Pseudônimo Geysa

           Diálogo com Geysa (pseudônimo), jovem trabalhadora, de uma educação impecável, bela e atraente, de personalidade marcante, é delicada e forte ao mesmo tempo. Mãe de uma filha de oito anos provinda do casamento com o seu primeiro namorado e, mais tarde, marido. Sua idade atual é 24 anos e seu relacionamento amoroso iniciou-se aos 12 anos, assim foram 12 anos de casamento. Está separada há quatro meses.

 

 

~Lavando Formas ~

Ontem foi tão bom, cheguei em casa e não tinha ninguém, busquei a minha filha que estava na casa da minha mãe, que é ao lado da minha casa, ela já estava dormindo… Em casa, a coloquei para dormir e não agüentei nem chegar à cama, tirei a roupa e me esparramei no sofá da sala. Ali mesmo eu dormi.

– É legal desmaiar assim, mas você não sente falta do teu marido lá?

Anderson, eu sinto falta de uma companhia, mas não a dele. Quem sabe se eu estivesse conhecendo ele hoje, pela primeira vez, eu o quereria outra vez!

– Nossa, desde quando você está sozinha?

Quatro meses!

– Ah, só. Eu pensei que havia mais tempo que você tinha se separado do antigo marido!

Não, não. Faz pouco tempo.

– Posso saber o motivo da separação?

Pode, mas digo que não foi um motivo apenas. Foram muitas coisas que geraram este mal.

– Entendo, nunca é uma coisa só, exceto quando o fator decisivo foi traição. Já percebi que não foi, não é?

Não, traição não sei, vou explicar!

Logo no início foi muito bom sabe Anderson, nós namorávamos bastante e ele era uma ótima pessoa, um pouco seco, mas o amor superava. Casamos e mais tarde nasceu o meu bem mais precioso, a minha filha. Ele sempre foi um ótimo pai, mas o trabalho apagou todo aquele brilho do nosso relacionamento. Ele trabalha com uma construtora e viaja muito, passa tempos fora. Apesar de ele sempre não deixar faltar nada para nós, faltava algo, alguma coisa que trouxesse a verdadeira felicidade…

– Entendo, mas Geysa, nestes tempos que ele passava fora, será que ele não tinha outras histórias amorosas?

Não sei Anderson, é impossível falar com certeza, mas eu nem pensava nisso. A essa altura, só o que me importava era o bem estar da minha família.

Então, com tudo isso foi acabando aquela magia que existia antes. Pra você ter uma idéia ele nunca comprou uma cerveja para tomarmos em casa justos, ele nunca me levou ao cinema, nunca me chamou para sair, eu sentia falta. Para dizer que não saíamos, fomos algumas vezes à festinha, mas sempre com várias pessoas da família dele, nunca só nós dois.

– Nossa, Geysa, você acha que ele gostava de você?

Sim Anderson, acho sim. A prova disso é que ele começou a reagir quando sentiu que estava me perdendo. Eu, por sentir falta dele comigo, mudei de comportamento, mesmo que sem querer, apenas como conseqüência das atitudes dele, ou falta de atitude.

– Reagir como?

Nossa, eu lembro como se fosse hoje, ele me fez uma declaração. Ele chegava do trabalho uma 16 horas da tarde e eu às 7 horas. Quando eu cheguei a casa estava escura, só com uma lâmpada acesa na cozinha, não entrei e fui à casa da minha mãe, perguntei a ela se a minha filha estava lá, ela disse que não, achei aquilo estranho e imaginei que ele tinha levado ela á casa da irmã dele. Entrei e o vi deitado na cama da minha filha, na nossa cama tinha várias fotos nossa, tinha maçãs, melão, uvas e um champanhe com taças ao lado, além de algumas cartas que trocamos ao longo do relacionamento. Ai Anderson, eu entrei e olhei tudo aquilo, reli as cartas… Acordei-o, agradeci a declaração, disse que gostei muito, amei a declaração, mas que ela não tinha validade. Apesar de eu sempre desejar aquilo dele, ele deveria ter feito em outro tempo, bem antes, pois o sentimento que eu tinha era o de que ele tinha feito aquilo porque sentiu que estava me perdendo, e aquilo eu não queria. Por fim agradeci mais uma vez e disse que estava muito cansada e iria trabalhar logo mais, pois já era meia noite e eu iria trabalhar às seis da manhã. Desculpei-me e disse que não haveria nada entre nós aquela noite, ficaria para outro dia.

– [longo silêncio] Mas e ele, o que fez, o que disse?

Ele negou estar fazendo aquilo para me alegrar somente por sentir que estava me perdendo, basicamente isso…

– Então… Acabou?

Isso mesmo, após ele ter aceitado o que eu disse naquela noite eu fui dormir. Passaram-se mais uns 15 dias e terminamos de vez.

– Nossa…

Acho que ele achou que, já que temos 12 anos de relacionamento, não há mais porque eu agir feito um adolescente apaixonado, tudo já está certo…

– Entendo!

Mas eu queria ser amada Anderson, quem sabe, ir ao cinema…

 

 

(Andinho Yankee)

2 respostas em “Pseudônimo Geysa

  1. É natural do humano relaxar diante de uma situação comoda,É natural do humano gostar de surpresas, de variar…Hum, isso daria uma fórmula legal para um relacionamento ativo…Não comodismo + Diferenciação + Surpresas = Atividade, Operacional…basicamente isso…

  2. ótima essa formula,Não acomodar-se é essencial para manter Operacional a relação, sempre estar a postos é importante.Diferenciação… Eu preferia chamar de Inovacionismo, com isso a relação não cairia na rotina…Quanto às surpresas, são essenciais, eu, particularmente, gosto de ser surpreendido.Assim, temos a formula da Samara do relacionamento ativo… Mas só acho, não sei prq… assim né…cê sabe… tenho a impressão de que vc a fez pensando no qe eu gosto… não sei prq né… kkkkk…

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