Sexo, segundo Anderson Yankee.

 

Sem considerar pessoas traumatizadas, ninguém dirá que sexo não é bom. Sexo é bom, é maravilhoso. Qualquer pessoa em sua perfeita ou mediana sanidade mental repetirá essa frase sempre que o perguntarem.

Independentemente de uma má experiência, onde, por exemplo, a relação amorosa não fluiu perfeitamente, ou o parceiro “brochou”, ou a menina estava fingindo prazer, ou alguém estava com certo odor, ou a higiene estava em baixa, ou foi interrompida por um terceiro individuo indesejado, ou mesmo se foi pensando em outro (a)… Sexo é bom, pois antes disso tudo acontecer existia o desejo e para esse desejo houve uma satisfação, ou ao menos uma tentativa frustrada de satisfazê-lo. Em outras palavras, ambos os envolvidos na relação quiseram cometer esse pecado natural, senão nesta, pois pode haver de um dos agentes copuladores não estar dando a mínima para a relação amorosa, em outra ocasião houve de ele estar instigado a se entregar aos prazeres do tão bom e amado sexo.

Deste modo, para afirmar que o sexo é bom não se toma uma experiência particular, mas sim a universalidade do sexo. Por isso foi supracitado que na ocasião de perguntar a qualquer um se sexo é bom a resposta será positiva, ou seja, sexo é bom. Assim, considerando genericamente esta proposição, não há negação para ela em nenhuma circunstância. Isto é, não dá pra dizer que o sexo deliberado é mal de nenhuma forma.

Há um grupo que defende que o sexo só é bom se praticado com amor. No entanto, a natureza do sexo é libidinosa, instintiva (apesar de ser deliberado) o que o leva a não manter uma relação causal necessária entre amor e sexo para gerar o fator positivo, ou seja, o prazer sentido como produto da relação. De certo, entre casais que se amam existe a atração e o sentimento de completude e estes sentimentos são conservados no momento do sexo. Foi visto que sentimentos do amor como a sensação de completude, de segurança, de realização no outro são conservados no momento do sexo. Por outro lado, no sexo sem amor os sentimentos anteriores do individuo também são conservados. Ora, se não há amor e suas peculiaridades antes do sexo, no momento do sexo também não haverá sentimento distinto dos que o individuo possuía.

Deste modo, o sexo se mostra como despendido de sentimentos e é representado somente por desejos por ter uma natureza libidinosa. Isto o faz ser sexo com amor ou sem amor, sendo da mesma natureza em ambos os casos.

Em meio à análise sobre a natureza do sexo percebi que, quando com amor o sexo pode fluir com mais facilidade, pelo fato de já existir o sentimento de completude em ambos os indivíduos envolvidos na relação, ademais o casal busca o gozo do outro, no sentido mais intenso do termo Lacaniano, intensificado pela segurança da relação. Por outro lado, quando sem amor o sexo pode não fluir com tanta facilidade pelo fato do estranhamento ao outro, por estar diante de um individuo estranho ao eu. Deste modo, o sexo com amor conta com a maior facilidade de fluir pelo fato de a o pensamento ficar desprovido de insegurança, o que não o traz pensamentos capazes de atrapalhar o ato sexual. Por outro lado no sexo sem amor, que é caracterizado pela existência do sentimento de estranhamento ao outro, o sexo pode sim fluir normalmente, mas há a possibilidade de ser interrompido pelo “vir à mente” sentimentos negativos capazes de impossibilitar o fluir do ato sexual.

“Sexo é bom, sua natureza é libidinosa e por ser um desejo natural, é natural que seja um bem para o humano”

~X~

 

(Anderson Yankee)

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