Estratégia perfeita

~X~

 

Em um post anteriormente publicado aqui, denominado “Devassa”, vocês verão que eu brinquei de Adão e Eva e provei do fruto proibido. A Eva da história continuou mantendo contato com o Adão e eles voltaram a se ver.

                Em um dos encontros, mais pessoas estavam presentes: Adão e Eva, irmã da Eva e o colega do Adão, que estavam certos de ficar juntos, e outro colega do Adão mais uma colega da irmã da Eva, que iriam conversar para se conhecerem melhor. Adão, ou Eu, nunca tinha visto a colega da irmã da Eva, então cochichei com o meu colega que iria conversar com ela que ele tinha se dado bem, pois a garota era bela. E seguiu que fiz o mesmo comentário com o meu outro colega que estava com a irmã da Eva.

Ademais, entramos no carro do meu colega que estava com a irmã da Eva, que a partir daqui irei chamá-lo de Set, e fomos para um lugar calmo (A escola da minha tia) pudéssemos conversar, sorrir, tomar cervejas e (rsrsrsrsrs) jogar Uno, que por sinal é muito divertido. Já neste local, por volta das 23 horas, foi maravilhoso, a alegria pairou sobre o local. Apesar de ninguém ter ficado com ninguém – pois, como não era certo de o meu colega que estava incerto de ficar com a amiga da irmã da Eva e não foi demonstrado entre os dois nenhuma atitude em prol da ação sexual achamos mais conveniente ninguém tomar a iniciativa sexual com suas parceiras. Pois com isso haveria o risco de o clima nublar naquele local, e o sol era bem mais prazeroso – a noite foi bastante proveitosa, pois ocorreu de fazermos novas amizades e fortalecer alguns laços de amizade com pessoas já mais próximas.

Em tudo para mim aquela noite tinha sido legal, mas eu não imaginava que tinha havido algo negativo naquela noite. Ao fim da noite tínhamos, Eu, Eva, Set e a irmã da Eva, combinado de irmos à praia no dia seguinte, só que desta vez pela manhã e com a presença do sol. Chegada a manhã, paramos o carro em frente a casa das irmãs e [SURPRESA] a notícia de que Eva não vai. E [MAIS SURPRESA] outra pessoa vai conosco que é a amiga da irmã da Eva. Logicamente, pensei, não é sem motivo que ela não vai, mas não imaginava a complexidade do motivo!

Após conversar com sua irmã e Set eu ouvi:

– Ela não quis vir por que a minha amiga vai também e ela não se sente muito bem em fazer as coisas perto de amigas minha.

– Ela percebeu que você cochichou com seus colegas quando ela chegou e concluiu que você ficou a fim dela.

– Ela não teve uma experiência muito boa com uma amiga minha e resolveu abrir mão de uma vez para não se machucar depois.

– Ela percebeu que você olhava demais para a minha amiga na hora do jogo e dava também muita atenção a ela.

– Ela não quis vir para você ficar livre para ficar com a minha amiga, pois ela sentiu um clima entre vocês.

Enfim… Eu me defendi:

– Nada a ver, primeiramente por que a menina veio para conhecer o meu colega e eu nunca ia fazer a sacanagem de dar em cima de uma menina que o meu colega esta a fim de conhecer, depois eu já estava ficando com a sua irmã e seria outra sacanagem dar em cima de outra menina na frente dela, ainda mais, sendo amiga da irmã dela. De certo, não temos nada um com o outro, mas não é por isso que eu vou ser um sacana, pois se tem uma coisa que eu valorizo são os sentimentos das meninas. Antes de ter ela como uma menina que eu fico sem compromisso, eu valorizo as pessoas e independentemente de sentimento eu tenho a amizade dela. Enfim… Ontem eu não fiquei com ela, mas não foi por que eu estava afim da sua amiga, mas sim porque iria baixar o clima se não tivesse três casais formados ali.

Eu já deveria ter percebido isso, pois havia evidencias:

Evidencia 1: Sempre que a irmã da Eva me encontrava dava um grito: CUNHAAADO! E nesta manha ela gritou: EX-CUNHAAAADO!

