Teoria do conhecimento Aristotélica.

 

* É importante deixar claro que o presente trabalho não é uma análise aprofundada do assunto e sim um panorama básico sobre como se dá o conhecimento em Aristóteles. De fato há muito a acrescentar, assim, não é aconselhável basear-se neste texto para fins complexos.

~X~

“Todos os homens, por natureza, desejam conhecer”, esta é a primeira frase da metafísica aristotélica e o ponto de partida para a sua discussão epistemológica. Não sei se discussão epistemológica é o termo correto a ser empregado aqui, mas a minha intenção é usá-lo como sinônimo de uma teoria do conhecimento, assim me refiro a uma teoria do conhecimento aristotélica.

De fato é verdadeira a afirmação aristotélica de que o homem tende naturalmente ao desejo de conhecer as coisas, seja ela o que for. No processo do conhecimento o órgão dos sentidos mais valorizado é o olho, ou seja, a visão dá maiores condições de conhecimento, o que não quer dizer que somente com a visão é possível conhecer as coisas, pois há coisas como o odor ou o som, ou o gosto que no processo de conhecimento a visão torna-se quase que inútil. Na a antiguidade a visão era o sentido mais valorizado entre os homens, é só olhar o caso de Édipo que, como auto penitência arranca seus olhos como auge do mal a ser infligido a um homem. É por que a visão nos leva a conhecer e a diferenciar as coisas.

Os sentidos em contato com o mundo vão gerar a sensação, o que nós sentimos ao ouvir ver, cheirar, degustar, enfim. As sensações são o frio, o calor, a imagem, o doce, o amargo, etc. As sensações são produzidas tanto nos homens quanto nos animais, pois estes também têm sentidos.

Ademais, a sensação gera a memória em alguns animais. Aqui há uma divisão dos animais em dois grupos: os que possuem memória e os que não possuem memória. Os animais que não possuem memória têm menor capacidade de aprender se comparados aos que possuem memória. Ainda os que possuem audição podem ser ensinados[1], como o cachorro. Aristóteles diz que a memória nos animais permite a reminiscência[2], ou seja, a lembrança – desta vida. Deste modo, a maioria dos animais vivem de reminiscência.

Diferentemente dos animais, os homens concatenam as sensações, organizam as lembranças pela memória e esta gera a experiência. Isto só é possível pela razão, é ela quem se encarrega de concatenar as memórias, as lembranças provenientes da acumulação de sensações.

Para Aristóteles, a arte se dá através da experiência, assim como a ciência. A arte surge quando, de muitas noções fornecidas pela experiência, se produz em nós um juízo universal a respeito de uma classe de objetos. Deste modo, a experiência produz juízos particulares e, a posteriori, a arte produzirá juízos universais. Assim, a arte engloba conhecimento e compreensão que é saber da coisa o seu por que e suas causas.


[1] Ensinado, para os animais, aqui deve ser entendido como o termo moderno “condicionado”.

[2] Reminiscência aristotélica tem diferente significado de Reminiscência platônica, que é lembrança de outra vida, enquanto que a primeira é lembrança da vida atual.

~X~

(Anderson Yankee)

http://ask.fm/Andyankee

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4 respostas em “Teoria do conhecimento Aristotélica.

  1. Oi tudo bom , meu nome é Alice. Eu tenho um trab. de filosofia pra fazer sobre este assunto sitado no tema aí em cima, preciso da ajuda de vocês, pois eu não consegui entender e elaborar este trabalho. Desde já agradeço.

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