raio 83 Qualidades 88 Defeitos 88 Transmuta o 88 Medita o 89 CAPITULO IX 6o – Raio 91 Qualidades 97 Defeitos 97 Transmuta o 97 Medita o 98.. CAPITULO X 7o – Raio 99 Qualidades 103 Defeitos 103 Transmuta o 103 Medita o 104 CAPITULO XI Question rio 105 Descubra o seu Raio 107 PARTE II Estudo Esot rico CAPITULO XII Filosofia Esot rica 115 Constitui o Seten ria 119 Os Raios do Corpo F sico 124 Os Raios do Ve culo Emocional Astral 126 Raios do Plano Mental 126 CAPITULO XIII Os Sete Chochans 131 Caracter sticas 133 CAPITULO XIV Karma 139 M todos dos Raios 142 Os Sete Impulsos Fundamentais 143 Bibliografia 149 Pref c o Os Ra os..O estudo dos Raios abrange o macro e o microcosmos. No homem constituem tend ncias inatas temperamentos ou.. tipos psicol gicos . Quando chega um acontecimento inesperado nossas tend ncias s o reveladas.

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