Evidencia 2: Eva não vai e a amiga da irmã da Eva vai. Isso é estranho.

Evidencia 3: Naquela noite ela não estava tão extrovertida como de costume.

Há outras, mas não lembro agora…

Mas enfim, vamos à praia nós quatro. Confesso que inculquei com aquele assunto, pois poderia ser verossímil para ela, mas não verdadeiro para mim. Então, só me resta provar de algum modo que eu não sou o que ela achava eu fosse e isso requer estratégia e muita inteligência.

Situação:

 A amiga da irmã da Eva é bonita, resolvida, mora sozinha num apartamento bem localizado, independente, não tem frescuras, é legal, extrovertida, do tipo de mulher que faz a festa sozinha, de fato. Ademais a irmã da Eva está me incentivando a ficar com ela e ela está me dando brechas, ao menos é o que parece. Set também me apóia, não vê por que não ficar com ela. Se eu ficar com ela aqui na praia é certo que depois iremos para o apartamento dela e vamos sacudir a laje do modo que nos convier.

Mas…

Princípios são princípios e eu tenho um nome a zelar e u objetivo a atingir. Deste modo, o que é certo, diferentemente do que é bom, é recusar o meu desejo. Pois, caso eu me arrisque a dar em cima da amiga da irmã da Eva eu correria o risco de ela não querer, apesar das brechas que eu percebia, nunca se sabe, há a possibilidade. Por outro lado, eu poderia ficar com ela sem problemas, mas em ambos os casos essa atitude viria acompanhada de conseqüências negativas.

 – Eu confirmaria o pensamento da Eva, provaria que eu sou um sacana para ela e para o meu colega que queria ficar coma a amiga da irmã da Eva. Ademais, Eva ficaria com raiva de mim e provavelmente a irmã dela também. E caso eu tentasse e não conseguisse ficar com a amiga da irmã da Eva eu me queimaria com ela também. Então, tentando algo com ela eu só perderia amizades.

Mas, graças a minha inteligência eu não fiz isso (re re re).

– Eu recusei o meu desejo, ou seja, não flertei a amiga da irmã da Eva apesar de ter pensado seriamente na possibilidade. Com isso eu esperava provar que o meu discurso de bom menino era verdadeiro:

-“ Nada a ver, primeiramente por que a menina veio para conhecer o meu colega e eu nunca ia fazer a sacanagem de dar em cima de uma menina que o meu colega esta a fim de conhecer, depois eu já estava ficando com a sua irmã e seria outra sacanagem dar em cima de outra menina na frente dela, ainda mais, sendo amiga da irmã dela. De certo, não temos nada um com o outro, mas não é por isso que eu vou ser um sacana, pois se tem uma coisa que eu valorizo são os sentimentos das meninas. Antes de ter ela como uma menina que eu fico sem compromisso, eu valorizo as pessoas e independentemente de sentimento eu tenho a amizade dela. Enfim… Ontem eu não fiquei com ela, mas não foi por que eu estava afim da sua amiga, mas sim porque iria baixar o clima se não tivesse três casais formados ali”.

E, no fim, o produto desta operação mental foi o melhor possível. Eu fortaleci a amizade com a amiga da irmã da Eva, ganhei crédito com o Set, com a irmã da Eva (Agora quando me vê: CUNHAAADO!), com o meu outro colega que estava afim da amiga da irmã da Eva, e principalmente com a Eva, que voltou a ficar comigo despendida de preocupação e desconfiança. Agora a nossa relação está bem mais divertida do que antes. Ela é hilária e se eu fosse falar das coisas que acontecem quando nós estamos juntos eu teria que produzir um post inteiro. E quem sabe eu não o faça mais tarde.

“Não só é complicada a vida de pessoas compromissadas. A vida de solteiro também é muito complexa, senão mais do que a vida de alguém compromissado”.

“E digo: Ame, não perca a sua humanidade!”.

~X~

 

(Anderson Yankee)

 

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