A curiosidade no decorrer da relação conjugal

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O presente texto faz parte de um trabalho mais abrangente sobre a curiosidade aplicada a um relacionamento conjugal. Esta parte, que é  um trecho do desenvolvimento do texto, se apresenta de forma resumida. O texto original, caso seja de interesse do leitor, pode ser obtido com o autor: andersophia@gmail.com.

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A curiosidade no decorrer da relação conjugal

O decorrer da relação conjugal se trata do que o próprio termo já diz por si, é o
momento em que os indivíduos se encontram juntos permeados pelo sentimento em
grau efetivo. Nesse momento os indivíduos se mostram bastante íntimos e tem
objetivos comuns, pelo menos um dele podemos dizer que é comum, o de ficarem
juntos.

Nesse momento, o caráter de proteção da curiosidade deve ficar em segundo ou até
terceiro plano, é o menos pensado, no entanto não deve ser evitado, mas veremos
que ela deve ser ativa de um modo peculiar. Pode-se dizer que a curiosidade
deve ser evitada no seu sentido negativo, e moderada no sentido positivo.

O sentido positivo é uma continuidade da curiosidade no pré-relação, só que agora
ela é menos ativa, ou seja, moderada. Isto por que se há uma insistência na
curiosidade pode-se via a tona certos fatos que não necessitavam ser
desvelados. Neste caso, dependendo da personalidade do ouvinte, pode-se gerar
complicações no relacionamento, fruto da incapacidade do mesmo em suportar
fatos adversos. Deste modo, a curiosidade deve limitar-se a dar a continuidade
aquela curiosidade primeira, só que agora com um caráter conservador, isto é,
de conhecer o outro para preservar o relacionamento. A diferença entre uma e
outra, é que neste caso, o do decorrer da relação, a curiosidade é despendida
do orgulho, do sentimento egoísta de auto-proteção.

O sentido negativo diz respeito, justamente, à curiosidade com fins egoístas.
Nesse caso a curiosidade vem permeada da desconfiança, ou seja, é a curiosidade
que faz o indivíduo assumir uma postura de “detetive”, isto é, a postura de
alguém que vive a fuçar a vida social do companheiro seguindo-o, vasculhando
redes sociais, investigando a vida do companheiro através de amigos e pessoas
próximas ao companheiro, dentre outros atos de curiosidade exacerbada. Não é
difícil perceber o porquê de este tipo de curiosidade dever ser extinta das
ações do indivíduo, é simplesmente por que ela entra em contradição com o
sentimento trabalhado, ademais é fruto da insegurança e leva o individuo a uma
ansiedade patológica, o que destruirá, sem dúvidas, a relação conjugal.

Assim, a curiosidade negativa, que esteve presente no pré-relação deve ser superada e
dar lugar à curiosidade positiva de uma maneira moderada, direcionada para a
preservação e até para a perpetuação do sentimento que permeia a convivência
dos enamorados, para que assim haja uma relação conjugal efetiva e despendida
de contradições. “E que seja assim até enquanto haja efetivamente a relação
conjugal”.

~X~

(Andinho Yankee)

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