Fragmentos e considerações acerca da personificação da INVEJA

 

[…] Ele é um safado, gosta de trair a namorada dele […]

[…] Pois ele fica sim… Em show normalmente […]

[…] Não tenho raiva dele, só quero mostrar a verdade […]

[…] Eu só acho q ele a faz sofrer muito […]

[…] Se você namorar ele vai se arrepender, você quem sabe […]

[…] Só posso te dizer que ele é do tipo de cara q se acha d+, simplesmente isso […]

[…] Mesmo q o cara seja bonito ele deve antes de tudo ser humilde, isso o faz grande […]

[…] Eu também teria mil razões par me achar, mas não fico me vangloriando […]

[…] Mas a beleza não estar no q somos por fora, e sim no que temos por dentro […]

[…] O deixa viver a vida dele… E eu a minha […]

[…] Menina você não conhece da missa um terço […]

[…] Eu não tenho nada a ver com ele, ele q viva a vida dele […]

[…] Eu só fico com raiva, não só eu, como também outras pessoas não gostam dele […]

[…] Mas essa foi a escolha dela, não sou egoísta se ela será mais feliz longe de minhas opiniões, então ela seja […]

[…] Não sou eu quem devo julgá-lo […]

– A inveja não existe por si, pode ser entendida como ente, estado de espírito, “virtude”, mas nunca como algo concreto em-si.  Em ultima instancia pode se atribuir a ela, de maneira peculiar diferentemente do capital em Marx, um atributo de pseudo-sujeito. Deste modo, por personificação deve-se entender que a inveja concretiza-se num sujeito, o ser invejoso.

Os principais verbos atribuídos ao ser invejoso é o querer e o ter. O verbo que um ser invejoso mais atribui ao outro (ser invejado) é o ser.

Este sujeito portador da inveja vive na mera ilusão de ser auto-suficiente, de ser dono de uma razão privilegiada que chega a transcender a si própria, e de ter tudo o que é necessário para a sua produção e reprodução existencial. Ademais, verificada a insensatez de tais idéias sobre si (inconscientemente), ele busca satisfazer suas lacunas atribuindo aos outros a negatividade das suas aptidões, ou seja, julga ser defeito aquilo que é qualidade nos outros. Isto se dá pelo não reconhecimento do desejo e a impossibilidade de ter tais aptidões alheias.

Ademais, este ser que transborda em virtude tem sempre um dialogo deformador da realidade tal como ela é. É o mesmo que dizer que, relacionado à estética, este tem uma postura de artista de tendência realista antimarxista. Isto é, aqueles artistas, de concepção de econômica (neoliberal ou socialista) ou de mundo quaisquer, que deformam a realidade em-si segundo á sua vontade para justificar uma tal proposição ou teoria. Em contraposição a este, a estética marxista busca a essência do real e o descreve fidedignamente, independente de concepções ou tendências.

Por fim, acerca de correntes de pensamento, estes tipos de indivíduos seguem uma tendência racionalista no tocante às inferências, ou seja, consideram o seu pensamento e apenas o seu pensamento para tirar conclusões, em conseqüência desconsideram a experiência, tratando o real como ilusão. Deste modo, não analisam a essência da coisa, ou seja, o sensorial, o fato em-si. Assim, tem um pensamento unilateral e conseqüentemente, inseguro.

~x~

 

(Anderson yankee)

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