A minha saudade

Em que consiste a saudade?

Não ouso nem responder nem discorrer acerca desta questão,

Pergunta lá ao sábio ou ao cientista, ao acadêmico,

O que faço aqui no papel é apenas registrar a minha vã experiência,

Vã, humilde, porém, valiosa e honrosa.

Falarei como uma adolescente, e não por acaso, mas propositalmente,

Pois é na adolescência que o sentimento se manifesta efetivamente,

É aqui que o ser tem saudade,

E a saudade é quase que parte da sua essência;

… Por apaixonar-se e desejar inconseqüentemente

Acaba se devaneando na fogueira da doação, da libido,

Totalmente, efetivamente;

Expõe-se e anda por um só e todos os caminhos,

Hora tropeçando e caindo,

Mas seguindo com a poeira impregnada nos sapatos,

A experiência.

 

A saudade é o próprio amor, mas o amor não é só saudade.

 

Eu tenho saudades…

 

Das palavras motivadoras e das que desconcertam

Aquelas que fazem o maior e mais forte homem cair,

Sem poder mover um único dedo e em dizer uma palavra.

 

De ser acordado nas horas mais impróprias,

De perder o sono,

De colerizar-me,

De embravecer-me de tanta paz,

O amor.

 

De ser surpreendido num mundo onde tudo é banalizado,

A morte, o homem, o amor, a guerra, a dor.

O tal amor me surpreende,

Muda-me o semblante, me arranca um sorriso.

O tal amor me faz sorrir!

 

De ficar indignado,

De querer correr,

De querer esbravejar,

De querer me calar,

Ah, amar!

Faz parte do amor.

 

Saudades das toxinas produzidas quando escutava aquela voz,

Saudades de quando eu matava neurônios,

Saudades de ceder à tentação da ansiedade,

Saudade de falar e perder até a dignidade.

 

 

Risos! Planos libidinosos, malucos, tentadores,

Irracionais, Irreais, auto-suficientes;

Suficientes para manter a felicidade.

 

Saudade da distância,

Do tempo que demorava a passar,

Do reencontro que adocicava mais o beijo,

Saudades também de estar perto e sentir-me no vácuo,

Sem mais nada ao meu redor.

Risos! Isso é patológico, mas, de fato, é prazeroso.

 

Como diz o sertanejo: Ê saudade!

 

Ansiar, viver!

 

Que é a saudade?

É fome, é sede, é vontade, é libido, é necessidade, é egoísmo, é amor.

Querer, reviver, reter, re-ser, requerer, é outra vez, é predisposição.

É culpa da vida. Quem vive tem saudades.

Que se sujeita terá saudades.

Enfim…

Deixa arder!

 

 

Ps: Não por acaso escrito em 22/04/2010. Quem me conhece sabe o porquê, já entendeu!

 

~X~

 

(Andinho Yankee)

 

Uma resposta em “A minha saudade

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