Relação entre Conquista e as Emoções

 

 

 

A palavra "conquista", no dicionário tradicional, simboliza o ato de conquistar ou, ainda, a própria coisa conquistada.  seu terceiro significado designa um ato de conquistar e uma coisa alcançada ao mesmo tempo, é o sentido de amante, em outras palavras, quer dizer conquistar alguém e ao mesmo tempo o alguém conquistado. Contudo, não é a minha intenção me apegar a esse terceiro significado desta palavra.

 

É impressionante o turbilhão de emoções que gera o alcançar de um objetivo (este também é um sinônimo de conquista), a alegria é visível, à nossa consciência só aparecem emoções positivas, e de certo são, mas a dor também aparece neste momento (dor no sentido de angústia), mas ela é tão mínima que nem é percebida. Isto se dá por que, ao tempo que o ser dissipa um desejo (esta é uma conseqüência da conquista), o mesmo ficará, por um breve espaço de tempo, sem outro objeto de desejo, então aparecerá determinada angústia pelo fato de não haver algo almejado pelo ser, haverá um vazio. É importante ressaltar que isto se dá na consciência, pois não há como saber da parte inconsciente do ser se o mesmo acontece.

Em suma, a conquista pode ser tanto a “coisa” almejada pelo ser, isto é, o seu objeto de desejo, ou ainda, o seu objetivo, meta a ser alcançada, como pode ser também o produto da luta, ou seja, a “coisa” conquistada, a meta ou objetivo já alcançados. A conquista sendo, por uma parte, um desejo, demandará uma satisfação, pois a não dissipação gera a angústia. Por outro lado, a conquista pode ser o produto de dissipação da demanda de satisfação, assim, ela gera a “felicidade” temporária (não existe felicidade plena, esta é uma utopia), que acompanha uma breve angústia que é a do não-objetivo, ou seja, a angústia de não ter uma nova meta e esta se estenderá enquanto este estado persistir.

Durante este estado de não-objetivo, tudo poderá atingir o ser gerando no mesmo emoções negativas, ou seja, o deixa vulnerável à angústia. Deste modo, a aquela pequena angústia pode ser vista como uma “semente” que está prestes a se desenvolver e gerar a grande cujos frutos são emoções negativas, o que determina o tamanho desta árvore é a situação passada pelo ser, isto é, quanto maior a dor gerada por alguma situação qualquer passada pelo ser, maior será o tamanho da sua árvore de emoções negativas, por exemplo: A mãe de João morreu, ele chorará bastante. João vivia na sua vidinha, parada, rotineira, sem nada novo. João poderá entrar em depressão ou chorar o triplo do que choraria se sua vida fosse ativa, se ele tivesse sonhos, objetivos, metas. Se João almeja-se algo, ele sofreria menos comparado a se ele vivesse numa vida estática, pois o objeto de desejo desvia a atenção do ser, diminuindo a sua angústia. São esses fatos que determinam o tamanho da árvore de emoções negativas.

Portanto, é necessário ter um objetivo, ter anseios, pois ao tempo que se conquista algo a felicidade é imensa. Ao conquistar, ao se obter o objeto de desejo o ser se exalta, o bem-estar toma conta de toda a sua mente, traz benefícios também para a parte fisiológica e a vida se torna boa de viver, por outro lado, a estaticidade vital gera o oposto e o mal-estar toma conta do ser em grande proporção. Cabe ao mesmo decidir, depois do que foi dito, se quer sair e lutar ou ficar sentado ou “ajoelhado” e esperar a dor.

 

(Andinho Yankee)

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