Fiosofia Moderna – Introdução

 

Quando se fala em “Filosofia Moderna”, imediatamente se pensa em Descartes, um dos seus maiores e senão o maior precursor desta nova tendência filosófica. A modernidade inaugura uma nova forma de pensar distinta da chamada “Filosofia Antiga”. Este pensamento representa a tentativa de aplicar a filosofia ao cientificismo, ou seja, compatibilizar ciência e filosofia.

Na antiguidade, conhecer é explicação causal, ou seja, explicar algo por meio das causas necessárias e universais. Isto pode ser visto num silogismo simples: “A, logo B”, isto é, A é a causa de B, assim como B é causado por A. É o mesmo que dizer que “Choveu, logo molhou”, isto é, se determinado lugar está molhado foi por CAUSA da chuva[1]. Um exemplo clássico deste pensamento antigo é o dos Pré-Socráticos, que tentavam explicar a existência do Kósmos através da sua causa ou suas causas primeiras, dos seus princípios. Esse pensamento se baseia na proposição de que decorrem de premissas necessárias conclusões necessárias[2].

Após tratar de assuntos da natureza a filosofia passa também a tratar de questões morais, ou seja, passa a criar leis necessárias e universais visando o bem humano, Isto é, leis que tem como objetivo controlar o animal humano visando à boa convivência em sociedade. O Éthos é o ponto chave nesta nova forma de pensar a filosofia. Agir eticamente é seguir um conjunto de normas hierarquicamente divididas, ou seja, há normas que são mais corretas que outras em determinadas situações, por isso o termo hierarquicamente divididas. Neste caso, uma norma sobrepõe a outra no intuito de corrigir a ação individual.

Principalmente para Platão e Aristóteles a filosofia serviria para propiciar a boa vida na Pólis, o bem social, isto é visto principalmente na “República” de Platão. Mais tarde a união da filosofia à Religare que passará a tratar especificamente das questões morais. Foram os Papas que inventaram o Direito “a jurisprudência”. Os Romanos se encarregavam da administração do Estado, já a igreja se encarregava do Direito, da legalidade.

Em contrapartida à filosofia existia o Ceticismo que eram acadêmicos que duvidavam do sistema filosófico. Duvidavam da existência de critérios racionais para distinguir o certo do errado. O modo peculiar da dúvida cética é auto-destrtutivo, pois acaba por atingir a si próprio quando o ser que duvida, duvida inclusive da sua própria existência, da sua própria realidade; Se ele afirma a sua realidade vai de encontro à sua própria duvida, ou seja, de encontro ao seu método. Por outro lado, existia o Relativismo, que afirmava a contingencia de tudo, que não existe a necessidade.

Dadas as condições, a “Filosofia Moderna” surge rompendo com todas estas correntes avessas à filosofia e também com um método e fundamentos distintos à “Filosofia Antiga”. Suas principais características são: A compatibilização de filosofia e ciência, o rompimento com o ceticismo e o relativismo e assim o estabelecimento de um critério racional, universal e necessário de distinção do certo e do errado, assim como uma forma de pensar distinta dos antigos, ou seja, não só ligada à natureza e as coisas universais e necessárias, mas também as coisas contingentes, mas com uma metodologia metafísica.


[1] De certo, aqui não se trata de causas universais e necessárias, mas a intenção aqui é clarificar uma relação causal simples.

[2] Se se nega a conclusão, é-se obrigado a negar uma das premissas “P → Q | ¬P → ¬Q |”

Continua…

~X~

 

(Anderson Yankee)

 

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